Conversa de café

Sugestões semanais de leitura (e não só) para diálogos animados à volta de uma bebida.

Bom fim-de-semana.

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Plágio: um problema sério do jornalismo

Todos os dias. Cada vez mais. Em todo o lado. Um problema muito sério do jornalismo mundial, analisado na Columbia Journalism Review.

Transformations in the Arab World: Fareed Zakaria

Journalism has a plagiarism problem. But it’s not the one you’d expect

Fareed Zakaria’s case highlights news organizations’ ethical grey areas

Some of Fareed Zakaria’s past and present publications are finally facing the music, even though they won’t acknowledge what it sounds like. Plagiarism accusations have dogged the CNN host and Washington Post columnist for years, though the drumbeat has crescendoed in recent months. Corrections and apologies have been added to a wide array of his previous work. But Zakaria appears in no danger of losing his prestigious jobs. Outcry within the journalistic community, meanwhile, has been unexpectedly mute, with many discussions focused on the semantic question of whether Zakaria’s mistakes constitute what some newsorganizations consider an unforgivable sin.

Zakaria’s high-profile case underlines the media’s long struggle with plagiarism — just not the struggle you’d expect. A review of examples from the past quarter-century shows that journalists have continuously grappled not only with the definition of plagiarism, but also how to respond to it. Punishment has been consistently inconsistent. And opinions vary on whether such sinners should be allowed back in the church. All of this comes as digital journalism continues to redraw the boundaries of originality, and the ease with which plagiarism is spotted continues to grow.

“Fabrication, obviously, is very black and white,” said Teresa Schmedding, president of the American Copy Editors Society and a deputy managing editor at the Daily Herald in Illinois. Such was the case with onetime New Republic scribe Stephen Glass, subject of a profile in the magazine’s recent anniversary issue, and Jonah Lehrer, an ex-New Yorker writer whose book deals grabbed headlines last week.  “When it comes to plagiarism and punishment for it, the reason it’s so difficult is that it is more grey.”

And it always has been. A CJR cover story in 1995 analyzed 20 cases of plagiarism in the previous seven years, concluding, “Punishment is uneven, ranging from severe to virtually nothing even for major offenses.” Laura Parker was fired from The Post in 1991 for lifting quotes from the Associated Press and Miami Herald. Denver Post columnist Ken Hamblin, meanwhile, was suspended for two months in 1994 after he copied five paragraphs from a Rocky Mountain News report. “The sin itself carries neither public humiliation nor the mark of Cain,” CJR’s Trudy Lieberman wrote. “Some editors will keep a plagiarist on staff or will knowingly hire one if talent outweighs the infraction.”

A University of Maryland study found similar ambiguity in 76 newspaper plagiarism cases between 1997 and 2006. Forty-three of those offenders — 56 percent — lost their jobs, with the rate of punishment steadily increasing from minor to major to repeated infractions. Perhaps more interestingly, the papers’ word choice in publicly responding to those crimes largely correlated with their eventual sanctions — “plagiarism” typically garnered termination while synonymously described offenses earned lesser punishments.

A September analysis by Politico reporter Dylan Byers and two media ethics experts argued that Zakaria had indeed plagiarized a number of articles by “patch writing,” small changes to language that mask theft of larger ideas. “Case by case, the examples here qualify more as violations or misdemeanors than serious crimes,” Byers wrote. “But taken together, they show an undeniable pattern of behavior.” Disputing such behavior is a hard case to make without more details from Zakaria. The writer and TV host has remained relatively silent other than an August email to Politico rebutting some of the charges. He and CNN did not respond to emails seeking comment for this story.

On Nov. 7, Newsweekadded editor’s notes to seven of Zakaria’s columns from 2001 to 2010, saying they “borrowed extensively” from other sources “without attribution.” Slate did the same just days later for a 1998 article that “failed to properly attribute quotations and information.” After Our Bad Media last week highlighted questionable Zakaria pieces in The Washington Post, editorial page editor Fred Hiatt acknowledged “problematic sourcing” in five of those columns and has since amended four of them with editor’s notes.

The actions came two years after Zakaria was briefly suspended by CNN and Time for plagiarizing a column on gun control — a “terrible mistake,” he said in a statement then. Similar allegations have piled up this year, thanks largely to Our Bad Media’s anonymous watchdogs. Yet Zakaria has remained on air at CNN and in The Post’s opinion lineup, despite the organizations’ harsher punishment in recent years for similar ethical lapses. What’s more, the media outlets that publicly reprimanded Zakaria have been loathe to use the “p” word in describing his missteps.

O artigo completo aqui.

A empresa amiga da secreta britânica

Como uma companhia britânica deu acesso aos serviços secretos britânicos acesso aos cabos de fibra óptica que transportam a informação de milhões de pessoas. Uma reportagem do Channel 4 News, com base em documentos revelados por Edward Snowden.

Os comentadores em estado de negação

Pelo José Manuel Fernandes, no Observador

É talvez altura de nos curarmos de vez do socratismo

“Uma parte do país – e um contingente notável de comentadores – parecem continuar em estado de negação. Durante anos não quiseram ver, não quiseram ouvir, não quiseram admitir que havia no comportamento de José Sócrates ministro e de José Sócrates primeiro-ministro demasiados “casos”. Em vez disso só viram cabalas, só falaram em perseguições, só trataram eles mesmo de ostracizar ou mesmo perseguir os que se obstinavam em querer respostas, os que insistiam em não ignorar o óbvio, isto é, que Sócrates não tinha forma de justificar os gastos associados ao seu estilo de vida.

Agora, que finalmente a Justiça se moveu, eles continuam firmes na sua devoção – e nas suas cadeiras nos estúdios de televisão. Não lhes interessa conhecer o que se vai sabendo sobre os esquemas que Sócrates utilizaria para fazer circular o dinheiro, apenas lhes interessa que parte do que foi divulgado pelos jornais devia estar em segredo de Justiça. Antes, anos a fio, quando não havia segredo de justiça para invocar, desvalorizaram sempre todas as investigações jornalísticas que tinham por centro José Sócrates.

Isto é doentio e revela até que ponto o país ainda não se libertou da carapaça que caiu sobre ele nos anos em que o ex-primeiro-ministro punha e dispunha. Nessa altura também muitos, quase todos, se recusavam a ver, ouvir ou ler, até a tomar conhecimento. Não me esqueço, não me posso esquecer que quando o Público, de que eu era director, revelou pela primeira vez a história da licenciatura, seguiu-se uma semana de pesado silêncio que só foi quebrada quando o Expresso, então dirigido por Henrique Monteiro, resistiu às pressões do próprio Sócrates e repegou na história e denunciou as pressões. Não me esqueço que tivemos uma Entidade Reguladora da Comunicação Social que fez um inquérito e concluiu que o silêncio de toda a comunicação num caso de evidente interesse público não resultara de qualquer pressão – a mesma ERC que depois condenaria a TVI por estar a investigar o caso Freeport. Como não me esqueço de como uma comissão parlamentar chegou mais tarde à mesma conclusão, tal como não me esqueço de como vi gestores de grandes empresas deporem com medo do que diziam.

Muitos dos que agora rasgam as vestes porque o antigo primeiro-ministro foi detido no aeroporto foram os mesmos que nunca quiseram admitir que havia um problema com Sócrates, com os seus casos, com o seu comportamento, com o seu autoritarismo. E também com o seu estilo de vida.

Há momentos que chegam a ser patéticos. Como é possível, por exemplo, que um homem supostamente inteligente, como Pinto Monteiro, queira que nós acreditemos que foi convidado por José Sócrates para um almoço, de um dia para o outro, numa altura em que o cerco se apertava, e que, naquele que terá sido o seu primeiro almoço a sós, só falaram de livros e viagens, como se fossem dois velhos amigos? Como é possível que continue a defender a decisão absurda sobre a destruição das escutas? Ou a achar que nada mais podia ter sido feito na investigação do caso Freeport?

Mas há também um lado doentio e provinciano na forma como se tem comentado este caso. Uma das raras pessoas que detectou essa anormalidade foiNuno Garoupa, professor catedrático de Direito nos Estados Unidos e que, por ter respirado ares mais arejados, não teve dúvidas, notando que “nós é que vivemos num mundo mediático”, não é a Justiça que cria o circo, como se repetiu ad nauseam nas televisões. Mais: “A opinião pública pode e deve fazer um julgamento político, independentemente do julgamento legal e judicial. A política e a justiça não são a mesma coisa.” Ou seja, deixem-se da hipocrisia do “inocente até prova em contrário”, pois isso é verdade nos tribunais mas não é verdade quando temos de julgar politicamente alguém como José Sócrates. O julgamento político, como ele sublinha, não está sujeito aos mesmos critérios do julgamento penal.

A clareza do debate político exige pois que saibamos fazer distinções. A distinção que António Costa fez logo na madrugada de sábado, quando disse que “os sentimentos de solidariedade e amizade pessoais não devem confundir a acção política do PS”, é justa e mantém toda a sua pertinência. Se o PS tem conseguido manter a frieza – quase todo o PS, pois são raras e muito pontuais as excepções –, é importante para esse mesmo PS ir mais longe. E tocar um ponto nevrálgico: aquilo que nós, cá fora, sabíamos sobre as excentricidades e as práticas de José Sócrates dão-nos apenas uma pequena amostra do que se sabia em muitos círculos do PS. Sabia, mas não se comentava, mal se sussurrava.

Vou mais longe: nos partidos estas coisas são conhecidas. Pelo menos no PSD e no CDS, para além do PS. Ninguém ficou surpreendido quando a Justiça caiu sobre Duarte Lima – todos os seus companheiros de bancada conheciam as suas excentricidades. Pior: muitos ainda hoje comentam como a Justiça ainda não apanhou alguns antigos secretários-gerais, aqueles que tratavam das contas e apareceram ricos de um dia para o outro. Pior ainda: nos bastidores dos partidos as histórias de autarcas, em particular de alguns dinossauros, são infindáveis. E há longínquas férias na neve de dirigentes partidários que incomodam os seus correligionários sem que nada aconteça para além de um comentário fugaz.

Vamos ser claros, deixando a hipocrisia do respeitinho de lado. A dúvida que havia sobre José Sócrates era sobre se seria algum dia apanhado. A percepção que corroía a confiança nas instituições não era sobre se os seus direitos humanos poderiam vir a ser negados (a sugestiva preocupação de Alberto João Jardim), mas sim sobre se algum dia um aparelho judicial que, anos a fio, pareceu amestrado seria capaz de apanhar alguns dos fios das muitas meadas tecidas pelo antigo primeiro-ministro.

Escrevi-o muitas vezes e vou repeti-lo: José Sócrates foi a pior coisa que aconteceu na democracia portuguesa nos últimos 40 anos, e não o digo por causa da bancarrota. Digo-o por causa da forma como exerceu o poder, esperando fazê-lo de forma absoluta, sem contestação, sem obstáculos, sem críticos. Não os tolerava no PS, no Governo, nos jornais, nos bancos, nas grandes empresas do regime.

Não sou a primeira pessoa a descrever assim José Sócrates. Nem essa descrição é recente. Recordo apenas um texto de António Barreto, de Janeiro de 2008 (há quase sete anos, bem antes da bancarrota), onde se escrevia que “o primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra a autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas”. Lembram-se? Eu não o esqueci.

O que distingue o socratismo não é uma visão da forma de ser socialista, é uma visão schmittiana de exercício do poder. Compreendo que o seu estilo de líder forte possa ter fascinado quem cavalgou a onda, mas é bom que hoje olhem para o elixir que provaram e que os inebriou, e percebam que era um veneno. Ou seja: acordem para a realidade. Depois do que se passou nos últimos dias, do que já sabemos sobre os contornos do processo e das acusações, do que imaginamos mas ainda não sabemos, a pergunta que muitos têm de intimamente fazer é “como foi possível?”, “como é que acreditei?”. Porque se não forem por esse caminho o seu único refúgio acabará por ser uma qualquer teoria da conspiração como a imaginada pelo insubstituível MRPP.

Ao contrário do que se repetiu à exaustão, o carácter não é um detalhe em política. E se ninguém deve apagar rostos em fotografias, à la Stalin, também é preciso de olhar de frente para o que, no passado, recomenda que se exorcizem fantasmas, demónios, maus hábitos e práticas não recomendáveis.”

Leitura para o fim-de-semana: dois anos em cativeiro

Teo Padnos esteve durante quase dois anos preso na Síria. Foi raptado por um grupo de amadores, aprisionado pelo Exército Livre Sírio e depois entregue à Frente al-Nusra. Foi torturado, espancado e, finalmente, libertado. Na revista do The New York Times, contou toda a história.

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My Captivity

Theo Padnos, American Journalist, on Being Kidnapped, Tortured and Released in Syria

By THEO PADNOS

In the early morning hours of July 3, one of the two top commanders of Al Qaeda in Syria summoned me from my jail cell. For nearly two years, he had kept me locked in a series of prisons. That night, I was driven from a converted schoolroom outside the eastern city of Deir al-Zour, where I was being held, to an intersection of desert paths five minutes away. When I arrived, the commander got out of his Land Cruiser. Standing in the darkness amid a circle of men draped in Kalashnikovs, he smiled. “Do you know who I am?” he asked.

“Certainly,” I said. I knew him because he visited me in my cell once, about eight months earlier, and lectured me about the West’s crimes against Islam. Mostly, however, I knew him by reputation. As a high commander of the Nusra Front, the Syrian affiliate of Al Qaeda, he controlled the group’s cash and determined which buildings were blown up and which checkpoints attacked. He also decided which prisoners were executed and which were released.

He wanted to make sure I knew his name. I did, and I repeated it for him: Abu Mariya al-Qahtani. “You are our Man of Learning,” I added, using the term —sheikhna — that his soldiers used to refer to him.

“Good,” he said. “You know that ISIS has us surrounded?”

I did not know this.

He shrugged his shoulders. “Not to worry. They won’t get me. They won’t get you. Everywhere I go, you go. Understand?” I nodded.

We drove to a residential compound next to an oil field near the Euphrates. For the rest of the night, I watched as some 200 foot soldiers and 25 or so religious authorities and hangers-on from the Afghan jihad prepared for their journey.

There were bags of Syrian pounds to stuff into the cabs of Toyota Hiluxes, boxes of stolen M.R.E.s to load onto the truck beds and suitcases and water coolers to fit in beside them. And there was the weaponry: mortars, rockets, machine guns, feed bags filled with grenades and bullets, stacks of suicide belts.

By 4 in the morning, the packing was done. At dawn, the commander drove to the head of the column of Hiluxes and fired his handgun into the air. Within seconds we were gone, flying over the sand. There are roads in this part of Syria. We didn’t use them.

I was now 20 months into my life as a prisoner of the Nusra Front: the abrupt departures, the suicide belts, the mercurial behavior of the Man of Learning, the desert convoys, the way I might be shot or spared at any moment — this was my world. I was almost used to it.

In October 2012, however, when I was first kidnapped, I used to sit in my cell — a former consulting room in the Children’s Hospital in Aleppo — in a state of unremitting terror. In those first days, my captors laughed as they beat me. Sometimes they pushed me to the floor, seized hold of a pant leg or the scruff of my jacket and dragged me down the hospital corridor. If someone seemed to take an interest in the scene, I would scream: “Sa’adni!” (“Help me!”) The onlookers would smirk. Sometimes they called out a mocking reply in English: “Ooo, helb me! Ooo, my God, helb me!”

Because there was no bathroom in my cell, I had to knock on the heavy wooden door when I needed the toilet. Often, the guards wouldn’t come for hours. When they did, they would bang on the door themselves. “Shut up, you animal!” they would say.

The cruelty of my captors frightened me, but my bitterest moments in those early weeks came when I thought about who was most responsible for my kidnapping: me.

I believed I knew my way around the Arab world. In 2004, when the United States was mired in the war in Iraq, I decided to embark on a private experiment. I moved from Vermont to Sana, the Yemeni capital, to study Arabic and Islam. I was good with languages — I had a Ph.D. in comparative literature — and I was eager to understand a world where the West often seemed to lose its way. I began my studies in a neighborhood mosque, then enrolled in a religious school popular among those who dream of a “back to the days of the prophet” version of Islam. Later, I moved to Syria to study at a religious academy in Damascus. I began to write a book about my time in Yemen — about the mosques and the reading circles that formed after prayer and the dangerous religious feeling that sometimes grew around them.”

O artigo completo está aqui.

Leitura para o fim-de-semana: pobres mas com casas de milhões

O Upper East Side, em Manhattan, é uma das zonas mais exclusivas de Nova Iorque. Com vista para o Central Park, é habitada por artistas e celebridades endinheiradas. Mas uma investigação do The Telegraph revelou também que é aí que estão instaladas as embaixadas e residências de diplomatas de algumas das nações mais pobres do mundo. Um exemplo: Cabo Verde, que ocupa a 123ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano tem um edifício numa zona em que um imóvel vizinho foi vendido recentemente por 48 milhões de Dólares. E há mais.

Embaixada de Cabo Verde em NY

Embaixada de Cabo Verde em NY

“Revealed: New York multi-million dollar mansions belong to poorest nations on earth

Diplomats of poor nations rub shoulders with celebrities and billionaires at their embassies on Manhattan’s illustrious Upper East Side. Click the map for video and details of embassies and their countries’ wealth

New York’s Upper East Side is a neighbourhood of celebrities and millionaires – and home to some of the poorest countries on the planet.

An investigation by The Telegraph has found dozens of embassies, consuls, missions and ambassadorial residences, worth tens of millions of dollars, dotted along the rarefied streets of Manhattan’s wealthiest district.

They include a number owned by some of the most impoverished countries on the planet, including Congo, ranked in 186th place out of 187 countries on the Human Development Index (HDI), the annual report produced by the United Nations which assesses the wealth of populations around the world.

Others belong to nations struggling to cope with war and dictatorship, including Iraq and Myanmar.

And some are owned by middle-ranking countries economically, whose citizens may nonetheless question why their governments hold properties in the most sought-after quarter of one of the most expensive cities in the world. Greece, which has struggled with debt and recession since the 2008 financial crisis, falls into this category.

Diplomats from around the world are assigned to New York because Manhattan is home to the United Nations, meaning each nation is entitled to maintain an embassy – known as a mission – in the city.

But while more frugal nations occupy office buildings close to the UN, in Manhattan’s Midtown, others maintain lavish residences a 10-minute car ride away on the Upper East Side.

Many are tucked away on quiet cross streets between the millionaires’ rows of Fifth Avenue, Madison Avenue and Park Avenue, where property prices for a town house run into the tens of millions of dollars.

A large number are close to Central Park and amenities such as the designer boutiques of Madison Avenue and Uptown’s most exclusive bars and restaurants.

Diplomats living on the Upper East Side, which runs between 59th Street and 96th Street, and Central Park and the East River, can expect to rub shoulders with celebrities including Madonna and Woody Allen, and the billionaires Michael Bloomberg and David Koch, the fourth richest person in America.

Amid concern in some countries, including the United Kingdom, about the cost of maintaining expensive overseas properties, a number of nations have sold off their Upper East Side mansions in recent years.

They include France, which this year divested itself of the ambassador’s residence, an apartment at 740 Park Avenue, known as the most expensive apartment building in New York, for $70 million (£43.8 million).

Ivory Coast and Senegal have also recently sold off property on the Upper East Side.

But a number continue to allow their diplomats to live in a style which the vast majority of their citizens could only dream of.

They include Congo, where average income is just over a dollar (62p) a day, and which owns a large town house on East 65th between Fifth and Madison Avenues.

A house across the street from Congo’s recently sold for $40 million (£25 million), which would make a not insignificant dent in its national debt of $6 billion (£3.76 billion).

The tiny nation of Cape Verde, which is ranked 123 in the HDI, owns a town house on East 69th Street between Fifth and Madison Avenues; the neighbouring property was on the market in 2012 for $48 million (£30.1 million).

A third African country, Angola, possesses a town house on East 73rd Street, between Park and Lexington Avenues, where the house next door sold for $32.5 million (£20.3 million) in 2008.”

Mãe de Michael dos Santos diz que não é ele no vídeo das decapitações

Afinal, Ana dos Santos, a mãe do jihadista luso-francês Michael dos Santos, não o reconheceu no mais recente vídeo do Estado Islâmico. Pelo menos foi isso que disse à BMFTV. A portuguesa garantiu que foi questionada pelos serviços de segurança durante várias horas, que afirmou sempre que não era o filho que surgia nas imagens televisivas mas que, ao fim do longo interrogatório começou a ter dúvidas.

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