Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: Sócrates: a teia de negócios da família e dos amigos; reportagem com António Costa; guia prático para entender o “Tiagogate”; Castro Almeida gere fundos de programa que dirigiu; o ecologista que venceu a extrema-direita austríaca; reportagem com a brigada de motards da PSP; um dia com Júlia Pinheiro; entrevista a Manuel Andrade, o sobrevivente da equipa campeã do Belenenses; entrevista a Zeferino Coelho; e muito mais.

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Estado Islâmico com canal no Telegram em espanhol

O autoproclamado Estado Islâmico começou a manter, há algum tempo, um canal no Telegram em castelhano para espalhar propaganda no Ocidente. Estes canais juntam-se a muitos outros em inglês, francês, alemão e russo. Ao longo das últimas semanas, tal como os outros, os canais em espanhol têm sido criados e removidos a pedido das autoridades. No entanto, a organização terrorista tem criado novos veículos de comunicação.

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O Telegram é uma aplicação informática que permite aos utilizadores trocarem mensagens encriptadas e criar canais abertos a um público ilimitado – desde que estes últimos conheçam os seus endereços.

Jihadi John em Portugal

Foi no Verão de 2011. Mohammed Emwazi ainda não era conhecido pela alcunha que o tornou famoso – Jihadi John – e esteve alguns dias em Lisboa. O The Sunday Times já tinha revelado o seu companheiro de viagem: Tarek Dergoul, um antigo preso em Guantánamo. O que não se sabia – até hoje – era a identidade do homem que eles vieram visitar. Querem saber quem era e o que vieram cá fazer? Está na SÁBADO desta semana.

Segurança

Coisas da Sábado

Amanhã nas bancas: a máquina por trás de José Rodrigues dos Santos; a primeira entrevista a Renato Sanches após a conquista do campeonato; ministro da Educação acusado de burla; todo o interrogatório de Ricardo Salgado no caso BES/GES; como se calaram os críticos da geringonça; a perseguição do regime a Abel Salazar; António Mateus recorda a chegada dos mercenários a Angola; os dias de Jihadi John em Lisboa; a tendência de só comer produtos biológicos; o escândalo das apostas viciadas na II Liga; as revelações da mãe de Carla Bruni; e muito mais.

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Obrigado, Jorge

Caro Jorge,

Agora que já passou algum tempo desde as emoções de domingo e todos tivemos tempo para festejar e reflectir, quis escrever-te novamente para te deixar uma palavra que, acredito, não esperarias ouvir de um benfiquista nesta altura da época: obrigado.

Não, não estou a agradecer-te pelo que fizeste nos seis anos em que foste treinador do meu clube, tu sabes, aquele que é o maior do mundo e que tu tiveste o privilégio de treinar. Por isso já te agradecemos na altura devida, com aplausos, merecidos, em vitórias gloriosas: o campeonato e o bicampeonato. No entanto, ao contrário do que possas pensar, os agradecimentos não foram só para ti: foram para um conjunto de pessoas, entre as quais te incluias, que tinham o privilégio (sim, outra vez) de exibir o simbolo da águia ao peito.

Na verdade, quero mesmo agradecer-te por teres tomado a decisão que tomaste no Verão do ano passado. Graças a isso, o ar do Estádio da Luz tornou-se um pouco mais saudável. O ambiente menos pesado. As pessoas voltaram a sorrir. Não apenas nas vitórias, mas também nas derrotas. Sobretudo nas derrotas.

Quero agradecer-te por nos permitires voltar a ter um treinador que representa genuinamente os valores do Benfica: a humildade, a união, a lealdade, o companheirismo, o cavalheirismo, a solidariedade e o respeito – e que ainda por cima ganha jogos na Champions.

Quero agradecer-te porque, com a tua decisão, deste esperança a toda uma geração de jovens que sabiam que contigo por perto a esperança era a primeira coisa a morrer. Agora eles sabem que aquele sonho de criança, de ouvirem os aplausos do terceiro anel enquanto seguram o troféu de campeão nacional, é possível. E bastou-lhes nascer uma vez – mas na altura certa.

Quero agradecer-te também por seres quem és. Por não teres fugido à tua verdadeira essência e por não teres conseguido nem sabido respeitar teu próprio passado. O clube que te deu muito mais do que tu alguma vez lhe poderias dar.

Quero agradecer-te muito por isso. Por não conseguires conter-te nas palavras. Foram elas que nos deram a força necessária para enfrentar as contrariedades iniciais. Foram elas que fizeram os sócios unir-se em torno de um treinador que no início não era consensual mas que, em fez de fragilizado, saiu reforçado graças a ti. Sim, a ti. Porque de cada vez que lançavas uma farpa em direcção ao teu sucessor, os aplausos dos benfiquistas ganhavam cada vez mais fervor. Os jogadores colocavam o pé na bola com mais determinação. Rematavam com mais arte e engenho. Em vez de destruires o teu anterior clube, contribuiste para a construção de verdadeiro campo de forças que levou a equipa ao colo pelos estádios do país, de vitória em vitória – e foram muitas seguidas – até regressarmos pela terceria vez consecutiva ao Marquês de Pombal. Sim, Jorge, o tri também é graças a ti.

Por fim, quero também agradecer-te por seres um visionário. Por teres razão antes de tempo. Ninguém o diria melhor que tu. Por isso vou apropriar-me das tuas palavras, proferidas no início deste ano: “Não acredito que quem esteja em segundo ou em terceiro jogue melhor do que quem está em primeiro. As equipas que estão em primeiro são as melhores equipas”. Para o ano poderá ser diferente. Logo se verá. E nesse caso cá estaremos para felicitar o vencedor.

Mas por enquanto é só isto: obrigado, Jorge.

jj

Coisas da Sábado

Amanhã nas bancas: Fátima, como nasce um filme de milhões; Álvaro Sobrinho comprou avião por 26 milhões; Odebrecht investigada por branqueamento; tráfego aéreo nas Lajes aumentou em Abril; guerra na maçonaria em ano eleitoral; a cidade utópica de Hugo Chavez; como vão desaparecer as notas de 500 euros; rede ibérica julgada em Viana do Castelo; entrevista de vida a Sobrinho Simões; os campeonatos decididos na última jornalda; entrevista a Suzanne Cotter; e muito mais.

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Porque hoje é dia da Europa

Numa época de eurocepticismo e de ameaças de “exits” vale sempre a pena recordar o discurso em que Winton Churchill pediu a criação dos Estados Unidos da Europa.