Coisas da Sábado

Este é um mês de festa. Parece que foi ontem que começámos, mas no próximo dia 7 a SÁBADO celebra o 14º aniversário. Sim, somos ainda uma publicação adolescente – com tudo o que isso tem de bom: a irreverência, a vontade de fazer mais e melhor, a ambição de chegar onde ainda não chegámos, a expectativa de alcançarmos um lugar na história do jornalismo português. Muito mudou nos últimos anos. Das pessoas às instalações. Mas continuamos a dar o nosso máximo para fazer o melhor, como fizemos sempre ao longo de 731 semanas, tendo sempre como critério máximo o interesse do leitor.

Para assinalar este 14º aniversário decidimos fazer uma homenagem à mulher portuguesa. Para isso preparámos um dossier especial de 23 páginas, dedicado às mulheres mais poderosas e influentes do país. Foi um trabalho que demorou várias semanas a preparar. Inclui fotografias, entrevistas e testemunhos exclusivos de 50 mulheres das mais diversas áreas: da política aos negócios, da justiça à ciência e cultura.

Para além disso temos ainda espaço para uma excelente edição. Começamos com uma entrevista exclusiva a Natalia Soljenítsina, a viúva do autor de Arquipélago Gulag; contamos todas as ligações perigosas de Manuel Pinho; recordamos as promessas de paz e fracassos na Península da Coreia; explicamos os benefícios do crédito consolidado; lembramos como o festival da canção mudou a vida a dezenas de artistas; assinalamos as situações em que os médicos dizem às grávidas para continuarem a fumar; apontamos a luta de Benfica e Sporting pelo segundo lugar; e fazemos uma série de sugestões no GPS: de comida saborosa e com poucas calorias; o festival Terras Sem Sombra; o novo filme de Lucrácia Martel; sugestões de prendas para o Dia da Mãe; e muito mais. Boas leituras.

DUAS CAPA SÁBADO 731

Coisas da Sábado

Um dia mais cedo nas bancas: Revolução genética: do cancro à velhice, as batalhas que estamos a vencer; entrevista a Daniel Goleman, o “pai” da inteligência emocional; centenário da batalha de La Lys: entrevista ao historiador Filipe Ribeiro de Menezes e ao seu pai, o diplomata Pedro Ribeiro de Menezes; as revelações do interrogatório do ex-presidente da ARS de Lisboa, Luís Cunha Ribeiro; as últimas horas de Martin Luther King; as vantagens de amortizar mais cedo o crédito à habitação; todas as suspeitas sobre o marroquino preso em Monsanto acusado de pertencer ao Estado Islâmico; reportagem com as águias e falcões que afastam pombos e gaivotas de Lisboa; a princesa expulsa da família real marroquina; os jogadores que ganham sozinhos; No GPS: dez restaurantes para comer cabrito na Páscoa; a estreia de The Terror; entrevista a Jonathan Safran Foer; Ruy de carvalho no Teatro Experimental de Cascais; e muito mais.

DUAS CAPA SÁBADO 726

Jornalismo no seu melhor

Estiveram por detrás da campanha que elegeu Donald Trump, mas não só. O que esta reportagem do Channel4 mostra é como a recolha de dados pessoais por grandes companhias pode pôr em risco a própria democracia.

Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: O regresso dos Gato Fedorento (só por um dia, só para nós); entrevista a Nádia Piazza, o rosto-símbolo da tragédia de Pedrógão Grande; governo não partilha dados do emprego; a dinastia sanguinária dos Assad; os novos produtos que entraram para o capaz que calcula a inflação (e a saída do sabão azul e branco); Ministério Público investiga fraude na atribuição de subsídios europeus para a compra de barcos; entrevista de vida ao estilista Tony Miranda; o perfil da primeira submarinista portuguesa; o piloto Miguel Oliveira em entrevista;. No GPS: as exposições, concertos e arte de rua do Festival Tremor, nos Açores; os novos animais do Badoca Park; os 182 anos da cervejaria Trindade; o regresso de José Pedro Gomes; e muito mais.

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Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: Sexo, dinheiro e maçonaria: todos os secredos da captura do espião do SIS; entrevista a Guillermo del Toro; entrevista a Paula Teixeira da Cruz; a nova farda do exército made in Portugal; o (último) regresso de Berlusconi; Entrevista a Paulo de Vilhena; uma semana só a ver a Sporting TV; a anatomia da música de Salvador Sobral; as quebras de etiqueta de Meghan Markle; Diogo Infante apresenta o Deus da Carnificina; No GPS: especial sobe os óscares da academia; o novo restaurante do chef José Avillez; a mais recente adaptação de O Principezinho; e muito mais.

Bonus grátis: o segundo volume da colecção História do Século XX da revista Time.

DUAS CAPA SÁBADO 722

Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: Ansiedade: as novas armas para vencer a doença do século; o que está a ser feito para prevenir os incêndios; entrevista ao Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita; AR-15, a arma preferida dos massacres nos EUA; La Caixa, como começou o império de Isidre Fainé; o dia-a-dia de dois tribunais portugueses; entrevista de vida a Justa Nobre; quem são as verdadeiras supernnanies?; reportagem com os heróis do Caldas, que sonham chegar ao Jamor; a incrível história da patinadora Tonya Harding; No GPS: um roteiro pelos novos restaurantes do Porto; a nova edição de Odisseia; entrevista a Cristina Branco; e muito mais.

Bónus grátis: o primeiro volume da colecção História do Século XX da revista Time.

 

DUAS CAPA SÁBADO 721

“Não é azar: é falta de informação”

Era uma vez um homem normal, com uma vida normal, e uma família normal. Nessa vida normal, esse homem normal apanhava todos os dias os transportes para o seu emprego normal, onde convivia com os seus amigos normais e cumpria as suas tarefas normais. Certo dia, farto da sua vida normal, decidiu que era altura de mudar um pouco essa normalidade normal.

Quis então fazer uma surpresa normal, à mulher normal, e decidiu que era a altura de quebrar a normalidade e fazer umas férias no estrangeiro. No caminho para o tal emprego normal, parou junto a uma agência de viagens, que ficava ao lado do quiosque normal onde costumava comprar o normal maço de tabaco diário, ignorando a banca de jornais normais, que, naqueles dias, mostravam umas imagens anormais de uns soldados armados não percebeu bem onde. Viu então uma promoção anormal de viagens para o Rio de Janeiro e decidiu voltar para casa com dois bilhetes para o outro lado do mundo. Mas quando lá chegou, não teve as férias normais que esperava: a crise de segurança era tão anormal que o exército tinha ocupado as ruas. Passou então uma semana fechado no hotel com o normal receio de ser assaltado na marginal.

De regresso a casa, decidiu então que estava na altura de comprar o carro normal que há muito tinha prometido à mulher. Enquanto procurava a melhor opção, recebeu um telefonema anormal de uma empresa que lhe propunha a assinatura de uma revista automóvel mensal por apenas dois euros. Achou que era um desperdício. E acabou por comprar o carro que lhe pareceu o mais indicado quase por intuição. Só que no fim do mês foi surpreendido pelo anormal gasto de combustível – muito mais do que tinha esperado.

Homem de meia idade, sempre teve uma saúde normal. Nunca quis gastar três euros semanais em revistas normais que lhe davam conta dos riscos do açúcar na saúde ou dos cuidados que a partir de certa idade todos deveriam ter. Até ao dia em que foi surpreendido pelo médico: tinha um peso anormal, colesterol elevado e estava em risco de sofrer um ataque cardíaco.

De baixa médica em casa, viu no Facebook um amigo a partilhar um artigo de um site do qual nunca tinha ouvido falar mas que prometia um anormal dinheiro fácil num investimento em bitcoins. Não sabia bem o que era, mas decidiu arriscar as poupanças de uma vida. Talvez assim conseguisse recuperar em pouco tempo o que perdera na viagem ao Brasil, no carro que não era o melhor e talvez comprar a casa que sempre quis ter. Como normalmente preferia ver sempre o canal desportivo do seu clube, perdeu o debate sobre os riscos das moedas virtuais que passou num canal informativo. E ficou em choque quando os milhares de euros que tinha investido ficaram, em poucos dias, reduzidos a menos de metade.

Sem férias, sem carro, sem saúde e agora sem dinheiro, esse homem normal lamentou-se a Deus. “Porquê, senhor, porquê? Porque é que sou tão azarado? Só queria ter uma vida normal”.

Surpreendentemente Deus respondeu-lhe: “enviei-te uma revista de automóveis, mostrei-te manchetes de jornais sobre a insegurança no Brasil, meti-te à frente revistas sobre cuidados de saúde e dei-te a hipótese de ver debates sobre os riscos das criptomoedas. Não é azar: é falta de informação – aquilo que te permite tomar decisões acertadas.”

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Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: Os casos que abalam o poder de Luís Filipe Vieira; os bastidores de um presidente hiperactivo; burla milionária a aAngola foi arquivada; o exílio de Charles Puidgemont na Bélgica; as iranianas que desafiam o regime; porque a Gulbenkian vai abandonar o negócio do petróleo; reportagem com a equipa da PSP que vigia o consumo de álcool por menores na noite de Lisboa; os cinco novos fenómenos da comédia portuguesa; dicas para melhorar a relação; o treinador que criou o Super-Ronaldo; a história de Gloria Grahame. No GPS: conheça Vasco Coelho dos Santos, o chef sensação de 2007 com restaurante no Porto; o novo restaurante de Jamie Oliver no Príncipe Real; cinco revelações sobre o final d’as 50 Sombras; as melhores festas de Carnaval do país: entrevista ao actor Marcos Caruso; e muito mais.

 

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Princípios fundamentais

In Constituição da República Portuguesa
Artigo 9.º
Tarefas fundamentais do Estado

a) Garantir a independência nacional e criar as condições políticas, económicas, sociais e culturais que a promovam;
b) Garantir os direitos e liberdades fundamentais e o respeito pelos princípios do Estado de direito democrático;
c) Defender a democracia política, assegurar e incentivar a participação democrática dos cidadãos na resolução dos problemas nacionais;
d) Promover o bem-estar e a qualidade de vida do povo e a igualdade real entre os portugueses, bem como a efectivação dos direitos económicos, sociais, culturais e ambientais, mediante a transformação e modernização das estruturas económicas e sociais;
e) Proteger e valorizar o património cultural do povo português, defender a natureza e o ambiente, preservar os recursos naturais e assegurar um correcto ordenamento do território;
f) Assegurar o ensino e a valorização permanente, defender o uso e promover a difusão internacional da língua portuguesa;
g) Promover o desenvolvimento harmonioso de todo o território nacional, tendo em conta, designadamente, o carácter ultraperiférico dos arquipélagos dos Açores e da Madeira;
h) Promover a igualdade entre homens e mulheres.

 

Artigo 22.º
Responsabilidade das entidades públicas

O Estado e as demais entidades públicas são civilmente responsáveis, em forma solidária com os titulares dos seus órgãos, funcionários ou agentes, por acções ou omissões praticadas no exercício das suas funções e por causa desse exercício, de que resulte violação dos direitos, liberdades e garantias ou prejuízo para outrem.

Artigo 190.º
Responsabilidade do Governo

O Governo é responsável perante o Presidente da República e a Assembleia da República.

Artigo 191.º
Responsabilidade dos membros do Governo

1. O Primeiro-Ministro é responsável perante o Presidente da República e, no âmbito da responsabilidade política do Governo, perante a Assembleia da República.

2. Os Vice-Primeiros-Ministros e os Ministros são responsáveis perante o Primeiro-Ministro e, no âmbito da responsabilidade política do Governo, perante a Assembleia da República.

3. Os Secretários e Subsecretários de Estado são responsáveis perante o Primeiro-Ministro e o respectivo Ministro.

Artigo 199.º
Competência administrativa

Compete ao Governo, no exercício de funções administrativas:

a) Elaborar os planos, com base nas leis das respectivas grandes opções, e fazê-los executar;
b) Fazer executar o Orçamento do Estado;
c) Fazer os regulamentos necessários à boa execução das leis;
d) Dirigir os serviços e a actividade da administração directa do Estado, civil e militar, superintender na administração indirecta e exercer a tutela sobre esta e sobre a administração autónoma; 
e) Praticar todos os actos exigidos pela lei respeitantes aos funcionários e agentes do Estado e de outras pessoas colectivas públicas;
f) Defender a legalidade democrática;
g) Praticar todos os actos e tomar todas as providências necessárias à promoção do desenvolvimento económico-social e à satisfação das necessidades colectivas.

Artigo 201.º
Competência dos membros do Governo

1. Compete ao Primeiro-Ministro:

a) Dirigir a política geral do Governo, coordenando e orientando a acção de todos os Ministros; 
b) Dirigir o funcionamento do Governo e as suas relações de carácter geral com os demais órgãos do Estado;
c) Informar o Presidente da República acerca dos assuntos respeitantes à condução da política interna e externa do país;
d) Exercer as demais funções que lhe sejam atribuídas pela Constituição e pela lei.

2. Compete aos Ministros:

a) Executar a política definida para os seus Ministérios; 
b) Assegurar as relações de carácter geral entre o Governo e os demais órgãos do Estado, no âmbito dos respectivos Ministérios.

Artigo 271.º
Responsabilidade dos funcionários e agentes

1. Os funcionários e agentes do Estado e das demais entidades públicas são responsáveis civil, criminal e disciplinarmente pelas acções ou omissões praticadas no exercício das suas funções e por causa desse exercício de que resulte violação dos direitos ou interesses legalmente protegidos dos cidadãos, não dependendo a acção ou procedimento, em qualquer fase, de autorização hierárquica.

2. É excluída a responsabilidade do funcionário ou agente que actue no cumprimento de ordens ou instruções emanadas de legítimo superior hierárquico e em matéria de serviço, se previamente delas tiver reclamado ou tiver exigido a sua transmissão ou confirmação por escrito.

3. Cessa o dever de obediência sempre que o cumprimento das ordens ou instruções implique a prática de qualquer crime.

4. A lei regula os termos em que o Estado e as demais entidades públicas têm direito de regresso contra os titulares dos seus órgãos, funcionários e agentes.

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Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: A nova cura revolucionária contra o cancro; Lisboa: da baixa rica à Zona J pobre; o almanaque da campanha; os fetiches linguísticos do poder local; o que a Espanha perde se a Catalunha for independente; juiz impediu a Judiciária de fazer buscas a Luis Filipe Vieira; entrevista de vida a Vitor Feytor Pinto; o fenómeno musical Avenida Q; as perguntas que o seu filho não quer ouvir.  No GPS: um raio-x ao hip-hop português; o melhor pato à Pequim do mundo (vá, de Lisboa); o festival Walk & Talk na Terceira, nos Açores; e muito mais.

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Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: O mistério da cocaína: namorada de Sócrates confrontada com suspeita de compra de drogas para o ex-primeiro-ministro; entrevista a Jan-Werner Muller; Miguel Poiares Maduro e Francisco José Viegas falam sobre comida; Graça Mira Gomes, a nova chefe das secretas; governo não diz o que fez com o dinheiro doado para Pedrógão; Matosinhos: candidatos fazem debate por WhatsApp; quem são os cientistas do programa nuclear da Coreia do Norte; como a Impresa chegou ao estado actual; entrevista de vida a Paulo Branco; os implantes que ajudam crianças surdas a ouvir; o stresse do regresso às aulas; No GPS: visita guiada a Arroios, à boleia do Film Festival do bairro lisboeta; entrevistas a Andy Gill (líder dos Gang of Four) e à autora do livro Comunidade, Ann Patchet; e muito mais.

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Coisas da Sábado

Esta semana nas bancas: Seis jóias da Europa, deslumbrantes e baratas; Frederico Carvalhão Gil revelou os cinco nomes entregues aos russos; Assunção Cristas e Ricardo Robles falam sobre a paixão pelas bicicletas; Angola: resultados das eleições continuam por divulgar; os seguros em tempo de terrorismo; entrevista ao marroquino preso em Monsanto por suspeitas de pertencer ao Estado Islâmico; confrarias, há para todos os gostos; Pêpê Rapazote, o novo protagonista de Narcos; ser menina e trepar às árvores e jogar futebol; os verões trágicos da princesa Diana; as acrobacias da Red Bull Air Race. E no GPS: os novos restaurantes de Lisboa e Porto; o regresso de Narcos; a 4ªa edição do festival LISB-ON; saiba o que ver no MOTELX; e muito mais.

Boas leituras.

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Coisas da Sábado

Há semanas em que é um privilégio fazer parte de uma redacção onde a principal preocupação é dar a melhor informação aos leitores. Onde se sente uma inquietude em relação aos problemas que afectam a sociedade. Foi por isso que quando o Eduardo Dâmaso chegou ao pé de mim para me perguntar “queres ir para Barcelona?” horas depois do atentado da passada quinta-feira, 17, a resposta só podia ser uma: “claro”. Foi a primeira vez que o Estado Islâmico atacou na Península Ibérica, bem aqui ao nosso lado, num local amplamente visitado por portugueses. Se uma coisa destas não nos faz atravessar a fronteira, para ver, ouvir e contar, o que fará?

O resultado faz a capa desta semana da SÁBADO, com uma belíssima ilustração do Vasco Gargalo (se não estou enganado, também isso é histórico: que me lembre é a primeira vez que a imagem de capa da revista é feita por um ilustrador). Estive em Barcelona, mas sobretudo em Ripoll, a pequena cidade junto aos Pirinéus, onde a maioria dos terroristas vivia.

Mas não é só isso que faz da SÁBADO desta semana uma excelente revista. A Maria Henrique Espada faz um retrado do país – o nosso – onde ninguém é responsável por nada; a Raquel Lito esteve em reportagem nos incêndios de Mação; a Sara Capelo escreve sobre os movimentos supremacistas brancos nos EUA; o Bruno Faria Lopes mostra a revolução que está a acontecer na venda de automóveis; o Ricardo Silva conta a história do Espírito Santo que combateu na guerra civil de Espanha; o Marco Alves mostra quem é a dona do Dona Bia, o conhecido restaurante da Comporta; e o Rui Miguel Tovar entrevistou Paulo Fonseca a propósito do Sp. Braga – FC Porto do próximo fim-de-semana. Já o GPS faz capa com um guia para o Oeste feito pela Ágata Xavier, pelo Gonçalo Correia e pela Rita Bertrand; o Diogo Lopes entrevistou o chef pasteleiro do restaurante de gordon Ramsay, em Versalhes; o Gonçalo Correia antecipa o festival Vilar de Mouros; e a Ângela Marques escreve sobre o novo filme Como Cães Selvagens; e muito, muito mais. Boas leituras

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Coisas da Sábado

Amanhã nas bancas: Boa vida na costa alentejana (durante todo o ano); entrevista à psicóloga da Polícia Judiciária, Cristina Soeiro; Miguel Sousa Tavares e a deputada Patricia Fonseca falam sobre o amor à caça; reportagem com André Ventura, o polémico candidato a Loures; como Angola evoluiu entre 1979 e 2017; o tribunal que decide os processos de milhões; bairro da Bica em Lisboa ocupado por traficantes de droga; entrevista de vida ao cirurgião Manuel Antunes; os perigos de deixar os miúdos sozinhos em casa nas férias; as três mulheres de Abramovich; as aventuras do Sporting na Roménia. No GPS: os restaurantes para comer peixe grelhado; a estreia de Wind River; a antevisão do festival do Crato; o controverso livro erótico de Pierre-Félix Louys; e muito mais.

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Coisas da Sábado

Amanhã nas bancas: grande entrevista a Bárbara Guimarães; como o Estado Novo minimizou as cheias de 1967; o apoio histórico do PCP ao chavismo; Miguel Frasquilho e Pedro Mota Soares explicam a paixão pela corrida; os mercenários da jihad; as novidades da investigação ao desaperecimento de armas de Tancos; exploração laboral: os novos escravos; o último dia de A Gôndola (com Marcelo Rebelo de Sousa); a moda dos casamentos low-cost; os famosos que são demasiado famosos; Barcelona, o clube de onde grandes jogadores saem a mal. No GPS: guia dos melhores parques para acampar no meio da natureza; a estreia de Atomic Blonde; os 25 anos de Paredes de Coura e o guia para a edição deste ano; dicas de coisas para fazer no Algarve e no Alentejo; e muito mais.

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Coisas da Sábado

Amanhã nas bancas: Os sete testamentos de Américo Amorim; Bagão Félix e Sá Fernandes falam da sua paixão pela botânica; o projecto de Luís Montenegro para liderar o PSD; as pequenas grandes vitórias do PAN; os líderes que mudam a Constituição a seu favor; autoridades já prenderam 70 incendiários este ano; perfil de Rafic Daud, o CEO da primeira empresa de calçado personalizado para homem; uma semana a estagiar na cozinha de José Avillez; os pioneiros das hóstias sem glúten; entrevista de vida a Venceslau Fernandes. No GPS: roteiro das artes de São Miguel, nos Açores; o laboratório de Kimya em Cascais; entrevista a Benjamim Booker; a semana do MEO Sudoeste; sugestões para o Alentejo e Algarve; e muito mais.

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Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: Os luxos dos brasileiros ricos em Portugal; entrevista ao “moonwalker” Charlie Duke; denuncia alertou para risco de furto em Tancos; Paulo Vistas despediu apoiante grávida de Isaltino Morais; os segredos da investigação arquivada ao SIRESP; entrevista a Nuno Morais Sarmento; o monge que enfrenta o Estado Islâmico; a vida e as polémicas de Medina Carreira; reportagem no laboratório da Polícia Judiciária; os pais que se portam mal nos treinos dos filhos; as macumbas no futebol. No GPS: o festival de curtas-metragens de Vila do Conde; a nova cerveja artesanal de Lisboa; a autobiografia de rita Lee; guia para o NOS Alive; e muito mais.

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Al-Baghdadi e a destruição da mesquita de Mossul

Não. Abu Bakr Al Baghdadi não proclamou a existência do “Califado” na mesquita de Al-Nuri, em Mossul, em Julho de 2014. Essa proclamação foi feita cinco dias antes, a 29 de Junho de 2014, pelo então porta voz do Estado Islâmico, Abu Muhammad Al-Adnani. Numa mensagem intitulada “Esta é a promessa de Alá”, traduzida para várias linguas e difundida na internet, foi Al-Adnani quem anunciou pela primeira vez a decisão do grupo terrorista de proclamar a existência do califado.

A 4 de Julho, Abu Bakr Al-Baghdadi apareceu na mesquita central de Mossul não para proclamar o Califado mas sim para dar o seu primeiro sermão como “Califa Ibrahim”. Nessa aparição pública – a única conhecida – Baghdadi usou a maior parte do tempo para apelar à hijra, a migração dos muçulmanos para o califado, que disse ser obrigatória. Apelou, sobretudo, à migração de quadros qualificados: professores, juízes, médicos, engenheiros, militares e pessoal com experiência em serviços e administração pública.

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Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: Os segredos das investigações policiais às fortunas ocultas dos ricos e famosos; entrevista a Bernard Kouchner; os deputados que andam com a casa às costas; Centeno e Novo, a dupla que enfrenta os técnicos da Comissão Europeia; as dívidas da Hollywood do Algarve; Arlene Foster, a mulher que tem nas mãos o governo britânico; o preço real dos produtos; a avó que vendeu o prédio que não era dela; juntas de freguesia com projectos originais; investigadores portugueses preparam vacina contra a malária; as aventuras do primeiro português a jogar na Rússia; No GPS: gelados novos e originais no Porto e em Lisboa; António Leal fala sobre o musical de Aristides de Sousa Mendes; entrevista ao músico Perfume Genius; e para guardar um mapa com todas – mesmo todas – as praias da costa portuguesa.

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Um encontro com Madeleine Albright

Quando entrei para o curso de Relações Internacionais, em Setembro de 1996, os Estados Unidos estavam em plena campanha eleitoral. De um lado, o presidente em funções, Bill Clinton. Do outro, o republicano Bob Dole. A eleição era, por isso, tema obrigatório de acompanhar. Tal como as teorias das relações internacionais que moldavam o mundo.

Aquela era ainda uma época de mudanças extraordinárias (não são todas?). O muro de Berlim tinha caído há sete anos e a Europa de Leste atravessava a chamada terceira vaga de democratização (que começou em Portugal, em 1974). Do outro lado do Atlântico, Bill Clinton era um defensor vocal da teoria da paz inter-democrática. Ou seja, da tese de que não há guerra entre democracias.

Depois de ser eleito para um segundo mandato, Clinton escolheu para secretária de Estado a mulher que tinha sido, até então, a representante dos EUA na Organização das Nações Unidas. Chamava-se Madeleine Albright. Natural da Checoslováquia – e por isso impedida de se candidatar à presidência -, foi a primeira mulher a ocupar o cargo. E nos anos seguintes tornou-se a grande artífice da expansão da NATO para a Europa de Leste e até hoje uma vocal defensora da paz entre democracias.

Nesse ano, Vasco Rato era o meu professor de Teoria das Relações Internacionais. Recordo-me que no fim do ano, durante o obrigatório exame oral, ele me perguntou o que achava da Teoria da Paz Inter-Democrática. Devo ter dito uma asneira qualquer porque ele respondeu-me com ar de poucos amigos: “então o senhor acha que o Bill Clinton é burro?” Lá balbuciei qualquer coisa, mas confesso que a partir daí não me lembro de muito mais. Só sei que passei com uma nota miserável e que nunca mais me esqueci do que é a paz inter-democrática e de quem foram os seus defensores.

Foi por isso engraçado ver o Vasco Rato, hoje presidente da FLAD, a moderar o debate com Madeleine Albright nas últimas conferências do Estoril (e sim, ela falou na paz entre democracias, teoria em que continua a acreditar). Mas melhor foi ter tido a oportunidade de a entrevistar em exclusivo, entre o fim do debate e o início da conferência de imprensa. Foram apenas 15 minutos, contados ao segundo pela assessora atenta que a acompanhava para todo o lado. No final, não lhe contei esta história. Mas não resisti em pedir-lhe para tirar com ela uma fotografia para a história. Obrigado, madam secretary.

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Foto original: Pedro Zenkl