Coisas da Sábado

Este é um mês de festa. Parece que foi ontem que começámos, mas no próximo dia 7 a SÁBADO celebra o 14º aniversário. Sim, somos ainda uma publicação adolescente – com tudo o que isso tem de bom: a irreverência, a vontade de fazer mais e melhor, a ambição de chegar onde ainda não chegámos, a expectativa de alcançarmos um lugar na história do jornalismo português. Muito mudou nos últimos anos. Das pessoas às instalações. Mas continuamos a dar o nosso máximo para fazer o melhor, como fizemos sempre ao longo de 731 semanas, tendo sempre como critério máximo o interesse do leitor.

Para assinalar este 14º aniversário decidimos fazer uma homenagem à mulher portuguesa. Para isso preparámos um dossier especial de 23 páginas, dedicado às mulheres mais poderosas e influentes do país. Foi um trabalho que demorou várias semanas a preparar. Inclui fotografias, entrevistas e testemunhos exclusivos de 50 mulheres das mais diversas áreas: da política aos negócios, da justiça à ciência e cultura.

Para além disso temos ainda espaço para uma excelente edição. Começamos com uma entrevista exclusiva a Natalia Soljenítsina, a viúva do autor de Arquipélago Gulag; contamos todas as ligações perigosas de Manuel Pinho; recordamos as promessas de paz e fracassos na Península da Coreia; explicamos os benefícios do crédito consolidado; lembramos como o festival da canção mudou a vida a dezenas de artistas; assinalamos as situações em que os médicos dizem às grávidas para continuarem a fumar; apontamos a luta de Benfica e Sporting pelo segundo lugar; e fazemos uma série de sugestões no GPS: de comida saborosa e com poucas calorias; o festival Terras Sem Sombra; o novo filme de Lucrácia Martel; sugestões de prendas para o Dia da Mãe; e muito mais. Boas leituras.

DUAS CAPA SÁBADO 731

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Coisas da Sábado

Um dia mais cedo nas bancas: Revolução genética: do cancro à velhice, as batalhas que estamos a vencer; entrevista a Daniel Goleman, o “pai” da inteligência emocional; centenário da batalha de La Lys: entrevista ao historiador Filipe Ribeiro de Menezes e ao seu pai, o diplomata Pedro Ribeiro de Menezes; as revelações do interrogatório do ex-presidente da ARS de Lisboa, Luís Cunha Ribeiro; as últimas horas de Martin Luther King; as vantagens de amortizar mais cedo o crédito à habitação; todas as suspeitas sobre o marroquino preso em Monsanto acusado de pertencer ao Estado Islâmico; reportagem com as águias e falcões que afastam pombos e gaivotas de Lisboa; a princesa expulsa da família real marroquina; os jogadores que ganham sozinhos; No GPS: dez restaurantes para comer cabrito na Páscoa; a estreia de The Terror; entrevista a Jonathan Safran Foer; Ruy de carvalho no Teatro Experimental de Cascais; e muito mais.

DUAS CAPA SÁBADO 726

Jornalismo no seu melhor

Estiveram por detrás da campanha que elegeu Donald Trump, mas não só. O que esta reportagem do Channel4 mostra é como a recolha de dados pessoais por grandes companhias pode pôr em risco a própria democracia.

Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: O regresso dos Gato Fedorento (só por um dia, só para nós); entrevista a Nádia Piazza, o rosto-símbolo da tragédia de Pedrógão Grande; governo não partilha dados do emprego; a dinastia sanguinária dos Assad; os novos produtos que entraram para o capaz que calcula a inflação (e a saída do sabão azul e branco); Ministério Público investiga fraude na atribuição de subsídios europeus para a compra de barcos; entrevista de vida ao estilista Tony Miranda; o perfil da primeira submarinista portuguesa; o piloto Miguel Oliveira em entrevista;. No GPS: as exposições, concertos e arte de rua do Festival Tremor, nos Açores; os novos animais do Badoca Park; os 182 anos da cervejaria Trindade; o regresso de José Pedro Gomes; e muito mais.

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Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: Sexo, dinheiro e maçonaria: todos os secredos da captura do espião do SIS; entrevista a Guillermo del Toro; entrevista a Paula Teixeira da Cruz; a nova farda do exército made in Portugal; o (último) regresso de Berlusconi; Entrevista a Paulo de Vilhena; uma semana só a ver a Sporting TV; a anatomia da música de Salvador Sobral; as quebras de etiqueta de Meghan Markle; Diogo Infante apresenta o Deus da Carnificina; No GPS: especial sobe os óscares da academia; o novo restaurante do chef José Avillez; a mais recente adaptação de O Principezinho; e muito mais.

Bonus grátis: o segundo volume da colecção História do Século XX da revista Time.

DUAS CAPA SÁBADO 722

Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: Ansiedade: as novas armas para vencer a doença do século; o que está a ser feito para prevenir os incêndios; entrevista ao Ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita; AR-15, a arma preferida dos massacres nos EUA; La Caixa, como começou o império de Isidre Fainé; o dia-a-dia de dois tribunais portugueses; entrevista de vida a Justa Nobre; quem são as verdadeiras supernnanies?; reportagem com os heróis do Caldas, que sonham chegar ao Jamor; a incrível história da patinadora Tonya Harding; No GPS: um roteiro pelos novos restaurantes do Porto; a nova edição de Odisseia; entrevista a Cristina Branco; e muito mais.

Bónus grátis: o primeiro volume da colecção História do Século XX da revista Time.

 

DUAS CAPA SÁBADO 721

“Não é azar: é falta de informação”

Era uma vez um homem normal, com uma vida normal, e uma família normal. Nessa vida normal, esse homem normal apanhava todos os dias os transportes para o seu emprego normal, onde convivia com os seus amigos normais e cumpria as suas tarefas normais. Certo dia, farto da sua vida normal, decidiu que era altura de mudar um pouco essa normalidade normal.

Quis então fazer uma surpresa normal, à mulher normal, e decidiu que era a altura de quebrar a normalidade e fazer umas férias no estrangeiro. No caminho para o tal emprego normal, parou junto a uma agência de viagens, que ficava ao lado do quiosque normal onde costumava comprar o normal maço de tabaco diário, ignorando a banca de jornais normais, que, naqueles dias, mostravam umas imagens anormais de uns soldados armados não percebeu bem onde. Viu então uma promoção anormal de viagens para o Rio de Janeiro e decidiu voltar para casa com dois bilhetes para o outro lado do mundo. Mas quando lá chegou, não teve as férias normais que esperava: a crise de segurança era tão anormal que o exército tinha ocupado as ruas. Passou então uma semana fechado no hotel com o normal receio de ser assaltado na marginal.

De regresso a casa, decidiu então que estava na altura de comprar o carro normal que há muito tinha prometido à mulher. Enquanto procurava a melhor opção, recebeu um telefonema anormal de uma empresa que lhe propunha a assinatura de uma revista automóvel mensal por apenas dois euros. Achou que era um desperdício. E acabou por comprar o carro que lhe pareceu o mais indicado quase por intuição. Só que no fim do mês foi surpreendido pelo anormal gasto de combustível – muito mais do que tinha esperado.

Homem de meia idade, sempre teve uma saúde normal. Nunca quis gastar três euros semanais em revistas normais que lhe davam conta dos riscos do açúcar na saúde ou dos cuidados que a partir de certa idade todos deveriam ter. Até ao dia em que foi surpreendido pelo médico: tinha um peso anormal, colesterol elevado e estava em risco de sofrer um ataque cardíaco.

De baixa médica em casa, viu no Facebook um amigo a partilhar um artigo de um site do qual nunca tinha ouvido falar mas que prometia um anormal dinheiro fácil num investimento em bitcoins. Não sabia bem o que era, mas decidiu arriscar as poupanças de uma vida. Talvez assim conseguisse recuperar em pouco tempo o que perdera na viagem ao Brasil, no carro que não era o melhor e talvez comprar a casa que sempre quis ter. Como normalmente preferia ver sempre o canal desportivo do seu clube, perdeu o debate sobre os riscos das moedas virtuais que passou num canal informativo. E ficou em choque quando os milhares de euros que tinha investido ficaram, em poucos dias, reduzidos a menos de metade.

Sem férias, sem carro, sem saúde e agora sem dinheiro, esse homem normal lamentou-se a Deus. “Porquê, senhor, porquê? Porque é que sou tão azarado? Só queria ter uma vida normal”.

Surpreendentemente Deus respondeu-lhe: “enviei-te uma revista de automóveis, mostrei-te manchetes de jornais sobre a insegurança no Brasil, meti-te à frente revistas sobre cuidados de saúde e dei-te a hipótese de ver debates sobre os riscos das criptomoedas. Não é azar: é falta de informação – aquilo que te permite tomar decisões acertadas.”

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