Coisas da Sábado

Amanhã nas bancas: Boa vida na costa alentejana (durante todo o ano); entrevista à psicóloga da Polícia Judiciária, Cristina Soeiro; Miguel Sousa Tavares e a deputada Patricia Fonseca falam sobre o amor à caça; reportagem com André Ventura, o polémico candidato a Loures; como Angola evoluiu entre 1979 e 2017; o tribunal que decide os processos de milhões; bairro da Bica em Lisboa ocupado por traficantes de droga; entrevista de vida ao cirurgião Manuel Antunes; os perigos de deixar os miúdos sozinhos em casa nas férias; as três mulheres de Abramovich; as aventuras do Sporting na Roménia. No GPS: os restaurantes para comer peixe grelhado; a estreia de Wind River; a antevisão do festival do Crato; o controverso livro erótico de Pierre-Félix Louys; e muito mais.

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Coisas da Sábado

Amanhã nas bancas: grande entrevista a Bárbara Guimarães; como o Estado Novo minimizou as cheias de 1967; o apoio histórico do PCP ao chavismo; Miguel Frasquilho e Pedro Mota Soares explicam a paixão pela corrida; os mercenários da jihad; as novidades da investigação ao desaperecimento de armas de Tancos; exploração laboral: os novos escravos; o último dia de A Gôndola (com Marcelo Rebelo de Sousa); a moda dos casamentos low-cost; os famosos que são demasiado famosos; Barcelona, o clube de onde grandes jogadores saem a mal. No GPS: guia dos melhores parques para acampar no meio da natureza; a estreia de Atomic Blonde; os 25 anos de Paredes de Coura e o guia para a edição deste ano; dicas de coisas para fazer no Algarve e no Alentejo; e muito mais.

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Coisas da Sábado

Amanhã nas bancas: Os sete testamentos de Américo Amorim; Bagão Félix e Sá Fernandes falam da sua paixão pela botânica; o projecto de Luís Montenegro para liderar o PSD; as pequenas grandes vitórias do PAN; os líderes que mudam a Constituição a seu favor; autoridades já prenderam 70 incendiários este ano; perfil de Rafic Daud, o CEO da primeira empresa de calçado personalizado para homem; uma semana a estagiar na cozinha de José Avillez; os pioneiros das hóstias sem glúten; entrevista de vida a Venceslau Fernandes. No GPS: roteiro das artes de São Miguel, nos Açores; o laboratório de Kimya em Cascais; entrevista a Benjamim Booker; a semana do MEO Sudoeste; sugestões para o Alentejo e Algarve; e muito mais.

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Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: Os luxos dos brasileiros ricos em Portugal; entrevista ao “moonwalker” Charlie Duke; denuncia alertou para risco de furto em Tancos; Paulo Vistas despediu apoiante grávida de Isaltino Morais; os segredos da investigação arquivada ao SIRESP; entrevista a Nuno Morais Sarmento; o monge que enfrenta o Estado Islâmico; a vida e as polémicas de Medina Carreira; reportagem no laboratório da Polícia Judiciária; os pais que se portam mal nos treinos dos filhos; as macumbas no futebol. No GPS: o festival de curtas-metragens de Vila do Conde; a nova cerveja artesanal de Lisboa; a autobiografia de rita Lee; guia para o NOS Alive; e muito mais.

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Al-Baghdadi e a destruição da mesquita de Mossul

Não. Abu Bakr Al Baghdadi não proclamou a existência do “Califado” na mesquita de Al-Nuri, em Mossul, em Julho de 2014. Essa proclamação foi feita cinco dias antes, a 29 de Junho de 2014, pelo então porta voz do Estado Islâmico, Abu Muhammad Al-Adnani. Numa mensagem intitulada “Esta é a promessa de Alá”, traduzida para várias linguas e difundida na internet, foi Al-Adnani quem anunciou pela primeira vez a decisão do grupo terrorista de proclamar a existência do califado.

A 4 de Julho, Abu Bakr Al-Baghdadi apareceu na mesquita central de Mossul não para proclamar o Califado mas sim para dar o seu primeiro sermão como “Califa Ibrahim”. Nessa aparição pública – a única conhecida – Baghdadi usou a maior parte do tempo para apelar à hijra, a migração dos muçulmanos para o califado, que disse ser obrigatória. Apelou, sobretudo, à migração de quadros qualificados: professores, juízes, médicos, engenheiros, militares e pessoal com experiência em serviços e administração pública.

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Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: Os segredos das investigações policiais às fortunas ocultas dos ricos e famosos; entrevista a Bernard Kouchner; os deputados que andam com a casa às costas; Centeno e Novo, a dupla que enfrenta os técnicos da Comissão Europeia; as dívidas da Hollywood do Algarve; Arlene Foster, a mulher que tem nas mãos o governo britânico; o preço real dos produtos; a avó que vendeu o prédio que não era dela; juntas de freguesia com projectos originais; investigadores portugueses preparam vacina contra a malária; as aventuras do primeiro português a jogar na Rússia; No GPS: gelados novos e originais no Porto e em Lisboa; António Leal fala sobre o musical de Aristides de Sousa Mendes; entrevista ao músico Perfume Genius; e para guardar um mapa com todas – mesmo todas – as praias da costa portuguesa.

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Um encontro com Madeleine Albright

Quando entrei para o curso de Relações Internacionais, em Setembro de 1996, os Estados Unidos estavam em plena campanha eleitoral. De um lado, o presidente em funções, Bill Clinton. Do outro, o republicano Bob Dole. A eleição era, por isso, tema obrigatório de acompanhar. Tal como as teorias das relações internacionais que moldavam o mundo.

Aquela era ainda uma época de mudanças extraordinárias (não são todas?). O muro de Berlim tinha caído há sete anos e a Europa de Leste atravessava a chamada terceira vaga de democratização (que começou em Portugal, em 1974). Do outro lado do Atlântico, Bill Clinton era um defensor vocal da teoria da paz inter-democrática. Ou seja, da tese de que não há guerra entre democracias.

Depois de ser eleito para um segundo mandato, Clinton escolheu para secretária de Estado a mulher que tinha sido, até então, a representante dos EUA na Organização das Nações Unidas. Chamava-se Madeleine Albright. Natural da Checoslováquia – e por isso impedida de se candidatar à presidência -, foi a primeira mulher a ocupar o cargo. E nos anos seguintes tornou-se a grande artífice da expansão da NATO para a Europa de Leste e até hoje uma vocal defensora da paz entre democracias.

Nesse ano, Vasco Rato era o meu professor de Teoria das Relações Internacionais. Recordo-me que no fim do ano, durante o obrigatório exame oral, ele me perguntou o que achava da Teoria da Paz Inter-Democrática. Devo ter dito uma asneira qualquer porque ele respondeu-me com ar de poucos amigos: “então o senhor acha que o Bill Clinton é burro?” Lá balbuciei qualquer coisa, mas confesso que a partir daí não me lembro de muito mais. Só sei que passei com uma nota miserável e que nunca mais me esqueci do que é a paz inter-democrática e de quem foram os seus defensores.

Foi por isso engraçado ver o Vasco Rato, hoje presidente da FLAD, a moderar o debate com Madeleine Albright nas últimas conferências do Estoril (e sim, ela falou na paz entre democracias, teoria em que continua a acreditar). Mas melhor foi ter tido a oportunidade de a entrevistar em exclusivo, entre o fim do debate e o início da conferência de imprensa. Foram apenas 15 minutos, contados ao segundo pela assessora atenta que a acompanhava para todo o lado. No final, não lhe contei esta história. Mas não resisti em pedir-lhe para tirar com ela uma fotografia para a história. Obrigado, madam secretary.

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Foto original: Pedro Zenkl