A morte de um ditador

Há exactamente um ano, Muammar Khaddafi era capturado e morto pelas forças rebeldes na batalha de Sirte. O governo de transição prometeu esclarecer as circunstâncias em que o ditador foi assassinado. Não cumpriu. Agora, a Human Rights Watch (HRW) anunciou ter recolhido provas que implicam as milícias na aparente execução de dezenas de partidários do ex-líder líbio.

No relatório de 50 páginas, Death of a Dictator: Bloody Vengeance in Sirte, a HRW descreve ao detalhe as últimas horas de vida de Khaddafi e as circunstâncias em que ele foi assassinado. Prova ainda que os homens do coronel foram desarmados e depois espancados. Pelo menos 66 acabaram por ser executados no hotel Mahari. As provas indicam também que o filho de Kaddafi, Mutassin, foi levado de Sirte para Misrata e assassinado.

As provas colocam em causa a versão oficial dos acontecimentos, que dizem que Muammar e Mutassim Khaddafi morreram em combate. Há vídeos que mostram o ditador líbio a ser capturado vivo e a sangrar de uma ferida na cabeça. Nas imagens, vê-se Khaddafi a ser espancado e esfaqueado com uma baioneta. Quando é colocado numa ambulância, meio nu, parece estar morto.

Mutassin também terá sido capturado vivo quando tentava escapar ao cerco das milícias. Foi ferido e levado para a base de Misrata onde foi filmado numa sala, a fumar e a beber água enquanto discutia com os carcereiros. À noite, o seu corpo era mostrado com uma ferida no pescoço.

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