O Mundo Amanhã: A guerra não declarada no Paquistão

Hoje, no décimo episódio desta série, Julian Assange entrevista Imran Khan, candidato à presidência do Paquistão, para discutir o futuro de um dos países mais afectados pela Guerra ao Terrorismo. O Mundo Amanhã é uma produção do WikiLeaks em colaboração com o canal Russia Today. Estas entrevistas são transmitidas por O Informador em parceria com a Agência Pública.

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Por Agência Pública

Ao longo de 25 minutos Julian Assange recebe Imran Khan, que nos anos 70 e 80 foi capitão da vitoriosa equipa de críquete do Paquistão, para conversar sobre corrupção, Osama Bin Laden, soberania e bombas atómicas. Isso porque Khan está na corrida para se tornar o próximo presidente do país nas eleições de 2013, liderando a oposição com o partido que criou, o Movimento para Justiça, que combate a corrupção no país.

O Paquistão tem uma dívida acumulada de 12 trilhões de rúpias. “Metade do nosso PIB vai para o pagamento de dívidas, 600 bilhões vão para o exército e assim 180 milhões de pessoas têm 200 bilhões de rúpias para sobreviver. Então, claramente, o país está inviabilizado”, diz o político. A crise é sentida na pele pela população: em áreas urbanas, não há eletricidade até 15 horas por dia e os apagões chegam a durar 18 horas nas áreas rurais.

Khan tornou-se a principal voz crítica ao fazer denúncias sobre o governo do Paquistão, um dos países mais afetados pela Guerra ao Terrorismo promovida pelos EUA. “40 mil paquistaneses foram mortos numa guerra com a qual não temos nada a ver. Basicamente, nosso próprio exército mata o nosso povo e eles fazem ataques suicidas a civis paquistaneses. O país já perdeu 70 bilhões de dólares nessa guerra. A ajuda humanitária total tem sido de menos de US$ 20 bilhões”, diz Khan.

Mas como Khan levaria a relação com os Estados Unidos caso fosse eleito? “Não deveria ser uma relação de cliente-patrão, e pior ainda, o Paquistão como pistoleiro contratado, sendo pago para matar inimigos da América. Nós somos um Estado independente e soberano e a relação com os EUA deve ser de dignidade e respeito mútuo, não mais uma relação de cliente-patrão”, diz. Resta saber se, caso vença, cumprirá suas palavras.

Assista a entrevista a seguir, ou clique aqui para fazer o download do texto na íntegra.

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