As origens da guerra entre Diogo Quintela e Sousa Tavares

É sempre bom ter informação de contexto. A zanga entre o jornalista Miguel Sousa Tavares e o humorista José Diogo Quintela, não nasceu agora. Remonta aos tempos em que ambos escreviam no jornal A Bola – e que culminou com a saída do humorista do diário, juntamente com o seu parceiro nos Gato Fedorento, Ricardo Araújo Pereira.

Há dois anos, o Vítor Matos assinou na Sábado um artigo em que explicava as origens do conflito. Rezava assim:

“Um famoso sportinguista e um distinto benfiquista deixaram de escrever crónicas para o jornal A Bola, porque um deles foi censurado por criticar um portista. O sócio do Sporting é José Diogo Quintela, que abandonou o diário desportivo depois de o jornal ter cortado uma parte de um artigo de opinião, onde criticava Miguel Sousa Tavares, adepto do Porto.
A demissão solidária partiu de Ricardo Araújo Pereira, benfiquista, e, como Quintela, membro da equipa humorística Gato Fedorento.
Na crónica censurada por A Bola, José Diogo Quintela respondia a Miguel Sousa Tavares, que, no seu último texto de opinião, escrevera estar “farto de viver […] com dois rafeiros atiçados às canelas, dois censores encartados”. Sousa Tavares, alegava que, nas suas crónicas, os Gato Fedorento o criticavam sistematicamente por ele ter recusado uma ida ao programa “Esmiúça os Sufrágios”, durante a campanha eleitoral de 2009. 
José Diogo Quintela publicou a parte censurada do seu texto no site sportingapoio.com, onde acusa o jornalista de intimidação: “Pela segunda vez num ano, MST tenta intimidar-me por causa do que escrevo nestas crónicas. Em Janeiro, pediu a Pinto da Costa para que me processasse. Desta vez, vitimiza-se e ameaça abandonar a suas crónica n’ A Bola, pretendendo que o Ricardo e eu sejamos responsabilizados pela sua saída”.

As polémicas de Miguel
A última grande polémica protagonizada pelo jornalista e escritor foi quando o historiador Vasco Pulido Valente (VPV) escreveu um artigo no Público, demolidor para o seu segundo romance “Rio das Flores”. VPV escreveu que “nada [é] pior do que um livro mau, excepto escrever sobre um livro mau”.
O mau ambiente entre os dois começara a notar-se em público com Equador, o livro anterior de Sousa Tavares, quando este acusou VPV de ter criticado o seu livro sem o ler. “Isto bastou para que ele anunciasse por SMS à minha mulher que ia dar cabo de mim”, escreveu VPV no Público.
A polémica arrastou-se nos jornais e envolveu o então director do Público, José Manuel Fernandes, mas terminou com uma declaração de VPV ao jornal “i” a enterrar o machado de guerra e a dizer que tinham feito as pazes.
Nos últimos tempos, Sousa Tavares suscitou a ira de algumas classes profissionais, como os professores. Em 2008, uma professora publicou uma carta aberta acusando-o de ter dito que os professores são “os inúteis mais bem pagos do país”, embora o jornalista a tenha afirmado que jamais tenha dito ou escrito tal opinião.
Os estivadores do porto de Lisboa são outros profissionais que detestam o cronista do Expresso e de A Bola, por causa do seu activismo contra o alargamento do terminal de contentores na zona ribeirinha da capital. Em Outubro de 2008, 200 estivadores concentraram-se em frente à Câmara de Lisboa, a injuriar o cronista que estava reunido com o presidente da câmara. Sousa Tavares só saiu dos Paços do Município sob escolta policial.
O ex-ministro da Cultura, Manuel Maria Carrilho também manteve uma acesa polémica com Sousa Tavares nos jornais, depois de este ter questionado a importância das gravuras rupestres no Vale do Côa.”

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