O Informador abre as portas

Como, nas últimas semanas, o concurso de ingresso na carreira diplomática tem despertado – e muito – a atenção dos leitores, decidi fazer uma experiência e abrir as portas de O Informador a todos os candidatos que queiram deixar a sua visão sobre este processo fora das caixas de comentários. Requisitos: o texto não pode ter mais de 3000 caracteres e deve abordar questões como as expectativas que os candidatos tinham ao candidatarem-se à carreira diplomática; os sacrifícios que fizeram para se prepararem para as provas de ingresso; o percurso profissional e a experiência que adquiriram anteriormente; a reacção à primeira prova de cultura geral, à sua anulação e depois à respectiva repetição; bem como as observações como as mesmas decorreram. No fundo, uma visão pessoal. No final, espero ter aqui uma amostra do talento desperdiçado por este exame e contribuir para o debate sobre a forma mais adequada de se avaliar a “cultura geral” de um candidato a diplomata. Claro que há aqui um enorme risco: ninguém participar. É algo que estou disposto a correr. Por uma questão de confidencialidade e protecção daqueles que passaram à fase seguinte e dos que pretendem candidatar-se no futuro, os textos poderão ser assinados com pseudónimo. O único requisito é eu conhecer a verdadeira identidade para garantir que não aparecem “infiltrados” a lançar a confusão. Se houver alguma dúvida, basta perguntar. Aguardo os vossos emails.

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1 thought on “O Informador abre as portas

  1. Associando a minha voz às de tantos outros, não considero que a Prova de Cultura Geral escrita, nestes moldes, espelhe os verdadeiros conhecimentos de um futuro diplomata:

    – apenas o faria se estes se sujeitassem diariamente a questionários e não tivessem de manter conversas informadas, cultas, interessantes e bem estruturadas com os seus interlocutores, essas sim mais reveladoras da “cultura geral”, espontânea, rápida, completa;

    – julgo que a Prova de Língua Portuguesa, essa sim, seria um crivo útil a aplicar à miríade de candidatos, constatando eu as dificuldades de expressão e incoerências na nossa língua materna de tantos dos candidatos;

    – parece perigosa uma exclusão de tantos (cerca de 95%) dos candidatos entre os quais me encontro – numa fase tão precoce do Concurso: no fim das provas, se não forem apurados 20, como serão preenchidas as vagas? Com novo concurso para as remanescentes ou “repescando” os que tiverem sido eliminados antes, com menos de 14 valores? Se assim for, violam-se as regras que impedem que quem tem menos de 14 passe à fase seguinte (daí que com dificuldade se perceba a majoração em 5% no Concurso anterior);

    – longe de questionar os méritos dos selecionados e a bem da verdade, arrisco sugerir que seria útil esclarecer se todos compareceram à primeira chamada da Prova ou se foram dos que beneficiaram da nova chamada, justificada por falhas que se verificaram no decorrer dessa primeira Prova mas aberta aos que as não presenciaram;

    – finalmente, a verificação do currículo seria reveladora: mesmo os que, como eu, não tiveram ainda hipótese de demonstrar as suas capacidades, têm outras provas de monta.

    Espero, sinceramente, que na meia centena de não-eliminados estejam vinte diplomatas com estofo para representar o seu país, com o brio, a constância, a cultura e a dedicação até ao derramar de sangue por Portugal. E que, nas largas centenas de excluídos, caídos nas falhas do sistema, não estejam outros a quem essas funções melhor se adequassem.
    Cordialmente, J.C.C..

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