“Para mim era só um tipo excitado, não parecia ter bebido ou tomado drogas”

Ingrid Loyau-Kennett foi a mulher que ficou a falar com os dois assassinos do soldado britânico em Woolwich até à chegada da polícia. A calma desta antiga professora impressionou o país e, como é normal, ela multiplicou-se em entrevistas a contar a história. No programa Daybreak da ITV, contou como se decidiu aproximar e o que um dos homens lhe disse quando estava a chegar perto da vítima:

“Bom, vi um homem na estrada que evidentemente estava ferido e um carro danificado. Por isso, pensei que se tratasse de um acidente rodoviário. Quando ali cheguei, estava uma mulher ao pé, e o homem mais excitado dizia: ‘não se chegue ao pé perto do corpo. Porque estava em baixo conseguia ver um revólver e uma faca do talho, um cutelo, sim era o que ele tinha. E estava cheio de sangue. O que é que se passou aqui, questionei-me. Bom, ele está muito excitado vou ter que falar com ele, pensei.”

(…)

“- Não lhe mexam, matei-o’, disse-me. ‘É um soldado britânico ele matou muçulmanos em países muçulmanos e não tem nada a fazer aqui’. Por isso eu tentei falar com ele sobre o que ele sentia.

– Não teve receio estando naquela situação?

– Não.

– Como não?

– Melhor eu do que uma criança, por que infelizmente havia cada vez mais mães a pararem por ali, daí ter sido cada vez mais importante falar com ele e perguntar o que é que ele queria.”

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