Concurso diplomático: 25 candidatos chegam à fase final

Foi ontem publicada na página do Ministério dos Negócios Estrangeiros a lista de candidatos admitidos à última fase do concurso de ingresso na carreira diplomática: a prova oral de conhecimentos. Apesar de, inicialmente, terem chegado à entrevista profissional 20 candidatos para 20 vagas, passaram ao exame decisivo 25 potenciais diplomatas – para já.

O aumento do número explicar-se-á através do deferimento dos recursos interpostos por candidatos que, inicialmente, teriam sido excluídos das fases anteriores do concurso. Este número poderá ainda aumentar já que há ainda candidatos com recursos pendentes cuja aprovação ou exclusão será publicada se os mesmos forem deferidos.

Duas notas:primeiro, não houve candidatos excluídos na entrevista profissional; segundo, continua a “sobreviver” uma única mulher nesta lista. O resto do processo está aqui.

A prova oral de conhecimentos é, por tradição, a etapa mais difícil de todo o concurso. No dia do exame os candidatos chegam ao Palácio das Necessidades quatro horas antes. É-lhes depois sorteado um tema que poderão preparar na biblioteca do ministério. Nesse espaço de tempo não poderão contactar ninguém para além dos elementos da organização do concurso. Em frente ao júri farão uma exposição de 20 minutos sobre o tema que lhes foi sorteado – sem recurso a apontamentos – e depois submetem-se às questões de diplomatas e professores catedráticos. Os que sobreviverem farão parte da nova fornada de adidos de embaixada. Boa sorte a todos.

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11 thoughts on “Concurso diplomático: 25 candidatos chegam à fase final

  1. Que palhacada de concurso publico, que palhacada de pais. Entao ninguem excluido na entrevista profissional? Como e que se pode explicar razoavelmente isto? 95% dos candidatos sao excluidos na prova de cultura geral mafiosa, mas numa entrevista profissional, onde se consegue realmente fazer o escrutinio quase completo do candidato, sao todos optimos e maravailhosos? Mas oq e isto? Que raio de mafia e esta? O MNE e uma vergonha.

  2. O mne é uma vergonha. Manuel Tomás Fernandes Pereira e Paulo Portas são possivelmente das pessoas mais corruptas desta m**** de país.

  3. Então foram “repescados” 5 candidatos que foram chumbados na prova de conhecimentos escrita? a que propósito? curiosamente gente de nomes bem sonantes. Este concurso é uma verdadeira vergonha e se há candidatos que estão a progredir no concurso por mérito próprio outros há que parece não ser o caso. Não sei de nada concreto mas basta ter 2 dedos de testa para perceber o que está à vista de todos. Uma verdadeira vergonha e curiosamente, com a excepção deste blog, não se encontra qualquer referência a este circo em nenhum meio de comunicação social ou noutro blog sequer. O descaramento atingiu níveis que sinceramente nunca julguei serem possíveis. Portugal já não é um estado de direito, é um pardieiro entregue a canalhas sem escrúpulos.

  4. Só para acrescentar um pequeno “pormenor”, parece que ao contrário dos concursos anteriores, desta vez foi permitido o acesso à internet durante a preparação do tema para a oral. Foi permitido que os candidatos levassem computadores, o que até pode ser compreensível e aceitável, considerando a quantidade de pdfs etc. com que as pessoas hoje em dia lidam mas foi permitido também utilizar a internet. Para quê? para enviar uns emails ao amigo especialista? para o skype? ou seja, a questão de os candidatos não poderem ter contacto com ninguém durante o tempo de preparação da oral, parece que já não é o que era…

    • Ana Catarina, subscrevendo o que disse, este processo está inquinado desde a prova de cultura geral. O ntp já publicou várias artigos à medida que o concurso foi avançando.

      E sim, estão a puxar os cordelinhos. A RTP, a SIC, a TVI estão de boca CALADA! Só falaram que “98% chumbaram na prova de cultura geral” num recorte de menos de 30 segundos em abril.

      Já não disseram que 2200 candidatos não tinham passado nessa prova. Nem falaram do CONTEÚDO trivial pursuit das perguntas. Nem que nessa prova tinham passado “40 iluminados”, num concurso destinado ao provimento de 20 vagas.

      Isto é uma vergonha.Os boys do mne estão aí, prestes a contratar 20 ou 25 amiguinhos das jotinhas partidárias cds-psd-ps ou genros ou familiares de nomes BEM sonantes.

      Vai ter que haver consequências perante isto.

      • Caro João,

        Concordo com o que diz apesar de acreditar que no meio de jotas, genros e cunhados de determinadas famílias (é fácil verificar, basta ver alguns dos nomes), existem pessoas que nada têm a ver com isso e que acabaram por ir passando as várias provas. É o caso de um amigo meu sem quaisquer ligações partidárias ou familiares. Infelizmente, acho que esses casos são a excepção. É por demais evidente que este concurso se coseu por linhas muito tortas, aliás à semelhança do último.

        Infelizmente, Portugal está entregue a clientelismos e a um nepotismo podre facilmente perceptível, então nestes concursos para a carreira diplomática é por demais evidente. Um feudo de determinadas famílias. As famílias de “sangue azul” nas quais não se diz funeral mas sim enterro, nas quais não se diz vermelho mas encarnado, nas quais não se diz chato mas aborrecido, etc., etc., porque quem utiliza essas outras palavras, é o “povo”, essa gente a quem a democracia deixou estudar etc. e que não se pode compreender como hoje em dia podem ter a pretensão de ocupar cargos anteriormente destinados somente a uma certa “elite”. E no meio destas famílias estão os tais jotas também.

        Se houve uma fase após o 25 de Abril em que houve aberturas, incluindo o acesso à carreira diplomática, a candidatos unicamente pelo mérito, parece que estamos cada vez mais a regredir.

        Quanto às consequências que deveriam existir e apesar de soar muito pessimista, infelizmente estamos em Portugal. No país dos BPNs, dos submarinos, dos Portucales, dos Freeports, etc., as consequências acontecem para quem rouba um pacote de bolachas mas nunca para quem põe o país e os dinheiros públicos a servir causa própria. Esses reinam na impunidade.

  5. Sou a única a reparar na vasta predominância masculina nestes resultados? Uma discrepância no mínimo vergonhosa. Custa-me a acreditar que nāo tenha havido mulheres do mesmo “calibre” que os colegas finalistas. Mais critério que comprova a palhaçada deste “concurso”.

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