Novo Capitão Roby condenado a 16 anos de prisão

O Tribunal de Benavente condenou José Perestrelo, o homem que se fazia passar por piloto da TAP para burlar mulheres sozinhas e fragilizadas, a 16 anos de prisão. A cúmplice e ex-companheira, Leonilde Santos, que se fazia passar por juíza, foi condenada a sete anos de cadeia. No fundo, o tribunal considerou provado praticamente todos os crimes de que era acusado. O total das condenações daria para 32 anos e dois meses de prisão – mas o cúmulo jurídico das penas resultou em apenas 16 anos de cadeia. 

A 21 de Junho de 2012, dias depois de sair a acusação do Ministério Público a José Perestrello, publiquei na Sábado uma reportagem onde, pela primeira vez, cinco das seis vítimas que apresentaram queixa e compareceram em tribunal, aceitaram contar a sua história. Muitas outras terão sido vítimas deste homem ao longo dos anos, mas por várias razões decidiram não o assumir publicamente. São história dramáticas de mulheres que foram enganadas em muitos milhares de euros. Por motivos de preservação da sua intimidade – e porque havia detalhes muito íntimos nesta história – na altura decidi não divulgar as suas identidades. Apesar de o julgamento ter acabado, acredito que esses motivos ainda subsistem. Por isso – e não sei se elas lêem este blogue – vai daqui um agradecimento à M., à I. à P. à C. e à A. pela confiança que depositaram em mim. E um desejo de que tenham conseguido refazer as vidas.

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