A direita, a amargura de Soares e o vazio da esquerda

Miguel Gaspar, brilhante, hoje no Público, ao lado do não menos brilhante MEC, sobre os maus médicos que andam de volta do paciente Portugal.

O paciente português

“À nossa direita, o Governo e a troika acham que é preciso amputar o doente para ele sobreviver, mas não sabem onde está a infecção. Vão cortando um braço aqui, uma perna ali. Sai uma reforma dacolá, um subsídio “dacoli” e um dia lá aparecerá o remédio.

Se alguém disser à equipa médica à direita que qualquer dia já não há mais nada para cortar, e muito menos doente para curar, responderá que até já há coisas a crescer, como as exportações. Nessa altura, o ministro Paulo Portas pisca os olhos e, como que possuído por um soberano entusiasmo, desata a repetir “1640!”, “1640!”, “1640!” – uma alusão a uma data que deixou de ser feriado porque a troika mandou tirar.

Mas se do lado direito do paciente a receita é amputar da ponta dos pés à ponta dos cabelos, do lado esquerdo só há uma ideia fixa: não se pode mexer em nada. Quando lhes dizem que se tudo ficar como está a infecção matará o paciente, cerram o punho e, com uma convicção soberana, começam a exclamar “demissão!”, “demissão!”,  “demissão!”.”

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