O Diário de Notícias precisa de um novo provedor. Há bastante tempo

No Verão do ano passado, o provedor do leitor do Diário de Notícias já tinha ultrapassado todos os limites do aceitável. Confesso que desde então passei a evitar passar os olhos pela página que Óscar Mascarenhas assina aos sábados no jornal da Controlinveste. Mesmo na semana passada, quando estalou a polémica com a Rita Marrafa de Carvalho, esforcei-me para não ir ver o que o provedor do DN escreveu. Os comentários que foram sendo feitos em blogues e redes sociais bastaram-me. Mas este sábado Óscar Mascarenhas voltou à carga. E não resisti. Fui ler. Depois decidi espreitar o estatuto do provedor do Diário de Notícias. Que diz isto: 

Estatuto

1. O provedor do leitor do Diário de Notícias é uma entidade independente que tem por missão assegurar a defesa dos direitos dos leitores.

2. Compete ao provedor do leitor:

2.1. Analisar as reclamações, dúvidas e sugestões formuladas por escrito pelos leitores.

2.2. Proceder à crítica regular do jornal, com base nas regras éticas e deontológicas do jornalismo.

2.3. Analisar e criticar aspetos do funcionamento e do discurso dos media que se possam repercutir nas reclamações com os respetivos destinatários.

3. O provedor do leitor exerce a sua função crítica através da secção semanal que publica no Diário de Notícias, da inserção pontual de textos (sempre que a importância do assunto o justifique) e de recomendações internas dirigidas à Direção e ao Conselho de Redação.

4. No exercício das suas funções, o provedor do leitor pode solicitar à Administração, à Direção, aos editores, aos jornalistas e ao Conselho de Redação esclarecimentos sobre questões com incidência ética e deontológica, os quais devem ser prestados, por escrito, no prazo de 72 horas.

4.1. As tomadas de posição do provedor do leitor sobre textos assinados por jornalistas devem, sempre que possível, ser precedidas de esclarecimento prévio do respetivo autor ou, na ausência deste, do editor da secção.

5. O diretor do Diário de Notícias indigitará e nomeará provedor do leitor uma personalidade de reconhecido prestígio, credibilidade e honestidade.

5.1. A nomeação depende de parecer favorável do Conselho de Redação, que deve pronunciar-se fundamentadamente sobre a personalidade indigitada, no prazo máximo de dez dias, considerando-se como aceitação a não emissão do parecer.

6. A nomeação do provedor do leitor vigora por um período de 3 (três) anos, não prorrogáveis.

6.1.1. As funções do provedor do leitor cessam:

6.2.2. Por iniciativa do próprio provedor do leitor.

6.3.3. Pelo não exercício do cargo durante um período superior a dois meses em cada ano.

7. Será celebrado um contrato entre o titular do cargo de provedor do leitor e a empresa jornalística proprietária do Diário de Notícias, com vista a garantir o cumprimento deste estatuto e especificar as condições de exercício do cargo.

8. O Código Deontológico do Jornalista, o Estatuto Editorial e o Livro de Estilo do Diário de Notícias, do qual este estatuto constitui parte integrante, são referências obrigatórias do provedor do leitor.

Agora gostava que alguém me explicasse como se tivesse seis anos como é que textos como esteeste cabem nas funções de um provedor do leitor. Textos ofensivos que se debruçam sobre o que uma jornalista de outro órgão de comunicação escreve na sua página do Facebook. E como é que são publicados. Obrigado. 

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