O Nuno Markl e o Tiago Carrasco precisam da nossa ajuda

Um filme ou um documentário com qualidade precisa de uma série de ingredientes: uma boa ideia, uma história que cative, protagonistas à altura e, last but not the least, dinheiro. Por norma, em Portugal, para se conseguir alguma produção com qualidade é preciso andar a angariar apoios/subsídios junto de uma série de instituições que se queiram associar ao projecto: Câmaras Municipais, Institutos Públicos, bancos e algumas empresas. Mas agora, há cada vez mais pessoas a recorrer a uma modalidade que já se generalizou em países como os Estados Unidos ou o Reino Unido: o crowdfunding.

Basicamente, trata-se de um conceito que pretende convencer os destinatários de um produto a financiá-lo. Há inúmeras histórias de sucesso: impressoras 3D, uma bicicleta que carrega baterias de aparelhos eléctricos, organizações jornalísticas, adaptações ao cinema de séries de TV e muitas mais. Por cá, o fotojornalista João Pina foi dos primeiros a recorrer a este sistema para financiar o seu projecto Shadow of The Condor. Mas agora há mais. O Tiago Carrasco – um dos melhores já-não-tão-jovens- repórteres deste país – está a pedir 3900 euros para finalizar o documentário sobre a viagem épica que fez entre Lisboa e a Cidade do Cabo, na véspera do Campeonato do Mundo de Futebol, de 2010. Ainda lhe faltam 2900 euros, que têm de ser angariados nos próximos 13 dias. Sim, que estas coisas têm um prazo limitado de recolha de fundos.

Fora do jornalismo, há agora um grande projecto nacional à espera do financiamento através de crowdfunding: o filme Por Ela, do Nuno Markl. Ao contrário de outras grandes produções, o Markl não está a pedir milhões de euros para realizar aquele que ele já classificou de o projecto de uma vida. São 100 mil euros para realizar uma obra que será protagonizada por César Mourão, Ana Bacalhau, Tónan Quito e Ricardo Araújo Pereira.

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Acredito que, sendo quem é, se quisesse muito, o Nuno Markl poderia obter o financiamento de que precisa junto de duas ou três empresas. Mas como explica neste vídeo, ele acredita mesmo que o crowdfunding pode ser o futuro da cultura popular. Algo que pode fazer uma multidão de desconhecidos juntar-se e deixar o seu nome num projecto em que acredita e pelo qual acha que vale a pena gastar 1, 10 ou 100 euros. Sendo que todo e qualquer contributo que possa ser feito terá um retorno: seja o nome na ficha técnica, um cartaz do filme, uma caneca, um jantar com os protagonistas, convites para a ante-estreia, o guião original ou o nome no IMDB. Tudo depende do valor.

Eu vou tratar de contribuir para os projectos. Quanto mais não seja para ver até onde o Nuno Markl é capaz de ir. Até agora já fez uma dança tribal, carregou com a Ana Galvão pela Avenida Marginal e mergulhou numa piscina à noite. E ainda só conseguiu 13 mil euros. Mas a mensagem é: se todos nos juntarmos, talvez seja possível colocar de pé projectos com qualidade, de forma independente. Hoje um documentário. Amanhã, uma longa-metragem. Daqui a uns tempos, quem sabe, um projecto jornalístico.

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