A batalha, parte dois: José Sócrates vs José Rodrigues dos Santos

Se dúvidas houvesse de que José Sócrates não concordou com a mudança de estilo do seu programa de comentário político ontem à noite elas ficaram desfeitas. Na segunda vez em que partilhou o ecrã com José Rodrigues dos Santos, o ex-primeiro-ministro mostrou ao que vinha: passou toda a emissão ao ataque e a tentar irritar o jornalista da RTP com referências constantes aos “seus arquivos”. (Enquadramento: há 15 dias, José Rodrigues dos Santos disse que tinha estado a “organizar os arquivos” e que foi por isso que encontrou as divergências de opinião de Sócrates relativamente à austeridade).

Para além disso, José Sócrates não pareceu tão bem preparado como prometeu. Ou melhor: José Rodrigues dos Santos pareceu ainda melhor preparado do que ele. Munido de documentos oficiais que citou incessantemente, foi, afinal, o pivot da RTP quem conseguiu irritar o ex-líder do PS. Sócrates começou por dizer: “este programa chama-se a minha opinião, se me permite, gostaria de dar a minha opinião. Já ouvimos o seu ponto de vista”. Mas piorou. Novamente confrontado com uma “opinião” diferente da sua, Sócrates partiu para o insulto: “Eu compreendo o seu ponto de vista. Você acha que se deve comportar no sentido de colocar-se no papel do ‘advogado do diabo’… estou a citá-lo bem? Só que até o advogado do diabo pode ser inteligente e pode perceber que não basta papaguearmos tudo aquilo que nos dizem para fazer uma entrevista”. Colocado numa situação muito difícil – em directo – Rodrigues dos Santos disse apenas: “Muito bem. Fica registado o seu insulto ao qual não vou responder”.

Como já disse aqui, acho que o formato assim não faz sentido. Uma entrevista semanal a José Sócrates sobre o seu passado como governante não tem grande futuro – para além do interesse inicial. Agora ou a RTP quer acabar com o programa ou deixa de o identificar como um espaço de opinião. Que deixou de ser há 15 dias. Como ainda não foi colocada no YouTube, a entrevista está aqui.

José-Socrates

31 thoughts on “A batalha, parte dois: José Sócrates vs José Rodrigues dos Santos

  1. Vimos claramente dois programas diferentes. O orelhas estava pessimamente preparado, constantemente a interromper aquele que supostamente estava ali para opinar, confundiu datas e declarações, não percebeu nada do assunto de fundo. Sócrates explicou bastante bem a sua visão, apesar do tom ofendido (que começou há duas semanas atrás, entenda-se) que é acossado. Não gosto de Sócrates. Não votei nele, etc. Mas se há maneira de fazer-me estar do lado dele é continuar com este tipo de “entrevista”.

    • É essa a beleza da democracia: podermos discordar em alguns pontos e mesmo assim falar sobre isso. A mim pareceu-me que o JRS estava melhor preparado, com documentos e tudo. Mas concordo consigo numa coisa: o estilo confrontativo favorece-o e pode levar os telespectadores a ficarem do seu lado. E também não me parece que esta “entrevista” tenha grande futuro.
      Abraço e obrigado

  2. Pelos vistos, no comunicado o JRS disse: “O entrevistador faz o contraditório, assume o papel de advogado do diabo.” O JS apenas recordou-lhe o papel que ele estava a fazer e não insultou-o.

  3. Ca para mim o JRS esta preparadíssimo…… tanto mais que o José Sócrates partiu para o insulto. Na minha opinião deveriam estar naquele programa todos os que governaram Portugal desde do 25 de Abril….. e todos eles serem confrontados com todas as barbaridades que disseram ao longo da sua vida politica…. pena é que não haja outros JRS neste pais!!!

  4. Depois de ler o texto acima, pensei que tinha visto mal a entrevista à “opinião de Sócrates”. Assim, dada a disponibilidade colocada pelo autor do texto de o rever novamente, vi agora mesmo a entrevista calmamente.
    Tal como o luismanueldiasLuis do comentário acima penso que um de nós anda a ver o filme da entrevista ao contrário, mais, completamente ao contrário: Sócrates explicou todas as dúvida postas claramente e quem entrou irritado e esteve irritado todo o tempo foi Santos. Ao ponto de não deixar que o entrevistado respondesse o que levou à monumental bofetada de luva branca que Santos considerou um insulto.
    Mas insulto mesmo, insulto traiçoeiro mesmo é o facto de transformarem o comentário “opinião de Sócrates” em entrevistas que transformam o comentador num alvo a abater como se fora um adversário político no activo.
    Esse é que é o grande insulto aos portugueses de que Santos se faz porta voz.

    • São duas questoes diferentes.
      A mudanca de orientação do programa, sem ser de acordo com o comentador, não é correcta nem leal. E Socrates, se assim o entender, tem todo o direito de se sentir lesado e sair.
      Ontem, vai-me desculpar, mas o que vi foi um político que não tolera ser contraditado e partiu para o ataque/insult. Mas eu tolero outras interpretações

  5. Apesar de, naturalmente, respeitar a sua opinião, também estou de acordo com o Luís Manuel Dias. Além de me parecer que o entrevistador estava mal preparado, a forma como ele não deixa concluir uma linha de pensamento, com constantes interrupções completamente a despropósito, consegue enervar-me a mim, que não estou a ser entrevistado. Para além do mais, goste-se ou não de Sócrates, a verdade é que este formato de “entrevista” num espaço de opinião é caso único na TV portuguesa, onde não faltam comentadores que no passado também foram governantes. Aliás, o próprio JRS não adopta o mesmo formato quando o seu interlocutor é Morais Sarmento, Por isso, dá a ideia que estamos perante um rompante justiceiro atabalhoado, supostamente legitimado por Sócrates ser o mais controverso dos actuais comentadores televisivos. Mas é feio. Fica mal a JRS, fica mal à RTP e, não havendo o mesmo tratamento para os outros comentadores do canal, soa a perseguição. Que falha porque Sócrates não é de se ficar nem de cair, mas que ainda assim cheira a perseguição.

  6. Eu sei que o xornalismo actual constitui um continuo frete a quem paga, mas distorcer o que se passou desta maneira é ridículo. Só mesmo um jornalista com as barbas a arder (não vá suceder-lhe o mesmo) para ver o que escreve no post. Quer dizer, para os fretistas é o vale tudo. Entrevistas de emboscada, ataques pessoais etc. Quando levam a resposta devida e apanham banhada, queixam-se de estarem a ser insultados. Como diz o povo: Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele, assim evita levar uns tiros certeiros como levou o xornalista da BBC-Frete.

      • Pois deve ser o único xornalista que não o sabe! Sempre pode perguntar ao JRS que ele explica.A diferença é que uns fingem que são independentes, os outros têm vergonha em assumir.
        Xornalista: indivíduo conhecido profissionalmente como jornalista, utilizado pelos donos dos média para, fingindo que transmite informação, manipular a opinião pública consoante a instruções dimanadas da direcção de propaganda ou como actualmente, dos briefings do Lomba ou do Marques Guedes.

      • Nisto estou como o JRS: não vou responder a insultos. Por um motivo: não me insulta quem quer, só quem pode.

      • Claro a de … ofendida fica sempre bem e é uma forma de sair bem da estória! Mas, acredite, não queria ofender. Simplesmente conheço muitos jornalistas e conheço muito bem o que se passa nas redacções e não só. Até compreendo algumas atitudes. Não compreendo é excesso de iniciativa” para agradar” como parece ser o caso do JRS.

      • Se não queria ofender, voltamos a conversar.
        Se conhece muitos jornalistas e o que se passa nas redacções porque não aponta exemplos e casos concretos em vez de generalizar? É porque isso é muito fácil. É como dizer que todos os políticos são corruptos. Haverá alguns. Mas a partir de alguns casos concretos aplicar a mesma definição a todos não me parece correcto.
        No caso do JRS ele deu uma explicação para a mudança de postura. Eu, pessoalmente, não concordo com os argumentos dele, como já aqui escrevi. Mas daí até achar que ele quererá “agradar” a alguém há uma diferença. Se me provar isso, serei o primeiro a condená-lo.

      • Ora aqui está um artigo escrito por um jornalista que explica bem o que é xornalismo e a prática dos tais fretes!
        Por Waldemar Abreu
        publicado em 3 Abr 2014 – 05:00 no jornal I.
        ” A banca está nas lonas. Mas os banqueiros, esses, estão cada vez mais ricos. Dormem bem acompanhados
        Um banqueiro declarou, recentemente, “pouco ortodoxo” o negócio de aquisição, pelo banco a que preside, de parte do capital de um importante grupo de comunicação social. O negócio não é “pouco ortodoxo”. É anómalo e assaz insólito. A Constituição garante que “o Estado assegura a liberdade e a independência dos órgãos de comunicação social perante o poder político e o poder económico”. Ora, poder económico maior que o da banca não se conhece.
        Este não é um caso isolado. Outro banco é o real proprietário de um jornal económico e de uma televisão por cabo da mesma área.
        É dos livros. Aos banqueiros não lhes basta condicionarem a actuação dos media por via da publicidade ou das dívidas. Se puderem, controlam as linhas editoriais.
        Quando não o conseguem directamente, recorrem à via política, onde têm colocadas muitas peças a todos os níveis e muito notoriamente no governo. Começa a ser moda jornalistas da área económica, onde se praticam grandes fretes e até se plantam notícias falsas, saltarem para a direcção de órgãos de comunicação social com grande penetração na sociedade.
        O problema não está no facto de os media começarem a ser orientados, na vertente editorial, por jornalistas da área económica, onde existem bons profissionais. A questão é os lugares de topo serem ocupados, maioritariamente, por jornalistas com ligações perigosas a agências de comunicação que representam interesses poderosíssimos, incluindo políticos. Jornalistas, agências de comunicação e políticos – um triângulo absurdo que perverte o jornalismo.
        Assim como assim, a generalidade dos órgãos de comunicação social é, hoje, dirigida por jornalistas que nunca se distinguiram em coisa alguma. Ninguém lhes conhece uma única reportagem. À excepção da RTP e pouco mais, num passado não muito remoto só chegavam à direcção editorial jornalistas com créditos firmados, provas dadas anos a fio na reportagem, género nobre credor de respeito. Eram tempos em que a informação estava vedada às administrações. Nem estas se atreviam a interferir, nem as direcções o admitiam.
        Agora, ascende à direcção quem se mostra mais disponível para – sem tugir nem mugir – cumprir as ordens do patrão. Quanto mais baixo descem mais subserviência demonstram e, por essa via, mais se alapam aos lugares. Mesmo que isso signifique atirar borda fora os que pensam pela sua cabeça, batalham pela ética e não se ajoelham perante a inépcia. Os melhores, quase sempre.
        Em finais de Março, mais de uma dúzia de jornalistas de um canal generalista estava de baixa médica, boa parte das quais por razões psiquiátricas. Em condições normais, a outra parte dos jornalistas dispensaria a baixa. O problema é não reconhecerem mérito às chefias, estarem desconfortáveis na profissão. Grandes repórteres são colocados ad eternum a fazer o trabalho de estagiários ou na prateleira. Entraram no árduo jogo da resistência e arriscam-se a ganhar um passaporte para o desconhecido. Se cederem, alguém há-de ser recompensado…
        O mais grave é as pessoas terem desaparecido das páginas dos jornais e dos alinhamentos dos noticiários. Além de números, só se trata de bola, criminalidade e trivialidades. Nas televisões, impressiona o investimento de meios humanos e materiais em doses industriais de faits divers. As pessoas deixaram mesmo de existir.
        Quando os banqueiros apregoam que temos de fazer sacrifícios, os seus vassalos coniventes estão atentos. Quanto menos dinheiro para as pessoas, mais sobra para a banca. Não falta quem, com responsabilidades editoriais, nos venha logo dizer que o estado social tem de levar mais umas machadadas. São os mesmos que logo se aprestam a dar sugestões ao governo, designadamente para cortar mais naqueles que se “aproveitaram” da regra dos 10 melhores dos últimos 15 anos para a formulação do cálculo das reformas. Um mimo…
        A banca está nas lonas. Mas os banqueiros estão cada vez mais ricos. Dormem bem acompanhados.
        Jornalista”

        Como vê não foi má língua espontânea!
        Apenas a tradução daquilo que diz desconhecer, mas que parece evidente para quem quer ver e perceber o que se passa.
        O calar estas coisas é mau em qualquer profissão mas, no jornalismo, é péssimo e tem graves consequências na vida pública de um país como Portugal, em que as pessoas ainda não se libertaram o jugo cultural fascista e do chavão muito utilizado então:
        “Manda quem pode e obedece quem deve.”
        E acrescento eu: Os que calam, são tanto ou mais responsáveis pelos danos sociais causados.

      • Essa parece a resposta do JRS.Passou a falar de entrevista e não em espaço de opinião do convidado. Mas está bem, para quem não percebia a que fretes me estava a referir!!!!!

      • Partilhei aqui o texto o Waldemar Abreu exactamente porque aborda questões que me preocupam e sobre as quais vale a pena reflectir. No entanto ele descreve situações gerais e não aponta factos concretos.
        De qualquer forma, para quem diz conhecer bem jornalistas e redacções, é estranho ter de recorrer a um texto de um jornalista publicado recentemente num jornal nacional.

      • Já percebi. O seu comentário era meramente corporativo. Defender um colega! Fica bem na fotografia. Mas será que do ponto de vista ético fez bem?
        Parece-me que não!
        Um abraço!

    • Post scriptum: Apenas citei um colega para o “esclarecer” sobre o que apelidei de xornaismo e fretes que você disse desconhecer. Afinal sempre sabia do que se estava a falar! O poeta é um fingidor.

      • Meu caro, tem de ler melhor o que escrevi. Não só neste post, mas noutros sobre o caso Sócrates-Rodrigues dos Santos. Para que fique claro: acho que a alteração do estilo do programa à revelia do convidado é uma traição ao acordo que tinha sido feito e que não faz qualquer sentido.

        Jornalisticamente, a entrevista num estilo mais confrontativo é algo que me agrada. Dá ritmo, interesse e impede que o político use aquele palco para dizer o que quiser sem qualquer contraditório – muitas vezes mentindo (não estou a particularizar). Agora, uma entrevista semanal num estilo confrontativo à mesma pessoa não faz qualquer sentido. Teria feito se tivesse ocorrido na altura da chegada de José Sócrates à RTP. Era essa a ocasião. E só uma vez. Agora já não.

        Para além disso, também não concordo com o comentário político feito por políticos, qualquer que seja o respectivo partido, mas essa é outra questão.

        Se o JRS fez um frete? Não sei. Você também não pode ter a certeza absoluta. Ele explicou o que entende que deve ser aquele espaço e a sua postura. Podemos concordar ou não.
        Quanto ao Waldemar Abreu, volto a dizer: é um importante testemunho que merece preocupação e reflexão. Na parte que me toca, luto contra isso.
        Abraço

    • Folgo muito em saber que a resposta “Não sei o que é o “xornalismo”, nem de que “fretes a quem paga” se está a referir.”Evoluiu e afinal sabe muito bem o que se trata. O que é bom. Está alertado para a situação.Até porque é um dos maiores problemas porque passa o jornalismo e a sua autonomia profissional. Abraço,

  7. Talvez tenha passado desprecebido a muitos, mas quando JRS faz a observaçao de que se sentiu insultado JS nao se retratou, logo, e para mais em alguem com a experiencia de JS o comentario foi intencional, e acho que foi isso que deixou o jornalista desarmado, estaria a espera de uma posiçao de submissao e de desculpa por parte do PM e nao contou com a intencionalidade do comentario. JRS foi para este espaço com a confiança de que poderia espremer o JS com a sua argucia jornalistica, contando com a ajuda do passado desastroso de JS, mas o ex Primeiro Ministro é alguem que tem anos de combate politico ao mais alto nivel e tem uma capacidade argumentativa enorme, ao ver a entrevista/espaço de comentario, a sensaçao com que fico é que JRS nao é tal grande jornalista como eu pensava e JS é um muito maior politico, com uma capacidade de argumento e combatividade muito maior do que eu imaginava. por esse facto, e so por esse facto tiro lhe o chapeu, grande senhor da politica.

      • penso que mais tarde quando confrontado com o “incidente” ele dira que nao tinha qualquer intençao de insultar, fara grandes elogios a JRS, mas para mim que ouve intencionalidade ouve, JRS esta na ofensiva, o comentario dasse bastante cedo e com isso refreou o jornalista que se sentiu incomodado com o comentario, uma jogada de mestre. se JRS tem passado ao lado e continuado na ofensiva talvez tivesse tirado mais proveito dessa posiçao. e para mim a intençao fica ainda mais patente quando JS esta a espera da reaçao, um silencio prolongado, ao qual JS respondeu nunca se calando, nao dando assim hipotese de JRS criar um momento de embaraço com o seu silencio.
        a tambem a possiblidade de tudo isto ser uma grande encenaçao para a subida das audiensias, mas isso ja é outa historia…

  8. Que grande descoberta caro N.Marques. Claro que´Sócrates, face à tomada de posição anterior de Santos vinha preparado para responder-lhe caso ele voltasse a insistir na vontade de lhe atirar para matar ou ferir de morte politicamente. Isso é evidente tanto que, precisamente antecedendo “o insulto”, segundo vós, e face à impulsiva agressividade ainda maior, certamente por ressabiamento, Sócrates se refere à posição de adversário e de advogado do diabo de que Santos se reclamara como aluno da BBC para de seguida considerar que devia usar mais inteligência do que ser papagueador do que outros dizem.
    Bem, essa de chamar insulto por solicitar Santos que use a inteligência para poder opinar racionalmente de sua própria cabeça é uma interpretação altamente enviesada ou então, na AdR, os deputados passam a vida a insultar-se diariamente.
    Como já disse, na minha opinião, quem está insultando os portugueses com a actitude única, no comentário actual, de inverter posições comentando o comentador com o intuito evidente de o balear e deitar abaixo, é, precisamente, Santos ao aceitar o papel de porta voz voluntarioso de outrem.

  9. Não gosto do formato escolhido.
    Poderia JRS fazer o contraditório sem necessitar de ser agressivo, tentar impedir as respostas com perguntas idênticas e sucessivas, e, francamente, poderia e devia estar melhor preparado e ser intelectualmente honesto.
    A polémica sobre o BPN versus Constâncio, para além de confrangedora e tirada a papel químico da pasquinada e retórica politiqueira, demonstra que das duas uma: ou o jornalista não sabe o que faz o BdP como entidade de supervisão e qual o seu poder sancionatório, ou sabendo está a armar-se em correia dentada de todos aqueles que atacam Constâncio por ser do PS e não por ter sido incompetente.
    Se JRS se tivesse dado ao trabalho de se documentar veria que, quer por causa do BPN (e não só), mesmo antes da denúncia de 2008 já o BdP tinha tomado uma série de medidas cautelares e preventivas face aos comportamentos que a banca (toda) vinha adoptando, que levaram a que Dias Loureiro se queixasse de perseguição a António Marta.
    Do mesmo modo, no que respeita à célebre teoria da bancarrota, a má preparação veio ao de cima, pois as contas do estado não são as conta duma mercenária e muito menos se confundem com uma conta particular de DO.
    Pensar que os ordenados são pagos com o dinheiro que está em caixa, dá a impressão que o JRS pensa que todos os meses o estado leva um saco de notas aos bancos para estes creditarem as contas dos funcionários…
    Será melhor ganharem coragem e despedirem o Sócrates se não gostam do espaço, estas tentativas de o sacudir só demonstram a leviandade de quem programou a sua entrada.
    Foram à lã e….

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