Jorge Jesus e os três dedos mostrados ao treinador do Tottenham

Jorge Jesus dá hoje uma entrevista ao Sol, que faz a capa da revista Tabu. É uma leitura imperdível para quem quer conhecer melhor o treinador do Benfica: no futebol e fora dele. Tem também o grande mérito de ser lida e dar a sensação de que JJ está a falar directamente com o leitor. Há várias partes da destacar – sobretudo aquela em que ele diz que no final da época passada teve tudo acertado com aquele clube cujo nome não deve ser mencionado e que só não saiu do Benfica por causa de Luís Filipe Vieira e de dois jovens sócios -, mas não resisto a partilhar a descrição que ele faz do “incidente” com o treinador do Tottenham, Tim Sherwood, durante o jogo do Benfica em Londres.

“Sabia que o André [Vilas-Boas] tinha sofrido com ele e tinha-lhe dito: ‘Se eliminarmos o Tottenham, vou-lhe chegar a roupa ao pêlo na conferência de imprensa’. Ia dizer que o Tottenham jogava muito mais com o André, que agora era zero tacticamente. Já tinha isso na minha cabeça e, durante o jogo, entrei sem querer no espaço dele. Olhou-me assim de cima para baixo, à inglês, como quem diz ‘ouve lá, portuga, o teu lugar é ali, põe-te ali quietinho que tu és muita pequenino’. Percebi aquele olhar e a seguir entrou ele no meu espaço. Então disse-lhe para saír dali. ‘Back, back, back’. Mas ele aguentou-se e ficou ali comigo. Fiquei com aquilo na cabeça e, quando marcámos o golo, nem sei porquê, foi instintivo, fiz aquele gesto da dança. Como quem diz: ‘Tás a levar um baile e não tás a ver nada’. Isto aconteceu no um a zero e lembrei-me que ainda faltavam muitos minutos, que ainda não tinha acabado. E virei-me ao contrário: ‘Tá mas é caladinho que isto aindap ode mudar.’ Quando fizemos o três a um é que lhe disse: ‘My name is André. One, two, three’. E aí ele ficou louco: ‘Fuck you’. E eu: ‘Fuck a p…’ bem, disse-lhe tudo e o árbitro ali no meio de nós. Mas eu estavaa ganhar; por isso estava tranquilo. E pensei: ‘Este gajo vai dar-me um soco’ Mas não. Ele é um atrevido, atenção. Fiquei a gostar dele. Num jogo depois desse, do campeonato inglês, o Tottenham ganhou 3-2 após ter estado a perder 2-0 e dei umsalto quando fizeram o três a dois.

Porque ficou a gostar dele?

Porque o achei um homem destemido. Não teve medo nenhum de mim. Se fosse preciso dar-,e uma cabeçada ali, dava-me. O que ele estava a dizer era: ‘Não tenho medo nenhum de ti. Estás a levantar cabelo e daqui a um bocado ainda te bato’. Gosto de gente assim.”

É de homem. Foi isto:

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