Não era americano, era jornalista

Steven Sotloff era um jornalista. Não importa se era norte-americano, nigeriano, chinês ou egípcio. Era jornalista. Não era soldado. Era jornalista. Não era militar. Era jornalista. Não era segurança. Era jornalista. Não era político. Era jornalista. Não era católico, hindu ou muçulmano. Era jornalista. Não era homossexual ou heterossexual. Era jornalista. Não era um perigoso criminoso. Era jornalista. Não era espião. Era jornalista. Não era um inimigo do Estado Islâmico. Era jornalista. Não era um inimigo do povo iraquiano, líbio, sírio ou egípcio. Pelo contrário: era jornalista.

Mais concretamente: jornalista freelancer. Durante anos arriscou a vida para contar ao mundo o que se passava em alguns dos mais perigosos locais do planeta. Para relatar o sofrimento do povo perante vários tipos de regimes. Para desfazer mitos ou preconceitos, como se percebe por estes excertos de alguns dos seus trabalhos. Ontem o mundo ficou mais pobre. Sem uma fonte de informação que nos últimos dois anos esteve no Bahrain, Egipto, Líbia, Síria e Turquia

Ontem foi executado. Apenas por ser ocidental. Americano. Não era. Era jornalista. Isso diz tudo.

Foto: Getty Images

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