Paris transformada em zona de guerra.

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Passavam poucos minutos das 19h quando os jornalistas que aguardavam por notícias sobre o que se passava junto no supermercado junto à Porte de Vincennes, em Paris, tiveram um dos primeiros relatos dos acontecimentos por uma testemunha ocular. Alexi, um jovem de 21 anos, tinha acabado de atravessar o cordão policial que desde o início da tarde vedava os acessos de populares e jornalistas à zona onde Amedy Coulibaly tinha feito mais de 10 reféns.
Aparentemente calmo, o jovem, que vive mesmo em frente ao supermercado começou a responder a todas as perguntas sobre o que tinha visto. “Estava à janela quando vi dois carros a parar na parte de trás do edifício. Depois vi policias a chegar. Fiquei intrigado. Mas depois começaram os tiros. Houve troca de tiros e os policias dirigiram-se para o supermercado”, começou por contar. “Os reforços chegaram, havia muitos policias à civil, que se posicionaram em. Arroz por baixo de mim. Pensei que aquilo ia durar umas horas”.

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Tinha razão. Pouco depois, as autoridades disseram-lhe que não podia sair de casa. Ficou a acompanhar tudo pela janela – enquanto na televisão passavam imagens a uma distância de segurança do aparato policial montado na Av. de Vincennes. Parecia uma zona de guerra. Uma barreira policial tinha sido montada. Agentes fortemente armados guardavam todas as passagens, enquanto dezenas de ambulâncias, carros de polícia e outros veículos de emergência ocupavam o local. Os repórteres eram mantidos à distancia. Por precaução e para impedir a divulgação de imagens potencialmente chocantes. Dezenas de anónimos registavam o que se passava através de fotografias e vídeos tirados com os telemóveis e tablets.
Os relatos até então chegaram de testemunhas que tinham conseguido sair da zona. Como Marilyne Baranes. “Tinha ido almoçar com os meus filhos quando ouvi tiros e depois o pânico das pessoas”, recorda à SABADO. “Depois apareceram os helicópteros e polícia proibiu as pessoas de sair dos locais onde estavam e pediu para se afastarem das janelas”, conta. Aquela é uma zona movimentada. “Todas as sextas-feiras as lojas estão cheias”, diz. Marilyne não conseguiu ver os filhos, de 24 e 21 anos. Quando falou com a SABADO eles ainda não tinham saído do local onde se encontravam quando o ataque começou.
Por volta das 17h as autoridades entraram em acção. “Começou com o que me pareceram três ou quatro petardos, ou morteiros, depois a polícia de intervenção foi em direcção ao supermercado, os reféns saíram e os tiros começaram. Foi tudo muito rápido. Sei que a polícia atirou mas nada mais”, recordou Alexis. “Pelo menos um polícia foi evacuado ferido porque dois colegas o tiraram do chão. Não sei se houve mais”, continua.
Já em segurança junto aos amigos, Alexis desdobrou-se em entrevistas. Depois ficou por ali, a aguardar por autorização para regressar a casa. Diz que não teve medo, nem se sentiu inseguro: “Estava em casa, por trás da minha janela”. No entanto, tem um sentimento semelhante ao de todos os franceses: “estou ainda em choque. É difícil interiorizar o que se passou.

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