Os Dias do Medo

Na primeira sessão do 4.º Congresso dos Jornalistas Portugueses, dedicada a analisar o Estado do Jornalismo, a direcção do Sindicato dos Jornalistas apresentou uma comunicação com os testemunhos de várias pessoas que não quiseram, ou não puderam, dar a cara. Por medo. Um sinal preocupante.

Comunicação da Direção do Sindicato dos Jornalistas

4.º Congresso dos Jornalistas Portugueses

13 de Janeiro 2017

O que acabaram de ouvir são relatos da vida real, de jornalistas de carne e osso, que, por esta ou aquela razão, não quiseram, ou não puderam, estar em cima deste palco.

Porque, hoje, falar pode custar caro, escolhemos falar por eles e por elas. Dar-lhes voz.

Nós podemos. Somos a direção eleita de um sindicato. É nosso dever fazê-lo. Damos a cara por quem não a pode dar.

Numa altura em que o trabalho se disfarça de independente, quando, na verdade, se faz precário;

Numa altura em que se é estagiário anos a fio, abandonado à inexperiência em redações que dispensaram a memória;

Numa altura em que se caminha a passos lentos para um lugar no quadro e um horizonte de progressão na carreira…

Quisemos trazer-vos retalhos de uma profissão cada vez menos livre e independente, que se resigna, que não questiona, que se limita a cumprir ordens.

Que não faz o que deve fazer. E o que deve fazer?

– serviço público

– contribuir para uma opinião esclarecida e informada

– escrutinar os poderes, todos os poderes

– mudar o estado das coisas

– e, por que não, mudar o mundo

Hoje, há medo nas redações. Ou alguém tem dúvidas?

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One thought on “Os Dias do Medo

  1. – Já agora, alguém conhece algum jornalista a sério, ou desempregado, ou que ganhe pouco … enfim, estou a procura de um jornalista que queira tornar público o que é de interesse PÚBLICO! – Dica: escrever no Google o seguinte – ENDOECONOMIA. – Este tema é de conhecimento de toda a Imprensa à portuguesa, desde 2002 e é ignorado, porque será?! – Para ja não falar do Caso que envolve o Hotel Sheraton & Advogados Associados X Fundação Geolíngua, e que está em posse, via um farto DOSSIÊ, da dita “imprensa” – desde 2004. – Para maiores informações é só perguntar a mim, ou directamente à direcção da Lusa, o que houve com a reunião de 2007, ocorrida em sua redação, com o Roberto Moreno e um Magistrado Público, jubilado, Jorge da Paz Rodrigues (autor do livro Jusformulários Penal) onde a Lusa e os seus três jornalistas, após conhecer os FACTOS, que já se encontravam no Tribunal de Comércio de Lisboa, solicitou-me segredo pedindo exclusividade nesta investigação jornalística. Pediu-me para não contar nada a ninguem, principalmente ao jornal o Público e a SIC, pois os dois já estavam referenciados no Tribunal, visto terem-me entrevistado no interior do Sheraton em 1997. – Saliento que desde 2007 a Lusa se recusa a me receber para dar continuidade ao que foi prometido, por mim e pelo MP. – Enfim, senhores jornalistas e curiosos mãos a obra, investiguem-me na net que eu conto TUDO, inclusive o que está em posse do Sindicato dos Jornalistas que, também permanece em SILÊNCIO sepulcral, desde há mais de 1 década. – geo@geolingua.org

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