Um herói da luta contra o terrorismo (1994-2016)

Era a segunda vez que Mário Nunes estava na Síria para combater o autoproclamado Estado Islâmico. Tal como tinha feito um ano antes, tinha viajado para o Curdistão sírio para se juntar às Unidades de Protecção Popular (YPG) na luta contra o grupo terrorista. Mas ao contrário do que aconteceu entre Fevereiro e Junho de 2015, não ficou inserido numa unidade normal: entrou para um grupo de elite, uma espécie de forças especiais, composto apenas por voluntários ocidentais conhecido por um nome de código: a 223. Mário tinha uma missão fundamental: era ele o operador da metralhadora pesada. Nunca se saberá exactamente o que aconteceu naquela tarde de 3 de Maio de 2016. Nem os reais motivos. Sabe-se apenas que o acampamento da 223 entrou num alvoroço quando o corpo de Mário Nunes foi encontrado estendido no chão. Na carta que foi enviada à família, algumas semanas depois, os líderes das YPG reconheciam o seu papel: “Mário não era apenas um combatente que dava força adicional à nossa luta. De facto, com a sua experiência e conhecimento ele foi um exemplo para os soldados mais jovens. Enquanto alcançou uma série de objectivos nas nossas linhas da frente, Mário serviu o propósito de ser uma ponte muito importante entre nós, os cudos de Rojava. Ele atravessou continentes pelo destino do nosso povo e humanidade”. Até hoje continua a ser, que se saiba, o português a juntar-se à luta contra o Estado Islâmico na Síria. Um herói, que merece ser recordado.

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Foto @Michael McEvoy

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