Coisas da Sábado

Amanhã nas bancas: as novas dietas da moda; Orlando Figueira: o Opus Dei e os amigos de Angola; entrevista a Carlos Coelho; a roleta russa das eleições francesas; as taxas e taxinhas do nosso descontentamento; as ligações suspeitas a traficantes de dois inspectores da PJ; o doente que deixou a fortuna à UNICEF; sete dias a ligar à EMEL… e nada; pais que não vacinam os filhos; as 11 melhores histórias do derby Sporting-Benfica; e duas entrevistas a não perder no GPS: Anthony Bourdain e Rui Horta.  Boas leituras.

CAPA SÁBADO 677.jpg

Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: os segredos da visita do Papa a Fátima; entrevista a Neill Lochery; como Dias Loureiro escapou às autoridades; a nova imagem de Mário Centeno na Europa; o que Alberto João Jardim diz dos políticos na sua autobiografia; as crianças que levaram Trump a bombardear a Síria; os restauradores de notas queimadas; a cocaína que chegou legalmente num avião da TAP; entrevista de vida a Francisco José viegas; a aventura de Pedro Hipólito na Somália; confissões políticamente incorrectas de duas mães; o planeamento do funeral da rainha de Inglaterra; entrevista a Ricardinho; e muito mais.

CAPA_SABADO_676.jpg

Coisas da Sábado

Amanhã nas bancas: Toda a prova do Ministério Público contra José Sócrates; entrevista a Diogo Medina; Pedro Nuno Santos, o homem que faz funcionar o governo; as leis que deixaram de fazer sentido; a familia que gere a Câmara Municipal do Sobral de Monte Agraço; Rússia, o novo alvo do terror islâmico; os bastidores da venda do Novo Banco; contrabandistas de tabaco acusados pelo DIAP de Lisboa; a polémica fundadora da Cáritas; os truques para aguentar dias inteiros na sala de operações; pré-publicação do livro Peregrinos; a estreia da crónica de João Pereira Coutinho; e muito mais.

Nota: este é o primeiro número liderado pela nova direcção da Sábado, Eduardo Dâmaso e João Carlos Silva. Começa aqui um novo ciclo, que se quer longo. Como escreve o Eduardo no editorial desta semana, “por si e para si, cara leitora, caro leitor, como referência exclusiva do nosso trabalho”.

CAPA_SABADO_675

Os veteranos deportados

Faltavam alguma semanas para partir para os Estados Unidos. Estávamos em Agosto de 2016. O plano era realizar uma série de reportagens sobre as eleições americanas, que se realizariam em Novembro de 2016. Havia dois temas obrigatórios: armas e imigração.

Em relação às armas, decidi viajar até ao Texas onde tinha sido recentemente aprovada uma legislação que permitia aos alunos com licença de porte levarem armas para as salas de aula. A reportagem saiu primeiro na revista especial da Sábado dedicada às eleições americanas e depois em vídeo, na CMTV e no site da Sábado. Chamámos-lhe “O culto das armas na América”

Sobre a imigração, o grande tema da campanha era, até então, a promessa de Donald Trump de construir um muro junto à fronteira  com o México. Decidi então viajar até à California onde, na fronteira que separa San Diego de Tijuana, esse muro já existe há muito. Faltava-me apenas um ângulo para a reportagem, que para além de ser publicado na mesma revista especial, também deu origem a uma grande reportagem em vídeo na CMTV e na Sábado.

Mas, durante a pesquisa sobre o que poderia encontrar, descobri que, espalhados por Tijuana, existem uma série de abrigos para os imigrantes que chegam à cidade depois de atravessarem vários países, com a esperança de conseguir atravessar a fronteira. O fenómeno mais recente era a chegada massiva de haitianos. Intrigado, pensei que talvez fosse boa ideia visitar um deles (como acabei por fazer). Mas enquanto procurava informações sobre esses abrigos, descobri um outro que me deixou ainda mais curioso: chama-se Deported Veterans Support House (Casa de Apoio aos Veteranos Deportados).

Aquilo intrigou-me. Nunca tinha ouvido falar em veteranos das Forças Armadas americanas que tivessem sido deportados. Para além disso, não fazia sentido: porque é que o governo dos Estados Unidos iria deportar alguém que estava disposto a dar a vida pelo país? Para ser militar americano deveria ser obrigatório ser-se cidadão? Certo? Depressa percebi que não.

Através de algumas reportagens já publicadas, descobri que o abrigo era gerido por um antigo veterano do exército e dos pára-quedistas  americanos, chamado Hector Barajas, que tinha sido deportado depois de ser condenado por posse de arma. E ele que ele não era o único: só em Tijuana haverá cerca de 60. Era uma história demasiado boa para a ignorar.

Enviei-lhe um email, disse-lhe que iria estar em San Diego e que gostava de o entrevistar e a outros veteranos. O Hector Barajas respondeu-me em poucas horas. Disse-me que estava disponível e que só precisava de saber o dia em que lá chegaríamos para mobilizar um grupo de outros veteranos para estarem presentes.

Na data marcada, eu e o Alexandre Azevedo atravessámos a fronteira para o México e apanhámos um taxi para o Bairro Otay Centenário onde o Hector nos aguardava. Quando chegámos, pelas 10h, ele tomava um pequeno almoço tipicamente mexicano enquanto atendia telefonemas, respondia a emails e actualizava as páginas do Bunker, como é conhecido o abrigo, nas redes sociais. Nós próprios acabámos por ir comer uns “huevos rancheros” num pequeno café das imediações.

Enquanto montávamos o material para as entrevistas em vídeo, os veteranos começaram a chegar. Primeiro, Jesus Castillho. Depois, Andrew de Léon. Em seguida, Daniel Torres. Seguiu-se o próprio Hector Barajas. Faltava apenas Mauricio Rodriguez, que estava disponível para falar, mas não tinha forma de se deslocar ao abrigo. Nada que Hector não resolvesse. Ligou ao sogro de Mauricio, que é taxista, que acabou por nos ir buscar e levar até um subúrbio pobre dos arredores de Tijuana onde um ensonado Maurício nos recebeu na pequena casa onde vive com a mulher e a filha.

Quando terminámos, eu e o Alexandre olhámos um para o outro, completamente esmagados pela carga emotiva da história destes homens. Pensámos todo o trabalho como uma grande reportagem multimédia, com texto, fotos e vídeo, para publicar por altura do lançamento do novo site da Sábado, que já sabíamos estar a ser preparado.

Os meses passaram e o resultado acabou por ser publicado apenas na semana passada. Chamámos-lhe “Os veteranos deportados para uma terra estranha” porque, apesar de terem nascido no México, nenhum deles tinha uma ligação ao país para onde acabaram por ser expulsos. Esperamos ter estado à altura da história destes homens. Os vídeos – que têm mesmo de ver – tiveram a edição exemplar do Tiago Dias. Se puderem leiam, vejam e, se gostarem, partilhem e comentem.

Por fim, não podíamos deixar de tirar uma fotografia para recordação: eu, Hector Barajas e Alexandre Azevedo à porta do Bunker.

hector

Leitura para o fim-de-semana: uma muçulmana na Casa Branca de Trump

Rumana Ahmed é muçulmana. Os pais imigraram do Bangladesh para os Estados Unidos. Em 2011, acabada de sair da faculdade, esta filha de imigrantes, muçulmana, começou a trabalhar na Casa Branca em 2011. Mais tarde, passou para o Conselho de Segurança Nacional norte-americano. Era a única a usar um hijab. Por opção. Acompanhou, receosa, a campanha eleitoral. Quando a nova administração tomou posse decidiu ficar. Aguentou oito dias. Neste texto, escrito na primeira pessoa, publicado na The Atlantic, explica porquê.

lead_960

Leah Varjacques / The Atlantic

 

Filippo Cristofaro libertado em Portugal

É um dos mais famosos presos italianos, condenado a prisão perpétua por um homicido cometido em 1998. Depois de em 2014 não ter regressado à cadeia após uma saída precária, foi preso em Sintra em Maio de 2016. A Itália pediu a extradição. Aquele que é conhecido como o “assassino do catamarã” opôs-se, recorreu para o Supremo Tribunal de Justiça, depois para o Tribunal Constitucional, contestou a decisão e quando finalmente o processo voltou ao Tribunal da Relação de Lisboa para se processar a extradição, Cristofaro já tinha sido libertado do Estabelecimento Prisional de Monsanto. Motivo: ultrapassou o limite legal de 150 dias de detenção à ordem de um processo de extradição.

Toda a história no site da Sábado. 

1398683129-filippodecristofaroansa.jpg

 

Quando o jornalismo usa a tecnologia

O resultado é absolutamente incrível. Não há fronteiras. Vejam.