O The Washington Post tem um novo lema

E é tão simples quanto genial.

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O Estado Islâmico realizou 90 atentados suicidas em Janeiro

A Agência Amaq, o órgão de comunicação oficial do autoproclamado Estado Islâmico, divulgou nos canais encriptados do Telegram uma nova infografia com o resumo dos atentados suicidas realizados no Iraque e na Síria em Janeiro de 2017. Ao todo foram 90 ataques, a maioria através de veículos carregados de explosivos dirigidos em grande parte às forças iraquianas e curdas que tentam reconquistar Mossul.

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Reflexões sobre o Congresso dos Jornalistas

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A batalha (esquecida) por Mossul

Com as atenções centradas em Aleppo e agora em Ancara e Berlim, o mundo parece ter esquecido a batalha que até há bem pouco tempo era considerada decisiva e seguida com grande atenção e expectativa: a operação para a reconquista de Mossul ao auto-proclamado Estado Islâmico. Se nos primeiros dias e semanas era habitual ver repórteres dos grandes jornais e televisões na linha da frente (inclundo o português José Manuel Rosendo, da Antena1), à medida que o tempo passou e os avanços se tornaram mais lentos do que o esperado, deixámos de ter grande informação sobre o que se passava no terreno.

Uma reportagem recente do The New York Times sobre o avanço das forças iraquianas começava assim:

“After two months, the battle to retake the Iraqi city of Mosul from the Islamic State has settled into a grinding war of attrition. The front lines have barely budged in weeks. Casualties of Iraqi security forces are so high that American commanders heading the United States-led air campaign worry that they are unsustainable. Civilians are being killed or injured by Islamic State snipers and growing numbers of suicide bombers.

As the world watches the horrors unfolding in Aleppo, Syria, where government forces and allied militias bombed civilians and carried out summary executions as they retook the last rebel-held areas, a different tragedy is transpiring in Mosul. Up to one million people are trapped inside the city, running low on food and drinking water and facing the worsening cruelty of Islamic State fighters.”

As tropas iraquianas encontraram obstáculos já esperados, mas numa dimensão que nunca imaginaram: túneis escavados ao longo dos últimos dois anos que permitem aos jihadistas aparecer e desaparecer num piscar de olhos, fábricas de bombas sofisticadas, toneladas de explosivos prontos a serem usados, minas, snipers e bombistas suicidas – muitos, mesmo muitos.

As baixas entre civis e militares não param de crescer. Se no início de Outubro as autoridades iraquianas agradeciam e apreciavam a companhia de jornalistas, a presença de repórteres na frente de combate foi, na maioria dos casos, proibida. Obter e verificar notícias tornou-se cada vez mais complicado.

Do outro lado, o autoproclamado Estado Islâmico continua a divulgar periodicamente estatísticas do que acontece no campo de batalha através dos canais oficiais e afiliados de propaganda do grupo na aplicação encriptada Telegram. Inicialmente, estas actualizações eram diárias e detalhadas: revelavam o número de bombistas suicidas (mártires), ataques com morteiros, veículos destruídos, mortes entre as forças iraquianas, e resultados dos bombardeamentos da coligação ocidental.

Com os passar dos dias e o prolongar dos combates, essas actualizações tornaram-se semanais.

Mais recentemente, o EI passou a fazer também actualizações mensais do que, alegadamente, se passará no terreno:

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Apesar de não ser possível confirmar a veracidade destes números, tudo aponta para que as baixas entre as tropas iraquianas sejam, realmente, enormes e talvez incomportáveis. A acreditar nas infografias divulgadas através da Amaq, a agencia noticiosa do grupo terrorista, as tropas iraquianas terão perdido quase cinco mil homens. Uma boa parte delas terão sido vítimas de uma das mais aterradoras armas do EI: os bombistas suicidas. Em dois meses, os jihadistas terão recorrido a 215 “mártires” na defesa de Mossul, o que dá uma média de um pouco mais de três por dia. Uma batalha “esquecida”, mas que durará ainda bastante tempo.

Coming soon…

… numa livraria perto de si.

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A lista de alvos do Estado Islâmico

Um grupo de hackers ligado ao auto-proclamado Estado Islâmico divulgou uma lista com os dados pessoais de mais de 4000 pessoas com o seguinte conselho: “matem-nos”. Entre eles estão sete portugueses. Para ler, esta semana, na Sábado.

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Coisas da Sábado

Amanhã nas bancas: a máquina por trás de José Rodrigues dos Santos; a primeira entrevista a Renato Sanches após a conquista do campeonato; ministro da Educação acusado de burla; todo o interrogatório de Ricardo Salgado no caso BES/GES; como se calaram os críticos da geringonça; a perseguição do regime a Abel Salazar; António Mateus recorda a chegada dos mercenários a Angola; os dias de Jihadi John em Lisboa; a tendência de só comer produtos biológicos; o escândalo das apostas viciadas na II Liga; as revelações da mãe de Carla Bruni; e muito mais.

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Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: As agressões, os assaltos e as ameaças à ex-ministra; Marcelo e Cavaco: 40 anos de rivalidade e intriga; as reuniões secretas de Santos Silva; como os deputados preparam a discussão do orçamento; a guerra invisível na Líbia; Ruben Dias, o dono da Fast Track; ex-director adjunto do SIS acusa magistrados de devassa da vida privada; as cartas de amor dos soldados portugueses na I Guerra; os novos ídolos de Benfica e Sporting; actores trocam de género para uma exposição fotográfica na ModaLisboa; e muito mais.

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“Não temos medo. Somos livres”

Há um ano estava aqui

O Informador

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Nicolas Appert morreu em 1841. Deixou como legado uma invenção que perdura até hoje: a conserva alimentar. E foi na rua com o seu nome, no 11o bairro de Paris, que a direcção do Charlie Hebdo decidiu instalar o jornal satírico a 1 de Julho de 2014. À porta do número 10 nada indica a sua presença: desde o atentado sofrido em Novembro de 2011 que a localização do semanário era mantida em segredo. Quase clandestino. Até agora.
Dois dias após o atentado que vitimou 12 pessoas, a rua Nicolas Appert continua vedada pela polícia. Os seus acessos foram ocupados por jornalistas. Muitos turistas fazem questão de passar pelo local. E o início e rua, foi transformado numa espécie de santuário improvisado por todos aqueles que querem prestar homenagem às vítimas do terrorismo. Há quem deixe flores, acenda uma vela ou coloque um desenho junto ao edifício.

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Para além da…

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2015 in review

The WordPress.com stats helper monkeys prepared a 2015 annual report for this blog.

Here’s an excerpt:

The Louvre Museum has 8.5 million visitors per year. This blog was viewed about 260,000 times in 2015. If it were an exhibit at the Louvre Museum, it would take about 11 days for that many people to see it.

Click here to see the complete report.

Vendas de jornais e revistas: a queda sem fim

São os dados mais recentes da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação: entre Janeiro e Outubro deste ano, praticamente todos os jornais e revistas perderam leitores em relação ao mesmo período do ano passado. A excepção é o Expresso, que vendeu praticamente o mesmo número de exemplares. Claro que, há perdas relativas: o Correio da Manhã vendeu menos 4% mas continua a larga distância a ser o jornal mais lido do país e o único a manter-se acima dos 100 mil exemplares por dia.

Numa altura em que se assiste ao encerramento de órgãos de comunicação social, ao despedimento de jornalistas e ao fim de produtos jornalísticos (para reduzir custos), convém reflectir a sério na sustentabilidade do jornalismo como hoje o conhecemos.

Os dados anteriores estão aqui.

Vendas entre Janeiro e Outubro de 2015
  Vendas em Banca Assinaturas Vendas em bloco Ofertas Circulação digital paga
Correio da Manha 104.974 39 1.796 3.475 999
Jornal de Noticias 47.076 4.876 2.396 1.243 3.206
Publico 14.920 1.852 3.963 946 12.345
Diario de Noticias 10.453 986 2.303 812 1.368
i 3.950 73 402 165 67
Expresso 71.584 298 6.741 1.122 16.929
Sol* 11.853 72 8.089 1.555 44
Visao 25.539 32.929 11.122 1.358 3.793
Sabado 29.251 12.889 7.990 1.453 1.441
Diario Economico 2.992 1.732 2.651 269 6.248
Jornal de Negocios 1.743 1.390 2.954 1.093 3.513
* Os dados relativos a Setembro e Outubro não estão disponíveis

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Ser saudável no trabalho

Informação útil para usar no ano que vêm.

Staying Happy and Healthy at Work

From Visually.

Coisas da Sábado

Hoje nas bancas: O terror no coração da Europa; Celso e Edgar, do hip-hop para a jihad; dos dois lados da barricada do 25 de Novembro; um inédito de Natália Correia; Ferro Rodrigues citado em relatório no 25 de Novembro; as tácticas do PS e da coligação PAF; a polémica senhora Ramirez; os 100 anos da teoria da relatividade; entrevista a Benjamin Clementine; a mulher que vende as Kardashian; e muito mais.

 

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Micro revista de imprensa

Ao quarto episódio, acho que já se pode dizer que o folhetim de Verão do Diário de Notícias é das coisas mais deliciosas que surgiu na imprensa portuguesa nos últimos tempos. Cheio de detalhes, humor, intriga e alfinetadas na dose certa – além de muito bem escrito – promete entreter a malta da política até ao fim do mês. Aceitam-se palpites sobre a identidade do autor Anónimo. Eu tenho o meu candidato…

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Nota: a micro revista de imprensa destaca um artigo publicado nos jornais e revistas portugueses. Pode ser uma notícia, uma reportagem, uma entrevista ou uma crónica. Pode ter várias páginas ou ocupar uma coluna. O critério é sempre o mesmo: importância, interesse e qualidade

Eu e o King. Porque todos temos uma história com os nossos heróis

Hoje o King vai para o Panteão Nacional. Queria escrever algo sobre ele. Mas não me sai nada melhor do que aquilo que publiquei ainda a quente, logo após a sua morte. Viva o King

O Informador

Olá King,

Foda-se. Morreste. Não posso dizer que tenha sido uma surpresa. Mas mesmo assim: foda-se. Morreste. Ontem de manhã, quando soube da notícia, fiquei sem reacção. Como muitos, fui seguindo o desfile de personalidades e declarações que surgiam em catadupa nas televisões. Umas atrás das outras. Todos pareciam ter alguma coisa a dizer. Uma história para contar. Como li hoje escrito por aí, é isso que distingue os heróis. Todos temos uma história com eles para contar. Mesmo que não os tenhamos conhecido ou com eles privado. E se dúvidas houvesse, elas acabaram: tu és um deles. Dos bons. Dos heróis.

Sim, também eu tenho histórias contigo. Nenhuma é de um grande feito. E tenho a certeza que tu, onde quer que estejas, não tens a mais pequena memória delas. São histórias de um miúdo que aos fins-de-semana ia para a catedral assistir aos jogos e que lá chegava…

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A vida virada do avesso

A vida virada do avesso.

Luso-descendente do Estado Islâmico morto em Kobane

Mikael Batista terá sido abatido na segunda-feira à noite num ataque aéreo da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, junto à fronteira com a Turquia. Tinha viajado de Paris para a Síria no Verão de 2013 com um grupo que incluía também o português Mikael dos Santos. Toda a história, aqui.

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A nossa ignorância é a arma secreta da indústria

A industria agro-alimentar é uma das mais poderosas do mundo. Afinal, controla o que comemos, como comemos, quando comemos. E tem, normalmente, um problema: a realidade sobre a origem dos alimentos não pode ser mostrada. É aí que entram os especialistas de marketing – que nos fazem comprar exactamente aquilo que querem, quando querem, como querem.  que nós compremos. Este vídeo, produzido pela agência de marketing online Catsnake Film, explica como. A oradora é, na realidade, uma actriz. Mas a audiência e os factos apresentados são verídicos. E assustadores.

Leitura para o fim-de-semana: as armas químicas iraquianas

Quando decidiu invadir o Iraque, em 2003, o governo de George W. Bush apontou como objectivo a destruição dos programas de armas de destruição massiva de Saddam Hussein – apesar de a Agência Internacional de Energia Atómica garantir que eles tinham sido desmantelados. Com as tropas no terreno, a administração norte-americana foi forçada a admitir que as armas não existiam. Mas, entre 2004 e 2011, os militares dos Estados Unidos acabaram por ter contacto com milhares de ogivas que continham agentes químicos. Eram restos de programas há muito abandonados e que tinham sido apoiados pelo Ocidente.

A existência destes agentes – e os ferimentos provocados aos soldados que com eles lidaram – foi mantida em segredo durante anos. Revelá-los seria admitir mais uma vez que a invasão teve falsos pretextos. Pior: seria reconhecer que o Ocidente colaborara com Saddam nestes programas. Mas a verdade acabou por vir ao de cima, através de uma investigação do The New York Times, que encontrou 17 militares norte-americanos que estiveram expostos a químicos como gás mostarda – agentes que podem estar agora na posse do grupo terrorista Estado Islâmico.

Erica Gardner/United States Navy, via Getty Images

Erica Gardner/United States Navy, via Getty Images

The Secret Casualties of Iraq’s Abandoned Chemical Weapons

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