Estamos à frente de ingleses, americanos e espanhóis…

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… mas atrás de Cabo Verde, Namíbia e Jamaica. Portugal subiu 5 posições no ranking da liberdade de Imprensa publicado anualmente pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Da 33ª posição ocupada em 2011, Portugal passou para o 28 lugar de uma lista que, como no ano passado, continua a ser liderada pela Finlândia  Holanda e Noruega. Nos últimos lugares permanecem o Turcomenistão, a Coreia do Norte e a Eritreia. Síria  Somália, Irão e China ocupam os postos seguintes. Numa análise detalhada, ao longo do ano Portugal mereceu duas referências da RSF: satisfação pela decisão do tribunal de Lisboa de condenar o deputado Ricardo Rodrigues ao pagamento de €4.950 por roubar os gravadores dos jornalistas da SÁBADO, Maria Henrique Espada e Fernando Esteves, durante uma entrevista realizada em Abril de 2010; preocupação pelo despedimento de Pedro Rosa Mendes da Antena 1 após a emissão de uma crónica muito crítica em relação à actuação do governo.

E o vencedor é…

O Informador venceu o concurso blogues do ano 2012, organizado pelo Aventar, na categoria Comunicação e Média, com 269 votos – os mesmos alcançados pelo site Pássaro de Ferro. A votação foi extremamente equilibrada com alterações sucessivas na liderança nos últimos 10 minutos da competição. A todos vocês que perderam o vosso tempo para deixar o vosso voto, muito obrigado.

Muitos me perguntaram o que se ganhava com isto. Os prémios são simbólicos. Um deles é a imagem que acompanha este post. O outro é mais interessante: o primeiro classificado de cada categoria deverá participar na edição de um livro que represente a diversidade da blogosfera portuguesa. Direi alguma coisa quando tiver novidades sobre isso. Ate lá, mais uma vez, obrigado a todos.

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Última oportunidade para votar em O Informador

A votação para o concurso blogues do ano 2012 termina esta noite. Todos os votos contam. Por isso. vão aqui e procurem a categoria Comunicação e Média. Um clique em O Informador não leva assim tanto tempo. Obrigado a todos. blogs-do-ano-2012-400px

A competição está a terminar. Já lá puseram o vosso voto?

A votação aproxima-se do fim e está mais renhida do que nunca. Até amanhã à noite podem votar no vosso blogue favorito na competição blogues do ano 2012, organizado pelo Aventar. Como já devem saber, O Informador concorre na categoria Comunicação e Média – e era triste morrer na praia.

Por isso, toca a votar – e digam aos vossos amigos. Podem fazê-lo uma vez por dia. Hoje e amanhã.

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Blogues do ano. A 2ª fase começou hoje: é votar.

É verdade. A competição ainda não acabou. O Informador apurou-se para a segunda e última fase do concurso blogues do ano 2012, organizado pelo Aventar, na categoria Comunicação e Média. Mas não foi um simples apuramento: O Informador ficou em primeiro lugar com 124 votos. Claro que tudo isto não foi por acaso. Pelo contrário. Foi graças a todos vocês que ao longo de vários dias foram lá colocar o vosso voto. A todos um grande muito obrigado.

Ficarão também contentes por saber (eu fiquei) que a passagem à segunda-fase na categoria de “Actualidade Política – blogue individual” também não esteve longe: faltaram apenas 11 votos para subir do 6º para o 5º posto. Fica para o ano. Os meus parabéns a todos os outros candidatos, mas especialmente ao Ditadura do Consenso, que arrasou na categoria de Blogue estrangeiro em língua portuguesa (e que deu uma grande ajuda)

Agora restam cinco blogues em competição na categoria de Comunicação e Média: O Informador; Pássaro de Ferro; PiaR; Comunicação Integrada; e A Arte da Guerra. As votações arrancaram esta meia-noite, aqui e estão abertas nos próximos cinco dias. Que ganhe o melhor. Mas vocês já sabem o que fazer. Toca a votar – e digam aos vossos amigos. Podem fazê-lo uma vez por dia, todos os dias.

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Blogues do ano: primeira fase das votações termina hoje

Termina hoje a primeira fase das votações para o concurso blogue do ano 2012, organizado pelo Aventar. O Informador concorre em três categorias:

– Actualidade Política – blogue individual

– Comunicação e Média

– Blogue Revelação

A classificação não é nada má, mas como ainda terão de ser somados os votos dos primeiros dias, há o risco de não conseguir passar à fase seguinte. Se ainda não votaram, esta pode ser a vossa última oportunidade. E lembrem-se: podem votar uma vez em cada categoria.

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Recordar os mortos de 2012

Muita gente morreu em 2012. Mas nem todos tinham página na Wikipédia. O Visua.ly publicou esta infografia tendo por base as 100 pessoas falecidas no ano passado com as maiores entradas na enciclopédia online. Para além da homenagem, é uma forma interessante de tratar a informação no online. Ora vejam.

O Informador nos candidados ao blogue do ano 2012

Pela segunda vez, o Aventar está a realizar o concurso blogues do ano. Aos cinco meses de idade, O Informador decidiu entrar em competição e é um dos muitos que resolveram colocar-se à avaliação do público em três categorias:

– Actualidade política individual

– Comunicação e Média

– Blogue revelação

A primeira fase das votações está a decorrer até dia 19 de Janeiro – e cada um de vocês pode exercer o vosso direito uma vez por dia. Sim, uma vez por dia. Não vou pedir o vosso voto. Peço apenas que vão a esta página e escolham o melhor em cada categoria. E claro, que o melhor em pelo menos duas delas seja O Informador. Ah, e já vos disse que podem votar uma vez por dia?

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Vendas digitais: todos a subir (a questão é, para quanto?)

Para termos uma noção do que significam as vendas digitais em Portugal, é importante olhar para os números das vendas – não para as percentagens de crescimento. Depois dos números das vendas em papel, fica aqui a informação digital.

Vendas digitais nos jornais e nas revistas Many Eyes

Vendas na imprensa diária e semanária: todos a descer

Ontem foram conhecidos os últimos números da Associação Portuguesa de Controlo de Tiragem e Circulação (APCT). O período analisado, entre Janeiro e Outubro de 2012, mostra uma queda generalizada nas vendas dos jornais e revistas nacionais. Hoje, curiosamente (ou talvez não), o Correio da Manhã é o único diário a dar destaque aos dados da APCT. O Jornal de Notícias, o Público e o i não fazem qualquer referência aos números das vendas. Já o DN faz uma pequena notícia com uma particularidade: destaca o facto de ter sido o jornal que mais cresceu em percentagem na circulação digital paga. No entanto esquece de quantificar essa subida: de 126 para 272 exemplares.

Para quem quiser conhecer os dados ao detalhe – repartidos em vendas em banca, assinaturas, ofertas e vendas em bloco – é só clicar na imagem e explorar o gráfico interactivo. Os mesmos números relativos ao período entre Janeiro e Agosto estão aqui.

Vendas dos Jornais e Revistas entre Janeiro e Outubro de 2012 Many Eyes

Os números de 2012 e um feliz 2013

O Informador chegou em Agosto de 2012. Desde então que já teve mais de 34 mil visitas. Agora começa um novo ano. Obrigado a todos e bem-vindos a 2013.

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2012 deste blog.

Aqui está um excerto:

4,329 films were submitted to the 2012 Cannes Film Festival. This blog had 34.000 views in 2012. If each view were a film, this blog would power 8 Film Festivals

Clique aqui para ver o relatório completo

2012 traduzido em números

O melhor do jornalismo americano em 2012

Com o final do ano a aproximar-se, a Columbia Journalism Review seleccionou as melhores reportagens publicadas na imprensa norte-americana em 2012 e separou-as por áreas: perfis, política, economia, crime, desporto, multimédia, alimentação, música e ciência. Vale a pena espreitar pelo menos alguns.

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Não há jornalismo sem erros. Infelizmente

A história de Artur Baptista da Silva, o burlão que se fez passar por membro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, tem todas as condições para ser considerado o caso jornalístico do ano. Depois de dar uma entrevista ao Expresso, Artur Baptista da Silva foi citado pela TSF, Público, Reuters, deu palestras, foi convidado do programa Expresso da Meia Noite e as suas opiniões e alegados estudos foram largamente citados nos blogues e redes sociais. Afinal, era tudo falso. Nem a universidade onde dizia dar aulas está em funcionamento. Nicolau Santos, director-adjunto do Expresso, assumiu o erro, pediu desculpa e prometeu reforçar os mecanismos de credibilidade das fontes do jornal.

Para todos aqueles que decidiram criticar a qualidade do jornalismo português, fica aqui uma novidade: erros acontecem, até aos melhores. A prova: consultem esta  lista dos melhores/piores erros do jornalismo de 2012. Estão lá todos (ou quase) os órgãos de comunicação social de referência: CNN, The New York Times, The Washington Post, The Atlantic, The Economist, The Guardian, Wall Street Journal, e muitos mais. Estão lá notícias erradas, pedidos de desculpa de primeira página, correcções criativas, gralhas, fotografias adulteradas e, sim, histórias em que os jornalistas foram enganados. Na lista falta a reportagem do New York Post sobre o massacre de Newtown, que usou declarações de alguém que se fez passar por irmão do assassino, Ryan Lanza.

Infelizmente, não existe um jornalismo livre de erros. A função dos repórteres é fazer tudo para diminuir essa probabilidade através da verificação de fontes e informações e da revisão de textos. Nem sempre acontece. Mas a diferença está entre aqueles que ingoram os erros e os que os assumem, divulgam – e corrigem. Foi o que o Expresso fez. E bem.

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2012 em apenas 60 segundos

Depois das fotografias do ano, das melhores infografias e  infografias animadas, eis que a Reuters preparou um vídeo com o resumo do ano em 60 segundos. Está lá tudo: guerra na síria, jogos olímpicos, eleições americanas, crise na Europa, confrontos na Grécia, o caso Petraeus, instabilidade no Egipto, tempestades, Pussy Tiot… e muito mais. Numa sucessão de imagens.

P.S. – Claro que ninguém vai ver este vídeo se o mundo acabar hoje, 21 de Dezembro de 2012

2012: provavelmente o ano mais perigoso para jornalistas

Foi um ano negro para o jornalismo: até meio de Dezembro, 67 jornalistas foram assassinados em todo o mundo por estarem a fazer o seu trabalho. É um aumento de 42% em relação aos dados do ano passado. Os números são do Committee to Protect Journalists (CPJ) e nem sequer são definitivos. A organização está a analisar a morte de 30 outros repórteres para perceber se elas estão relacionadas com a actividade jornalística. Se isso se vier a confirmar, 2012 passará a ser o ano mais mortífero para jornalistas desde que o CPJ começou a recolher estes dados em 1992. Esta subida deve-se em grande parte à guerra na Síria (28 mortes), a uma série de assassinatos na Somália (12), à violência no Paquistão (7) e ao aumento dos homicídios no Brasil (4). Até agora, o pior ano foi 2009, com 74 mortes.

Um jornalista foge na cidade síria de Aleppo (AFP/Tauseef Mustafa)

Um jornalista foge na cidade síria de Aleppo (AFP/Tauseef Mustafa)

O conflito na Síria tem sido particularmente mortífero. Isso deve-se em parte à decisão de Bashar al-Assad de impedir a entrada e saída de informação o que fez com que muitos jornalistas tivessem de entrar clandestinamente no país. Foi o caso de Marie Colvin. Esta decisão do governo sírio teve outra consequência: a morte de pelo menos 13 cidadãos-jornalistas que pegaram numa câmara para divulgar o que se passava pela internet. As imagens foram depois reproduzidas por canais internacionais. Um fenómeno que levou à classificação do conflito como “a primeira guerra do You Tube”.

Na Somália os responsáveis pelos assassinatos podem ficar descansados. Na última década, nem um dos responsáveis pela morte de jornalistas foi preso ou acusado. O mesmo aconteceu no Paquistão, que nos últimos dois anos liderou esta tabela. Já o Brasil, apresenta os números mais altos da última década.

O CPJ revela ainda outros dados interessantes: um terço das vítimas trabalhavam para publicações online; 28% eram freelancers; a maioria escrevia sobre guerra, política e direitos humanos; 35% eram fotógrafos ou repórteres de imagem; e, pela primeira vez desde 2003, não há registo da morte de um jornalista no Iraque. A base de dados completa pode ser consultada aqui.

Risk, Reward and Loss in Syria: For Journalists, A Deadly Year Covering A Civil War from Committee to Protect Journalists on Vimeo.

As melhores infografias animadas de 2012

Depois das melhores fotografias e das melhores infografias do ano, chegou a vez de uma nova categoria: as infografias animadas. Confesso que tive alguma dificuldade em destacar uma das 20 escolhidas pelo visual.ly. Optei por aquela que nos diz algo directamente: The Euro in the Crosshairs. Produzida para o canal de televisão Bloomberg, explica o caminho da moeda única desde a criação até à crise actual em 1m57s. A infografia foi feita por Jonathan Reyes, um designer responsável por outra das minhas favoritas, The Economy of Coca-Cola, que lhe valeu a nomeação para um Emmy na categoria Notícias & Documentário.

As melhores infografias de 2012

O balanço do ano pode ser feito de muitas formas. Ontem recordei aqui os acontecimentos de 2012 em fotos, feito pela The Atlantic. Mas há uma outra categoria que por vezes passa despercebida mas que é das mais eficazes no que toca à informação: as infografias. O site visual.ly decidiu reunir num único post aquelas que consideram ser 20 das melhores infografias de 2012. O exemplo que aqui deixo explica os sete minutos que a Curiosity levou a descer do topo da atmosfera de Marte até à superfície do planeta vermelho. São três fases: entrada, descida e aterragem.