Espionagem informática: a versão da NSA

Entre a comunidade de informações dos Estados Unidos a National Security Agency (NSA) é também conhecida por outro nome: Never Say Anything (nunca dizer nada). No entanto, perante as sucessivas revelações feitas pela imprensa a partir dos documentos cedidos por Edward Snowden, a agência decidiu mudar a sua política de silêncio e deu ao programa 60 Minutes acesso às suas instalações. O jornalista John Miller – que começa por dizer que já trabalhou num gabonete governamental na área das informações – pôde falar com funcionários e analistas que explicam até como os metadados dos telemóveis são usados para identificar potenciais terroristas. Na primeira parte deste programa os responsáveis da NSA defendem os seus programas de espionagem, garantem que cumprem escrupulosamente a lei e revelam que Edward Snowden tem em mãos um milhão e meio de documentos confidenciais – incluíndo 31 mil sobre o Irão e a China que lhes permitiria proteger-se da espionagem norte-americana.

A força do perdão

As feridas provocadas por um regime como o Apartheid demoram a sarar. Mas Nelson Mandela encontrou uma fºormula para o conseguir: através do perdão. Depois de se tornar presidente, criou uma comissão para a verdade e reconciliação onde os criminosos do anterior governo tiveram a oportunidade de obter uma amnistia. Só tinham de dizer a verdade. Nem era preciso pedir desculpa. Bastava confessar. Muitos fizeram-no. E de forma brutal. Esta reportagem do 60 Minutes, que foi emitida originalmente a 16 de Fevereiro de 1997, conta o que foi preciso suportar.

O único sobrevivente

O dia 28 de Junho de 2005 ficou na história dos SEAL norte-americanos como o do maior desastre da marinha desde a II Guerra Mundial: 19 homens morreram e um helicóptero foi abatido numa missão militar no Afeganistão. Houve apenas um sobrevivente: Marcus Luttrell. O sniper ficou sozinho durante horas, sem saber se o iriam buscar. Na semana passada contou a Anderson Cooper, do programa 60 Minutes, como a sua equipa foi surpreendida por um pastor de cabras e o seu rebanho – e como ele sobreviveu. A segunda parte da reportagem está aqui.

A luta em casa contra o stress pós-traumático

Nos últimos anos as vítimas de stress pós traumático não têm parado de aumentar. Partiram bem para cenários de guerra como o Iraque e o Afeganistão e voltaram com algo que não sabem bem explicar. Agora, uma terapia radical, inicialmente usada para tratar vítimas de violação, está a mudar as vidas dos veteranos de guerra norte-americanos. Ao longo de dois meses, uma equipa do 60 Minutes acompanhou as sessões em que os antigos soldados ouvem repetidamente a sua voz a relatar a experiência para enfrentar os próprios medos. E conta as histórias destes homens.

O dia-a-dia de um jornalista capturado

Há quatro americanos detidos na Síria. Estão nas mãos de terroristas. Pouco se sabia do dia a dia deles. Até que Matthew Schrier, um fotojornalista que foi raptado quando estava a deixar o país, depois de acompanhar a luta dos rebeldes, conseguiu escapar. Para além de relatar o que viveu, nesta entrevista ao 60 minutes recorda a luta dos rebeldes contra a ditadura de Bashar al Assad.

Por dentro de Guantánamo

Em menos de um ano, Guantánamo vai receber o maior julgamento de crimes de guerra desde Nuremberga. Alguns prisioneiros estão detidos sem acusação há 12 anos. Outros foram levados para locais secretos e interrogados sem regras. Por outras palavras, foram torturados – mas nem os seus advogados o podem dizer, sob o risco de poderem ser acusados. Agora o programa 60 minutes obteve um acesso inédito à prisão norte-americana de Cuba e ao homem responsável pelo julgamento.

As revelações de um director-adjunto da CIA

Mike Morell entrou para a CIA em 1980. Estava ao lado de George W. Bush quando dois aviões embateram nas Torres Gémeas. Chegou a director adjunto, cargo que ocupou durante os mais conturbados anos da história da agência: o pós 11 de Setembro. Um dos últimos casos com que teve de lidar foi a fuga de informação de Edward Snowden, que caracterizou como a pior de sempre. Antes de deixar a agência, foi director interino. Pela primeira vez falou a um programa de televisão. No caso, a John Miller, do 60 minutes. E o que disse é importante.