Coisas da Sábado

Este é um mês de festa. Parece que foi ontem que começámos, mas no próximo dia 7 a SÁBADO celebra o 14º aniversário. Sim, somos ainda uma publicação adolescente – com tudo o que isso tem de bom: a irreverência, a vontade de fazer mais e melhor, a ambição de chegar onde ainda não chegámos, a expectativa de alcançarmos um lugar na história do jornalismo português. Muito mudou nos últimos anos. Das pessoas às instalações. Mas continuamos a dar o nosso máximo para fazer o melhor, como fizemos sempre ao longo de 731 semanas, tendo sempre como critério máximo o interesse do leitor.

Para assinalar este 14º aniversário decidimos fazer uma homenagem à mulher portuguesa. Para isso preparámos um dossier especial de 23 páginas, dedicado às mulheres mais poderosas e influentes do país. Foi um trabalho que demorou várias semanas a preparar. Inclui fotografias, entrevistas e testemunhos exclusivos de 50 mulheres das mais diversas áreas: da política aos negócios, da justiça à ciência e cultura.

Para além disso temos ainda espaço para uma excelente edição. Começamos com uma entrevista exclusiva a Natalia Soljenítsina, a viúva do autor de Arquipélago Gulag; contamos todas as ligações perigosas de Manuel Pinho; recordamos as promessas de paz e fracassos na Península da Coreia; explicamos os benefícios do crédito consolidado; lembramos como o festival da canção mudou a vida a dezenas de artistas; assinalamos as situações em que os médicos dizem às grávidas para continuarem a fumar; apontamos a luta de Benfica e Sporting pelo segundo lugar; e fazemos uma série de sugestões no GPS: de comida saborosa e com poucas calorias; o festival Terras Sem Sombra; o novo filme de Lucrácia Martel; sugestões de prendas para o Dia da Mãe; e muito mais. Boas leituras.

DUAS CAPA SÁBADO 731

O Informador, ano dois

Dois anos. Parece que foi ontem. Não foi. Hoje, passam exactamente 730 dias desde que fiz o primeiro post neste blogue. Como escrevi o ano passado, não sabia como ia correr. Nem se ia durar. Era uma experiência. Um escape. Uma forma de praticar um estilo de escrita mais livre. Um meio de dar a minha visão sobre factos que afectam a nossa vida em geral e o jornalismo em particular. No fundo, um espaço próprio. Nada mais.

Mas a verdade é que à medida que o tempo foi passando, que o blogue começou a crescer e a ser seguido por cada vez mais pessoas, o compromisso também aumentou. É assim que entendo este espaço: ele não me pertence só a mim. Pertence a todos aqueles que o lêem e que, com o seu feedback, me levam a seguir determinado caminho.

É por isso que hoje posso dizer que – a menos que haja algum imponderável – O Informador veio para ficar. E, de preferência, para crescer. As pequenas mudanças que foram sendo feitas no último ano são um reflexo disso. A nova imagem, original, graças à arte e generosidade do Alex Gozblau (obrigado, Alex) e as novas rubricas (tudo o que precisam de saber sobre…, leitura para o fim-de-semana; etc) não são mais do que uma tentativa de chegar a mais gente e de deixar os que já aqui vêm com mais vontade de voltar. Porque encontraram textos interessantes, informações credíveis, reportagens cativantes, vídeos esclarecedores ou infografias surpreendentes. Claro que tudo isto tem limitações. Sou só um e tenho de trabalhar para ganhar a vida. Ainda assim o balanço destes dois anos não é mau:

  • 1793 posts
  • 514 mil pageviews, de 185 países (quase todos os do mundo)
  • 1275 comentários
  • 3238 seguidores no Facebook
  • 104 no Twitter
  • 187 no site
  • 4808 partilhas de posts

Os artigos mais lidos no último ano foram:

  1. Judite de Sousa, a pivot moralista que usa sapatos Louboutin
  2. As revelações de Manuel Monteiro sobre Paulo Portas
  3. A roupa suja de Manuel Maria Carrilho e a queixa de Bárbara Guimarães
  4. Tirem as fotografias dos vossos filhos da Internet. Já!
  5. Assunção Esteves, a “Miss Prada” do Parlamento.

A todos vocês o meu muito obrigado. Espero que o ano que aí vem seja ainda melhor. Tal como este, sê-lo-á graças a vocês. Por isso, continuem a partilhar O Informador. Ele também é vosso.

NTP

Porque o Mac é realmente importante

Mac: Trinta anos a iNovar

O Mac faz hoje anos. Trinta. Esta foi a sua evolução. O que será que o futuro reserva?

Dez décadas, 10 vídeos para celebrar um aniversário

Para celebrar o 100º aniversário, a Vanity Fair pediu a 10 realizadores de renome para dirigirem um vídeo sobre cada uma das décadas da revista. Resultaram daí 10 vídeos que abordam os grandes temas de cada era: dos direitos das mulheres nos anos 20 às epidemias de crack e sida na década de 1980, do boom económico dos anos 50 à histeria provocada pelo bug do milénio. Esta animação, realizada por Nick Hooker, retrata a década de 1940, com a II Guerra Mundial como pano de fundo. Os outros vídeos estão aqui.

Uma década “a fazer sonhar”

Dez anos é uma data respeitável. Para um jornal, mas também para uma revista. Sobretudo aquelas que são vendidas como um suplemento de um diário. Poucas são as publicações do género que se podem gabar de ter atingido uma década com o grau de sucesso da Fora de Série, do Diário Económico. Isso é visível desde logo na publicidade: apesar do declínio do mercado, a Fora de Série consegue manter um nível elevadíssimo de páginas publicitárias. Talvez o mais elevado da imprensa portuguesa. Não é por acaso. As marcas gostam de se aliar à qualidade. E a edição comemorativa de hoje  – com uma magnífica capa em 3D – não é excepção. Grande parte desse sucesso pertence à Rita Ibérico Nogueira que há 10 anos pensa, escreve e edita a revista. Por isso, parabéns à Fora de Série – e parabéns à Rita.

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Post pessoal: o dia em que tive um momento “Forrest Gump”

Era uma terça-feira. Dia de fecho da revista. Tinha acabado um dos textos que escrevi para a edição dessa semana quando o telefone tocou. Era de casa. Estranhei. A Isabel não me costumava ligar àquela hora. Atendi:
– Estou?
– Olá.
– Está tudo bem?
– Estás a fazer alguma coisa importante?
– Tens que ir para a maternidade?
– Pois… rebentaram-me as águas.
– Vou já sair.
Em poucos segundos enviei o texto para o editor e preparei-me mentalmente para o que estava a acontecer. Na véspera tínhamos ido ao hospital e ficara decidido que, se não acontecesse nada, a Mariana ia nascer daí a dois dias, na quinta-feira. Levantei-me, agarrei nas poucas coisas que tinha, disse para o lado que ia sair e larguei-me a correr pelas escadas abaixo.
Estava num sexto andar. Nem me lembrei do elevador. Tal como não pensei em apanhar um táxi. Saí disparado do edifício que ficava na Av. Conde Valbom e comecei a correr em direcção à Avenida da República. Não sei o que me passou pela cabeça para ter este momento “Forrest Gump”. Nem sequer gosto muito de correr. Pelo contrário. Odeio correr. Só sabia que tinha de chegar a casa depressa. E naquele momento isso significava, simplesmente, correr.
Só quase a meio do caminho, quando já estava a suar em bica, e sem fôlego para continuar é que me caiu a ficha. “Mas que raio estás a fazer pá? Tens a mulher em casa à espera de ter uma criança e desataste a correr? Porque não chamaste um táxi? Ou foste de metro? Por este andar nem sequer consegues carregar a mala quando lá chegares”.
Bom, mas naquela altura era tarde demais. Mais um esforço e nova paragem. E outra. E outra. Numa delas aproveitei para ligar para a redacção a explicar porque tinha saído. Resultado: quando cheguei a casa parecia que tinha corrido a maratona. Ou tido uma criança. O esforço deve ser equivalente. A Isabel abriu-me a porta e ficou a olhar para mim sem saber o que dizer. Até que soltou um “o que aconteceu?” Com esforço lá soltei um “vim a correr, estás bem?”
Ela nem queria acreditar no que lhe estava a acontecer. Na verdade nem eu. “Vieste a correr? O que te passou pela cabeça? Tem calma que está tudo bem.” Lá sorri. Até me considero um tipo calmo, que não tem crises de stress. Mas ali, os papéis estavam invertidos. Por qualquer mistério da natureza humana, ela, a mãe, prestes a passar por uma experiência absolutamente nova e potencialmente assustadora, estava ali, maquilhada, “zen”, a dar-me toalhas para eu limpar o suor. E eu, o pai, que devia estar tranquilo e tinha dito a mim mesmo que era preciso manter a calma quando chegasse a hora, não conseguia parar de escorrer.
Foi assim que fomos para o hospital. Com ela a passar-me pequenas toalhas para esfregar o pescoço (enquanto eu tentava conduzir e respirar ao mesmo tempo) e a perguntar-me se EU estava bem. E foi nessa linda figura que lá chegámos: um tipo com uma enorme mancha de suor na camisa e uma mulher grávida perfeitamente tranquila. Não sei o que dá às mulheres. O instinto maternal que as leva a proteger as crias durante a vida também lhes deve injectar uma dose de calmante natural na altura do nascimento. Não será por acaso que é o que acontece nos filmes: os homens a deixarem cair a mala, nervosíssimos, quando são elas que vão ter de passar por tudo. Da minha parte pensava que era um cliché. E que, macho, não ia passar por isso. Enganei-me. Foi naquela terça-feira. Faz hoje dois anos. O dia é da Mariana. Mas este texto é para ti, Isabel.

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O Informador, ano um

Há exactamente um ano fiz o primeiro post neste blogue. Não sabia como ia correr. Nem se ia durar. Começou como uma simples experiência. Uma forma de complementar a actividade jornalística com todas as possibilidades que as novas tecnologias oferecem: fotos, videos, infografias, textos curtos, artigos longos, reportagens, opiniões, entrevistas. No fundo, um pouco de tudo. Sem amarras nem limitações. Com uma única preocupação: não ser um blogue umbiguista.

Sim. O Informador, como um jornal e uma revista devem ser, é feito para os leitores. Claro que o âmbito é limitado. Como está escrito no cabeçalho, aqui são tratados quatro tipos de assuntos: “jornalismo, média, actualidade nacional e internacional” (a excepção são os posts sobre o Benfica, mas mesmo esses podem ser considerados actualidade nacional ou internacional). Mas sempre com o objectivo de que quem aqui entre feche a página um pouco mais informado do que quando cá chegou. Espero tê-lo conseguido.

Como todos os projectos deste tipo, O Informador tem vindo a crescer aos poucos. Nos primeiros meses o número de visitas deixava-me com vontade de cortar os pulsos. Por várias vezes a tentação de parar foi grande. Mas, lentamente, o blogue foi crescendo. Primeiro graças ao Facebook e aos amigos que o divulgaram. Depois graças ao concurso nacional de blogues, promovido pelo Aventar, onde O Informador venceu o título de melhor blogue de 2012 na categoria de Comunicação e Média. No meio disto tudo tenho que agradecer a muitas pessoas. Pelos incentivos, pelas ideias, pelas colaborações. Não posso deixar de agradecer especialmente ao António Aly Silva que, através do Ditadura do Consenso, deu um grande contributo para este crescimento.

Em jeito de balanço, destes 365 dias ficaram:

  • 939 posts,
  • 202 mil pageviews, de 116 países.
  • 656 comentários
  • 1042 seguidores no Facebook
  • 56 no Twitter
  • 84 que recebem actualizações no email.

Os artigos mais lidos foram:

  1. As revelações de Manuel Monteiro sobre Paulo Portas
  2. O que os Estados Unidos pensavam de Rui Machete
  3. A nova vida de Marco Borges como treinador de guarda-costas
  4. Isabel dos Santos: a mulher mais rica de África
  5. O que eu vi e ouvi nas ruas de Lisboa 

Como escrevi há um ano, não sei quanto tempo O Informador vai durar. Nem em que moldes. A vida é feita de mudanças e evoluções. Quem sabe o que pode acontecer. Para já, fica o compromisso: continuar a fazer o que fiz até aqui, mais e melhor. Espero que continuem a gostar. Porque este blogue é para vocês. Obrigado.

Nuno Tiago Pinto

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Um jornal centenário que está a adaptar-se ao mundo digital

Towards the end of the 19th century, the City of London was close to the pinnacle of its power. It was, as one commentator remarked, the greatest shop, the greatest store, the freest market for commodities, gold and securities, the greatest disposer of capital and credit, and the world’s leading clearing house.

Yet something was missing. For all its imperial strut, the City lacked reliable sources of information. This was the context for the launch, in 1884, of The Financial News and, four years later, The Financial Times, the two newspapers that later merged to form the heart and soul of the modern FT.

É assim que começa o texto evocativo dos 125 anos do Financial Times, que se celebram hoje. Apesar de recuar às origens, o artigo assinado por Lionel Barber centra-se no último quarto de século do jornal cor-de-salmão: aqueles em que a globalização e a evolução tecnológica impôs maiores e mais profundas mudanças no funcionamento do diário britânico. Vale a pena ler, para compreender como o FT está a adaptar-se ao digital. A própria forma como o aniversário é assinalado é um excelente exemplo disso: fotogalerias, infografias animadas, histórias de bastidores contadas pelos colaboradores num blogue e, já agora, um vídeo. Parabéns.

Paulo Portas: 50 anos, 50 factos

1 – Nasceu a 12 de Setembro de 1962, de pés e com o cordão umbilical enrolado à volta do pescoço

2 – É filho do arquitecto Nuno Portas e da economista e escritora Helena Sacadura Cabral

3 – Quando era miúdo recebia a roupa do irmão, Miguel Portas, que era seis anos mais velho.

4 – Aos cinco anos já imitava os discursos de Marcello Caetano, nas Conversas em Família.

5 – Os pais separaram-se em 1967. Paulo Portas ficou a viver com a mãe.

6 – Tem como padrinhos de baptismo o arquitecto Nuno Teotónio Pereira e a escritora Maria Velho da Costa.

7 – Em adolescente discutia política com o ex-bastonário dos advogados António Pires de Lima.

8 – Estudou no Colégio S. João de Brito, seguindo uma tradição familiar.

9 – Criou o jornal Risos e Sorrisos.

10 – Jogava à bola, a defesa direito, e ia assistir aos jogos do Sporting em hóquei em patins.

11 – Com o 25 de Abril a mãe enviou-o algum tempo para França para não ser criado no ambiente da revolução.

12 – No pós-25 de Abril organizou no colégio debates sobre a liberdade de ensino.

13 – Aos 14 anos impressionou Sá Carneiro com uma carta com uma análise política. O futuro primeiro-ministro não acreditava que o texto tivesse sido escrito por um miúdo.

14 – Aderiu à JSD aos 15 anos. Passava as noites na sede do partido e discursou no congresso do hotel Roma.

15 – No mesmo ano publicou uma carta no Jornal Novo, intitulada “Três traições”. Os alvos eram Mário Soares, Freitas do Amaral e Ramalho Eanes.

16 – O presidente da República processou o autor da carta – não sabia que era um menor.

17 – Interrogado por um juíz, replicou a todas as perguntas com um “Não respondo”.

18 – Fuma intensamente desde a adolescência. Há pouco tempo trocou os SG Filtro pelo Lucky Strike.

19 – Quando Sá Carneiro era primeiro-ministro ia todos os dias ao gabinete do chefe de governo na Presidência do Conselho de Ministros. Às vezes ficava à conversa com o também líder do PSD.

20 – Em 1980, Sá Carneiro assinou a ficha de inscrição de Paulo Portas no PSD.

21 – Tirou o curso de Direito na Universidade Católica com média de 13 valores.

22 – Enquanto estudava começou a trabalhar em O Tempo, A Tarde e no Semanário.

23 – Em 1983 deixou o PSD desencantado com o rumo do partido após a morte de Sá Carneiro e depois de uma derrota numas eleições na JSD.

24 – No dia em que fez 25 anos, perguntou a Miguel Esteves Cardoso, então cronista do Expresso: “porque é que não fazemos um jornal?”

25 – O Independente saiu para as bancas em Maio de 1988. Paulo Portas era director adjunto.

26 – É pouco tolerante ao álcool.

27 – Em O Independente, enquanto o resto da redacção bebia whiskys e gins, Paulo Portas ficava-se pelos Dininteis [uma anfetamina que estimula o sistema nervoso central]

28 – Escreve sempre à mão, com canetas Futura azuis, de tinta permanente ou com lápis de arquitecto.

39 – Criou uma imagem de um tipo desinteressado que não tinha telemóvel, cartões de crédito ou multibanco e não mexia em dinheiro.

30 – No início da década de 1990 guiava um Mazda vermelho descapotável. Depois do Jaguar, hoje conduz um Jeep Tuareg.

31 – Como não gostava de perder tempo à procura de lugar o paquete do jornal funcionava como motorista.

32 – Ao fim-de-semana ia para as piscinas de hotéis de Lisboa ler os jornais estrangeiros.

33 – Preferia perder um amigo a uma notícia. Um dos casos foi o de Duarte Lima, amigo desde os tempos da Universidade Católica.

34 – Apoiou a candidatura de Freitas do Amaral à presidência da República, em 1985.

35 – No início dos anos 1990. aproximou-se de Manuel Monteiro de quem se tornou um conselheiro privilegiado.

36 – Para não se suspeitar da sua ligação ao CDS entrava para as reuniões no partido pelas traseiras da sede, no Largo do Caldas.

37 – Até ao último dias disse aos jornalistas de O Independente que não ia trocar o jornalismo pela política.

38 – Durante vários anos passou o fim-de-ano na Madeira, com a família de Manuel Monteiro.

39 – Durante muitos anos teve em Luís Nobre Guedes um dos seus melhores amigos. Hoje não se falam. O mesmo aconteceu com Manuel Monteiro.

40 – Antes de ir à televisão treinava as caras que fazia.

41 – Chegou a beber 16 cafés por dia.

42 – Não tem email e só aprendeu a enviar SMS graças à insistência da irmã, Catarina Portas.

43 – A secretária de casa é uma asa de avião – um Douglas Constelation – restaurada.

44 – Devora biografias e livros de história.

45 – Houve uma altura em que teve a obsessão do bronze: passava os dias na piscina do Sheraton, em Lisboa. Chegou a dirigir daí o CDS, via telefone.

46 – Começou a ir às feiras porque era a única forma de fazer campanha sem gastar dinheiro – que o CDS não tinha.

47 – Compra os fatos no alfaiate do Porto Augusto Saldanha, que é também autarca do CDS.

48 – Como a avó materna morreu no dia de Natal, a 23 de Dezembro sai sempre do país. Normalmente o destino é algum país com neve, para poder esquiar.

49 – Há anos que é envolvido em casos suspeitos: Moderna, submarinos e sobreiros. Nunca foi constituído arguído ou acusado.

50 – No parlamento, o nível das suas intervenções irritava solenemente Durão Barroso – com quem fez uma coligação de governo em 2002 – e, em O Independente, ignorava os telefonemas do então responsável da JSD, Pedro Passos Coelho – com quem hoje tem um acordo de governação.