Vendas de jornais e revistas: a luta pela sobrevivência continua

São os dados mais recentes da APCT: nos quatro primeiros meses do ano a maioria dos jornais e revistas nacionais perderam leitores em comparação com o mesmo período do ano passado.

No digital, depois de uma subida muito animadora ainda no ano passado, o Público voltou a descer para uma média de 15 mil exemplares – ainda assim superior às vendas em banca.

Os dados anteriores estão aqui.

Vendas em Banca Assinaturas Vendas em bloco Ofertas Circulação digital paga
Correio da Manha 103448 41 2075 3452 454
Jornal de Noticias 47398 4801 1787 1245 3206
Publico 14664 1957 4194 1327 15434
Diario de Noticias 10320 996 2673 819 1337
i 3975 71 467 122 56
Expresso 72057 309 6914 1070 17094
Sol 11939 73 8355 1505 33
Visao 23768 33066 12469 1276 3742
Sabado 26470 13673 8739 1473 1111
Diario Economico 3169 1771 3392 256 8332
Jornal de Negocios 1736 1394 3190 1124 3209

Vendas de jornais e revistas: tudo na mesma (a descer)

Para verem os números completos por categoria (vendas em banca, em bloco, assinaturas, ofertas e circulação digital paga) basta clicarem na imagem. Para comparação, os dados anteriores estão aqui.

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Vendas de jornais e revistas: a esperança no digital

Os mais recentes dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragens e Circulação continuam a não ser animadores para a imprensa tradicional – excepto para o Correio da Manhã que se mantém acima dos 100 mil exemplares vendidos diariamente. Entre Janeiro e Outubro de 2014, quase todos desceram as vendas em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os números discriminados são estes.

Vendas em Banca Assinaturas Vendas em bloco Ofertas
Correio da Manhã 109.866 36 1.962 3.549
Jornal de Notícias 52.476 4.419 1.660 1.787
Público 15.912 1.956 3.813 670
Diário de Notícias 12.182 967 2.084 1.155
i 3.498 218 363 79
Expresso 71.621 304 7.323 1.180
Sol 11.596 76 10.543 1.259
Visão 28.226 33.365 11.477 1.359
Sábado 33.263 12.605 8.622 1.552
Diário Económico 3.283 1.835 4.780 352
Jornal de Negócios 2.115 1.446 3.133 1.068

Por outro lado, há boas notícias aparentes na circulação digital paga. Nomeadamente no que diz respeito ao Público em que a soma das vendas em papel e no digital permitem superar a soma da circulação paga no mesmo período do ano passado. Por outro lado, a circulação digital do Expresso também aumenta bastante e ultrapassa os 12 mil exemplares. No entanto, no caso do semanário da Impresa, a APCT faz uma ressalva: como o jornal oferece aos compradores em papel um voucher para aceder à edição digital, não é possível saber exactamente quantos assinantes digitais pagaram realmente pelo acesso online. Ainda assim, são dados animadores.

Circulação digital paga
Correio da Manhã 229
Jornal de Notícias 3130
Público 7395
Diário de Notícias 1229
i 16
Expresso 12225
Sol 30
Visão 4246
Sábado 1023
Diário Económico 2524
Jornal de Negócios 2680

Os dados anteriores estão aqui.

Vendas de jornais e revistas: papel a descer, (algum) digital a subir

Em comparação com os primeiros seis meses de 2013, os jornais diários venderam menos 24.742 exemplares. Os semanários venderam menos 13.540. As newsmagazines venderam menos 23.856. Os económicos venderam menos 2.109. A descida parece imparável. A excepção são algumas vendas digitais. Neste campo há que assinalar a subida do Expresso, que está a aproximar-se das 10.000 assinaturas digitais. Para verem os dados detalhados das vendas em banca, em bloco, ofertas e assinaturas basta clicarem na imagem.

Vendas de jornais e revistas Many EyesAs vendas digitais estão neste gráfico.

Circulação Digital Paga Many Eyes

Os resultados do último ano e meio estão aqui.

O jornalismo à procura de uma salvação

Há cerca de um ano escrevi aqui isto: “As más notícias para o jornalismo português continuam. Pelo menos nos formatos tradicionais. As vendas de jornais e revistas em papel continuam a descer.” Hoje, as más notícias continuam. Só que os valores divulgados a semana passada são ainda piores. Exemplos: as vendas do Expresso em banca desceram para os 70 mil exemplares (menos 10 mil do que há um ano), as do Público para os 15 mil (menos dois mil), as do DN para os 12 mil (menos mil), a Visão para os 26 mil (menos três mil), a Sábado para os 29 mil (menos oito mil)  e por aí fora. Salva-se o Correio da Manhã que, apesar de ter perdido três mil leitores em banca continua acima da barreira dos 100 mil exemplares. Para verem os números detalhados, cliquem nesta imagem. 

Vendas dos jornais e revistas em 2014 Many EyesJá as vendas digitais continuam a subir. Lentamente, mas a subir. Destaque para o Público que praticamente duplicou as assinaturas digitais e para o Expresso que está prestes a atingir os nove mil assinantes. Os detalhes estão neste gráfico.

Circulação digital paga em Janeiro e Fevereiro de 2013 Many EyesOs números do último ano e meio estão aqui.

 

Vendas de jornais e revistas: mais um passo rumo ao abismo

É uma tendência que parece não ter fim à vista: em 2013 todos os jornais e revistas nacionais, sem excepção, perderam leitores em relação ao ano anterior. Nuns casos a situação é residual, em alguns é grave, e em outros é muito grave. O pior é que não parece haver uma solução. Nem cá, nem em lado nenhum. Para verem os dados detalhados, basta clicar na imagem.

Vendas dos jornais e revistas Many EyesE como de costume, os números da circulação digital paga continuam a ser insignificantes. Ora vejam.

Circulação digital paga Many Eyes
Os dados da APCT desde Novembro de 2012 estão aqui.

Vendas de jornais e revistas: e a tendência é…

… uma nova descida. Passaram mais dois meses desde o último boletim da APCT e a tendência continua a ser a mesma em relação aos números do ano passado: os principais jornais e revistas do país continuam a perder leitores. Algumas publicações têm ganho assinantes digitais, pagos. Mas esses números não chegam para compensar as perdas. Para terem uma noção detalhada, basta clicarem nas imagens. Os números anteriores estão aqui.

Vendas dos principais jornais e revistas Many Eyes

Circulação digital paga Many Eyes

Vendas de jornais e revistas: o costume, todos a descer

Nos primeiros oito meses do ano, todos os jornais e revistas nacionais perderam leitores em relação ao mesmo período do ano passado. Uns mais, outros menos. Haverá certamente leituras diferentes destes números. Uns darão importância às vendas em banca. Outros às assinaturas. Alguns vão focar-se nos valores digitais. É, aliás, aqui que se registam as poucas e quase insignificantes subidas. Para conhecerem os números detalhados (vendas em banca, vendas em bloco, assinaturas e ofertas) basta clicar neste gráfico.

Vendas detalhadas dos jornais e revistas portugueses

Para conhecerem os totais da circulação digital, fica aqui o registo.

Circulação digital paga entre Janeiro e Agosto de 2013 Many EyesOs dados recolhidos a partir de Novembro de 2012 estão aqui.

Vendas de jornais e revistas: as más notícias continuam

O cenário não é animador. Pelo contrário. As vendas dos principais jornais e revistas nacionais continua a descer, em comparação com o mesmo período do ano passado. O caso mais dramático é o do Jornal de Notícias: há pouco mais de cinco anos o diário da Controlinveste era líder e chegou a vender mais de 100 mil exemplares. Hoje mal passa dos 56 mil jornais vendidos em banca. Para analisarem os números completos e discriminados, entre Janeiro e Abril deste ano, basta clicar neste gráfico.

Vendas dos jornais e revistas nacionais

Nas vendas digitais, o Expresso continua a liderar logo seguido pelo Público. No entanto, no primeiro caso estamos a falar de seis mil assinaturas e no segundo de quatro mil. Quem quiser comparar todos estes números com os dados do ano passado, pode fazê-lo aqui.

Circulação digital paga Many Eyes

Vendas em papel a descer, vendas digitais a subir (pouco)

As más notícias para o jornalismo português continuam. Pelo menos nos formatos tradicionais. As vendas de jornais e revistas em papel continuam a descer. Para terem acesso aos números detalhados é clicar neste gráfico.

Vendas de jornais e revistas em Janeiro e Fevereiro de 2013

Nas vendas digitais os números estão a subir. No entanto, ainda são irrisórios. As comparações com os números do ano passado podem ser vistas aqui.

Circulação digital paga em Janeiro e Fevereiro de 2013 Many Eyes

As (más) vendas da imprensa portuguesa

Não há boas notícias. De acordo com os dados da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação, em 2012, todos os principais jornais e revistas portugueses venderam menos do que no ano anterior. No que toca à circulação impressa paga – que inclui vendas em banca, vendas em bloco e assinaturas – a maior queda foi protagonizada pelo Jornal de Notícias, que perdeu quase 13 mil exemplares. Nem o Expresso escapa a esta esta razia. Em 2012 o semanário da Impresa vendeu cerca de 10 mil exemplares a menos do que no ano anterior: desceu dos 100 mil para os 90 mil exemplares. O único que se mantém acima desta marca é o Correio da Manhã, com 120 mil jornais vendidos por dia. Para ver os números totais, é clicar neste gráfico.

Circulação paga dos jornais e revistas em 2012 e 2011 Many Eyes

Para quem quiser fazer uma análise detalhada aos números da cada publicação, ficam aqui as vendas discriminadas: em banca, em bloco, assinaturas e ofertas. Apesar do enorme crescimento em termos  percentuais, as vendas digitais continuam a ser residuais.

Vendas dos Jornais e Revistas entre Janeiro e Dezembro de 2012 Many Eyes

Vendas digitais: todos a subir (a questão é, para quanto?)

Para termos uma noção do que significam as vendas digitais em Portugal, é importante olhar para os números das vendas – não para as percentagens de crescimento. Depois dos números das vendas em papel, fica aqui a informação digital.

Vendas digitais nos jornais e nas revistas Many Eyes

Vendas na imprensa diária e semanária: todos a descer

Ontem foram conhecidos os últimos números da Associação Portuguesa de Controlo de Tiragem e Circulação (APCT). O período analisado, entre Janeiro e Outubro de 2012, mostra uma queda generalizada nas vendas dos jornais e revistas nacionais. Hoje, curiosamente (ou talvez não), o Correio da Manhã é o único diário a dar destaque aos dados da APCT. O Jornal de Notícias, o Público e o i não fazem qualquer referência aos números das vendas. Já o DN faz uma pequena notícia com uma particularidade: destaca o facto de ter sido o jornal que mais cresceu em percentagem na circulação digital paga. No entanto esquece de quantificar essa subida: de 126 para 272 exemplares.

Para quem quiser conhecer os dados ao detalhe – repartidos em vendas em banca, assinaturas, ofertas e vendas em bloco – é só clicar na imagem e explorar o gráfico interactivo. Os mesmos números relativos ao período entre Janeiro e Agosto estão aqui.

Vendas dos Jornais e Revistas entre Janeiro e Outubro de 2012 Many Eyes

Todos os números das vendas de jornais e revistas

Sempre que é dívulgado um boletim da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragens e Circulação (APCT), tornou-se hábito cada Órgão de Comunicação Social (OCS) fazer a sua própria interpretação dos números de forma a que aconteça uma de duas coisas:

– Que os seus números subam.

– Que os seus números subam mais do que o concorrente directo.

– Que, em caso de descida, a sua seja menor do que a do vizinho.

Há várias formas de fazer isso: seja através da valorização das vendas em banca (as que realmente reflectem a escolha dos leitores), das vendas totais e, mais recentemente, das vendas digitais (irrelevantes na maior parte dos casos, mas que servem para demonstrar “aumentos” gigantescos – em percentagem – em relação ao ano anterior).

Por uma questão de transparência, fica aqui um gráfico interactivo com as vendas dos principais jornais e revistas portugueses entre Janeiro e Agosto de 2012. Propositadamente foram excluídas as vendas e assinaturas digitais. Também não é feita uma comparação com os totais do período homólogo de 2011. Mas quem quiser pode analisar os números dos diferentes OCS. Todos os números. E tirar as próprias conclusões. É clicar na imagem.

Vendas de Jornais e Revistas Many Eyes