Aylan Kurdi e a polémica em redor de uma fotografia

O que têm em comum todas estas imagens? São chocantes, violentas e – à excepção da última – foram premiadas pelo World Press Photo. Todas elas cumpriram a mais nobre função do jornalismo: informar. Sobre uma realidade distante, um conflito longínquo, uma emergência humanitária ou uma atroz falta de humanidade. Chamaram a atenção para problemas que urgia (e, em alguns casos ainda urge) resolver. A imagem de Aylan Kurdi, o menino sírio encontrado morto numa praia da Turquia, entra nesta categoria. Ela contém em cada um dos seus pixels uma tragédia com que é necessário lidar – e solucionar de vez. Publicá-la (e a outras) é quase uma obrigação de qualquer orgão de comunicação social. Os leitores não entenderiam de outra forma.