Os campos de concentração do século XXI

O boom de drogas na China

O aumento brutal do consumo de dorgas sintéticas na China está a transformar a vizinha Birmânia num autêntico laboratório gigante de metanfetaminas que são depois transportadas clandestinamente para o destino. A Al Jazeera conseguiu entrar neste complexo sistema.

O sítio onde a liberdade não existe

© James Mackay

Entre 2008 e 2011, o fotógrafo James Mackay fotografou 50 dissidentes birmaneses com o nome de prisioneiros políticos escritos na palma das mãos – uma referência ao símbolo budista de coragem. O resultado é a exposição Even Though I’m Free, I Am Not, na Open Society Foundation. Um trabalho que vale a pena ver. Ficam aqui alguns exemplos.

©James Mackay

Tun Lin Kyaw é um antigo estudante que, em 2004, decidiu exigir, sozinho, em frente à Câmara Municipal de Rangoon, a libertação de Aung San Suu Kyi e de outros prisioneiros políticos. As torturas a que foi sujeito obrigaram-no a remover metade de um pulmão. Vive actualmente num campo de refugiados na fronteira com a Tailândia. Na mão tem escrito o nome de Aung Aung Oo, um amigo e membro da Liga Nacional para a Democracia que está a cumprir uma pena de 14 anos por distribuir panfletos.

© James Mackay

A prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, foi presa pela primeira vez em Julho de 1989. Ao todo, já passou mais de 15 anos em prisão domiciliária. Libertada em Novembro de 2010, continua a lutar pela democracia e liberdade na Birmânia, apesar das ameaças e repressão do regime. Na mão tem escrito o nome de Soe Min Min, um membro da Liga Nacional para a Democracia, preso em 2008 e condenado a nove anos de prisão por estar a rezar pela libertação de Suu Kyi.