As crianças soldados dos Zetas

O tráfico de droga mundial é controlado pelos cartéis mexicanos. Os Zetas são talvez o mais conhecido – e violento. Composto por ex-comandos, o grupo tem seguido uma estratégia de terror com uma componente cada vez mais importante: o recrutamento de crianças. São a “Geração Z”.

Presas por amor

No Afeganistão, muitas mulheres são presas por fugirem de casamentos combinados ou por casar contra a vontade dos pais. Esta é a história de uma dessas raparigas, contada pelo Center for Investigarive Reporting.

As viagens do “Toxic Joe”

Uma investigação conjunta do The Center for Investigative Reporting e do The Guardian revelou que, todos os dias, toneladas de resíduos tóxicos viajam no interior dos Estados Unidos para serem  tratados e eliminados mas que, em muitos casos, acabam por criar produtos químicos ainda mais tóxicos. A acompanhar o artigo está esta animação sobre as viagens de um produto perigo: o “Toxic Joe”.

Dos campos de batalha para a dependência de drogas

Depois de regressarem de uma ou várias comissões no Iraque e no Afeganistão, muitos antigos combatentes norte-americanos acabam por entrar numa nova batalha: a dependência de narcóticos. Como consequência do stress pós traumático ou de lesões físicas, os veteranos de guerra tornaram-se dos maiores consumidores de medicamentos: sejam analgésicos ou opiácios.  Muitos morreram de overdose. A investigação é do Center for Investigative Reporting e pode ser lida aqui.

As empresas que seguem o nosso rasto informático – sempre

Não é só a National Security Agency que recolhe informações pessoais sobre todos nós. Diariamente, inúmeras empresas servem-se dos meios legais ao seu dispor para saber um pouco mais do que fazemos, onde vamos, com quem vamos, o que compramos, e por aí fora. Esta é a história de Liz, um personagem criado pelo Center for Investigative Reporting para contar uma história. Na verdade, eu sou a Liz. Vocês Também. Somos todos.

Os empreiteiros do peixe

Longe vão os tempos em que o negócio da pesca se limitava ao pescador, vendedor e consumidor.

Os bastidores da história sobre o homem que matou Bin Laden

Os bastidores das notícias revelam muitas vezes detalhes interessantes sobre as histórias em si. É o caso da reportagem The Shooter, sobre o homem que matou Osama Bin Laden. Neste vídeo, o jornalista Phil Bronstein conta como o conheceu, como as conversas decorreram, primeiro ao telefone e depois acompanhadas de copos de whisky e ainda sobre a sua impressão sobre como o Seal norte-americano lida com a situação.

“Man, if it’s Osama Bin Laden, i’ll suck your dick”

esq030113cover2_lo-1

Há uns dias referi aqui a capa da Esquire com a reportagem do homem que matou Osama Bin Laden. Feita em colaboração com o Center for Investigative Reporting, a história é impressionante. Agora o CIR disponibilizou um vídeo feito com base nas entrevistas ao Seal que disparou o gatilho. O documentário é feito como se fosse o próprio a narrar os acontecimentos: os preparativos para a missão, a viagem para o Paquistão, a entrada no complexo de Abottabad, o disparo mortal, o regresso e o abandono a que foi sujeito por parte do governo norte-americano. É uma forma incrível e cativante de contar a história. Resta saber uma coisa: o militar que proferiu a frase que dá titulo a este post cumpriu a promessa?

O homem que matou Bin Laden está lixado

Este é o título da edição de Março da Esquire. Pela primeira vez, o Seal que eliminou o líder da Al Qaeda conta a sua história, explica ao detalhe o raide dos militares norte-americanos ao complexo de Abbottabad, no Paquistão e como se viu sem emprego, pensão ou protecção social quando regressou a casa. É uma história incrível, que resulta da colaboração da revista com o Center for Investigative Reporting, já disponível online.

esq030113cover2_lo-1

Começa assim: 

“The man who shot and killed Osama bin Laden sat in a wicker chair in my backyard, wondering how he was going to feed his wife and kids or pay for their medical care.

It was a mild spring day, April 2012, and our small group, including a few of his friends and family, was shielded from the sun by the patchwork shadows of maple trees. But the Shooter was sweating as he talked about his uncertain future, his plans to leave the Navy and SEAL Team 6.

He stood up several times with an apologetic gripe about the heat, leaving a perspiration stain on the seat-back cushion. He paced. I didn’t know him well enough then to tell whether a glass of his favorite single malt, Lagavulin, was making him less or more edgy.

We would end up intimately familiar with each other’s lives. We’d have dinners, lots of Scotch. He’s played with my kids and my dogs and been a hilarious, engaging gentleman around my wife.

In my yard, the Shooter told his story about joining the Navy at nineteen, after a girl broke his heart. To escape, he almost by accident found himself in a Navy recruiter’s office. “He asked me what I was going to do with my life. I told him I wanted to be a sniper.

“He said, ‘Hey, we have snipers.’

“I said, ‘Seriously, dude. You do not have snipers in the Navy.’ But he brought me into his office and it was a pretty sweet deal. I signed up on a whim.”

“That’s the reason Al Qaeda has been decimated,” he joked, “because she broke my fucking heart.”

I would come to know about the Shooter’s hundreds of combat missions, his twelve long-term SEAL-team deployments, his thirty-plus kills of enemy combatants, often eyeball to eyeball. And we would talk for hours about the mission to get bin Laden and about how, over the celebrated corpse in front of them on a tarp in a hangar in Jalalabad, he had given the magazine from his rifle with all but three lethally spent bullets left in it to the female CIA analyst whose dogged intel work and intuition led the fighters into that night.

When I was first around him, as he talked I would always try to imagine the Shooter geared up and a foot away from bin Laden, whose life ended in the next moment with three shots to the center of his forehead. But my mind insisted on rendering the picture like a bad Photoshop job — Mao’s head superimposed on the Yangtze, or tourists taking photos with cardboard presidents outside the White House.

Bin Laden was, after all, the man CIA director Leon Panetta called “the most infamous terrorist in our time,” who devoured inordinate amounts of our collective cultural imagery for more than a decade. The number-one celebrity of evil. And the man in my backyard blew his lights out.

ST6 in particular is an enterprise requiring extraordinary teamwork, combined with more kinds of support in the field than any other unit in the history of the U.S. military.

Similarly, NASA marshaled thousands of people to put a man on the moon, and history records that Neil Armstrong first set his foot there, not the equally talented Buzz Aldrin.

Enough people connected to the SEALs and the bin Laden mission have confirmed for me that the Shooter was the “number two” behind the raid’s point man going up the stairs to bin Laden’s third-floor residence, and that he is the one who rolled through the bedroom door solo and confronted the surprisingly tall terrorist pushing his youngest wife, Amal, in front of him through the pitch-black room. The Shooter had to raise his gun higher than he expected.

The point man is the only one besides the Shooter who could verify the kill shots firsthand, and he did just that to another SEAL I spoke with. But even the point man was not in the room then, having tackled two women into the hallway, a crucial and heroic decision given that everyone living in the house was presumed to be wearing a suicide vest.

But a series of confidential conversations, detailed descriptions of mission debriefs, and other evidence make it clear: The Shooter’s is the most definitive account of those crucial few seconds, and his account, corroborated by multiple sources, establishes him as the last man to see Osama bin Laden alive. Not in dispute is the fact that others have claimed that they shot bin Laden when he was already dead, and a number of team members apparently did just that.”

ap9812240332