O que se passa nos Açores?

Primeiro, os factos: os Estados Unidos reduziram a presença militar nas Lajes, tal como fizeram em muitas outros locais da europa, numa reformulação da presença de tropas americanas no mundo; a redução desse contingente na base das Lajes, teve efeitos directos na economia local; o governo regional e o governo nacional têm toda a legitimidade para procurar alternativas.

Ora, nas últimas semanas, uma delegação de várias dezenas de responsáveis chineses estiver na região a avaliar as possibilidades de investimento. Segundo o congressista americano, Devin Nunes, que escreveu uma carta ao secretário da Defesa dos Estados Unidos sobre o assunto, essas hipóteses centram-se na Base das Lajes e no porto de águas profundas da Praia da Vitória.

Ontem, o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, aterrou na ilha Terceira para uma escala técnica – que dura dois dias  – com a mulher e oito ministros, após um périplo pelo continente americano, que incluiu visitas à sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, Canadá e Cuba. Passaram a noite em Angra, foram a um concerto e, pelo meio, foram recebidos pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva e pelo presidente do governo regional dos Açores, Vasco Cordeiro.

Três dias antes do encontro, o MNE enviou uma informação às redacções a informar que o encontro com o líder chinês se enquadrava na preparação da visita do primeiro-ministro, António Costa, à China, em Outubro. Admito estar enganado, mas a experiência diz-me que, normalmente, esta preparação ocorre ao mesmo nível: director de política externa com director de política externa; secretário de Estado com secretário de Estado; ministro com ministro. Mas claro que podem haver excepções.

Questionados sobre um eventual investimento chinês nos Açores, ou sobre eventuais negociações a decorrer, o MNE e o Governo Regional optaram, deliberadamente, por ignorar as perguntas e remeter-se ao silêncio. Não confirmam, mas também não negam. O que permite deixar a pergunta no ar: o que se está a passar nos Açores, longe de todas as atenções?

Actualização: citado pela agência Xinhua, a agência oficial do governo chinês, Li Keqiang, disse que “Portugal é um bom amigo da China na União Europeia” e que as  relações entre os dois países foram intensificadas nos anos recentes com esforços de ambos os lados. Afirmou também que a China está disponível para “aprofundar a confiança política, aumentar o entendimento mútuo, aumentar a cooperação pragmática, estabelecer uma comunicação civil mais próxima com Portugal e diversificar a parceria estratégica entre os dois países”. O primeiro-ministro chinês disse ainda esperar que os dois lados continuem a “explorar o potencial para cooperar nas áreas da “energia, finança e oceanos”.

Em resposta, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, manifestou o desejo de Portugal aumentar as exportações de produtos agrícolas para a China e também “fortalecer a cooperação com a China nas áreas da energia, infraestruturas de transportes e logística” e, para além disso, cooperar com a China como parceiro em outras regiões como, por exemplo, em África. (sublinhado meu).

Actualização II: O governo negou, oficialmente, qualquer negociação com a China sobre as Lajes.

 

China's Prime Minister Li Keqiang visits Portugal

epa05558268 Chinese Prime-Minister, Li Keqian (2-R), with Azores Regional Government President, Vasco Cordeiro (R), during a visit to Terceira Island, Azores, Portugal, 27 September 2016. Li Keqian is on an official visit to Portugal. EPA/ANTONIO ARAUJO

 

Os 25 anos de Tiananmen

Em 1989, milhares de estudantes chineses juntaram-se em protesto na praça de Tiananmen. Um desses jovens, que enfrentou sozinho uma fila de tanques, tornou-se um ícone mundial – mesmo que não se saiba quem foi ele. Amanhã assinalam-se os 25 anos do massacre que pôs fim aos protestos – e que levou a uma série de reformas rumo ao capitalismo por parte do regime comunista.

Tiananmen: os chineses nunca viram esta fotografia

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Amanhã assinalam-se os 25 anos do massacre de Tiananmen – um acontecimento que, segundo a história oficial do governo chinês, nunca ocorreu. Uma simples pesquisa na internet com termos relacionados com o massacre não leva a lado nenhum: eles foram bloqueados nos motores de busca. Por isso, um quarto de século depois, a maioria dos chineses nunca viram a imagem icónica de um estudante desconhecido a fazer frente a uma fila de tanques. Queremos fazer algo sobre isso: é assinar a petição da Repórteres Sem Fronteiras.

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O reino das pequenas pessoas

É uma das atrações turísticas mais polémicas da China: uma comunidade de duendes. Fundado em 2009 nos arredores da cidade de Kunming, o parque já foi comparado a um jardim zoológico de humanos: os seus habitantes cantam, dançam e exibem as suas habilidades diariamente para os turistas. A revista Vice visitou-o. E mostra o que encontrou.

O novo ano chinês em 50 factos

Hoje, 31 de Janeiro, começa o ano do cavalo. Aqui ficam 50 factos interessantes sobre uma celebração que está a tornar-se mundial.

50 Unbelievable Facts About Chinese New Year [Infographic]

Explore more infographics like this one on the web’s largest information design community – Visually.

Leitura para o fim-de-semana: a fortuna escondida dos comunistas chineses

Há seis meses um pequeno grupo de jornalistas de várias nacionalidades reuniu-se em Hong Kong. Muitos não se conheciam. Tinham apenas uma coisa em comum: pertenciam ao International Consortium of Investigative Journalists. Estavam ali com uma missão: investigar os registos de cidadãos chineses numa base de dados gigantesca com os dados de clientes de offshores. Desde então tiveram de ultrapassar dificuldades linguísticas, diferenças horárias e a pressão das autoridades chinesas. O resultado foi publicado esta semana: quase 22 mil chineses – incluíndo 15 dos mais ricos do país – acumularam fortunas que esconderam em paraísos fiscais. A notícia foi divulgada pelos jornais portugueses, mas vale a pena ler o original.

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Leaked Records Reveal Offshore Holdings of China’s Elite

By Marina Walker Guevara, www.icij.org
“Close relatives of China’s top leaders have held secretive offshore companies in tax havens that helped shroud the Communist elite’s wealth, a leaked cache of documents reveals.

The confidential files include details of a real estate company co-owned by current President Xi Jinping’s brother-in-law and British Virgin Islands companies set up by former Premier Wen Jiabao’s son and also by his son-in-law.

Nearly 22,000 offshore clients with addresses in mainland China and Hong Kong appear in the files obtained by the International Consortium of Investigative Journalists.  Among them are some of China’s most powerful men and women — including at least 15 of China’s richest, members of the National People’s Congress and executives from state-owned companies entangled in corruption scandals.

PricewaterhouseCoopers, UBS and other Western banks and accounting firms play a key role as middlemen in helping Chinese clients set up trusts and companies in the British Virgin Islands, Samoa and other offshore centers usually associated with hidden wealth, the records show. For instance, Swiss financial giant Credit Suisse helped Wen Jiabao’s son create his BVI company while his father was leading the country.

The files come from two offshore firms — Singapore-based Portcullis TrustNet and BVI-based Commonwealth Trust Limited — that help clients create offshore companies, trusts and bank accounts. They are part of a cache of 2.5 million leaked files that ICIJ has sifted through with help from more than 50 reporting partners in Europe, North America, Asia and other regions.

Since last April, ICIJ’s stories have triggered official inquiries, high-profile resignations and policy changes around the world.

Until now, the details on China and Hong Kong had not been disclosed.

The data illustrates the outsized dependency of the world’s second largest economy on tiny islands thousands of miles away.  As the country has moved from an insular communist system to a socialist/capitalist hybrid, China has become a leading market for offshore havens that peddle secrecy, tax shelters and streamlined international deal making.

Every corner of China’s economy, from oil to green energy and from mining to arms trading, appears in the ICIJ data.

Chinese officials aren’t required to disclose their assets publicly and until now citizens have remained largely in the dark about the parallel economy that can allow the powerful and well-connected to avoid taxes and keep their dealings secret. By some estimates, between $1 trillion and $4 trillion in untraced assets have left the country since 2000.

The growing onshore and offshore wealth of China’s elites “may not be strictly illegal,” but it is often tied to “conflict of interest and covert use of government power,” said Minxin Pei, a political scientist at Claremont McKenna College in California. “If there is real transparency, then the Chinese people will have a much better idea of how corrupt the system is [and] how much wealth has been amassed by government officials through illegal means.”

Top-level corruption is a politically sensitive issue in China as the country’s economy cools and its wealth gap continues to widen.  The country’s leadership has cracked down on journalists who have exposed the hidden wealth of top officials and their families as well as citizens who have demanded that government officials disclose their personal assets.

In November, a mainland Chinese news organization that was working with ICIJ to analyze the offshore data withdrew from the reporting partnership, explaining that authorities had warned it not to publish anything about the material.”

O artigo completo está aqui.

Olá, o meu nome é XXX e sou viciado em… internet

Sim, a internet pode ser um vício.  Tanto que na China há centros de reabilitação para aqueles que não conseguem largar o computador – sobretudo para jogar online. A maioria dos pacientes são jovens, rapazes e são lá colocados pelos pais contra a sua vontade. Isto significa que estão presos. E seguem um regime quase militar. Este documentário do The New York Times, China’s Web Junkies, levanta um pouco o véu sobre essa realidade.

O boom de drogas na China

O aumento brutal do consumo de dorgas sintéticas na China está a transformar a vizinha Birmânia num autêntico laboratório gigante de metanfetaminas que são depois transportadas clandestinamente para o destino. A Al Jazeera conseguiu entrar neste complexo sistema.

Leitura para o fim-de-semana: uma experiência interactiva num conflito no Mar da China

Num recife do Mar da China, um velho navio com oito soldados filipinos a bordo tenta impedir a tomada das pequenas ilhas por forças chinesas. Estão cercados. Não podem saír dali. Ou entao já não voltam. Alimentam-se de peixe. Falam com a família uma vez por semana por telefone satélite. Mas não é só a história do conflito que faz este artigo valer a pena. Depois de Snow Fall, o The New York Times continua a liderar o processo das experiências interactivas. Todo este artigo é uma fusão de texto, vídeo, imagem e infografias animadas. Um exemplo do jornalismo do futuro: atractivo e de qualidade. Muita.

Sem nome

A Game of Shark And Minnow

By JEFF HIMMELMAN
Photographs and video by ASHLEY GILBERTSON
Produced by MIKE BOSTOCK, CLINTON CARGILL, SHAN CARTER, NANCY DONALDSON,TOM GIRATIKANON, XAQUÍN G.V., STEVE MAING and DEREK WATKINS

Ayungin Shoal lies 105 nautical miles from the Philippines. There’s little to commend the spot, apart from its plentiful fish and safe harbor — except that Ayungin sits at the southwestern edge of an area called Reed Bank, which is rumored to contain vast reserves of oil and natural gas. And also that it is home to a World War II-era ship called the Sierra Madre, which the Philippine government ran aground on the reef in 1999 and has since maintained as a kind of post-apocalyptic military garrison, the small detachment of Filipino troops stationed there struggling to survive extreme mental and physical desolation. Of all places, the scorched shell of the Sierra Madre has become an unlikely battleground in a geopolitical struggle that will shape the future of the South China Sea and, to some extent, the rest of the world.

In early August, after an overnight journey in a fishing boat that had seen better days, we approached Ayungin from the south and came upon two Chinese Coast Guard cutters stationed at either side of the reef. We were a small group: two Westerners and a few Filipinos, led by Mayor Eugenio Bito-onon Jr., whose territory includes most of the Philippine land claims in the South China Sea. The Chinese presence at Ayungin had spooked the Philippine Navy out of undertaking its regular run to resupply the troops there, but the Chinese were still letting some fishing boats through. We were to behave as any regular fishing vessel with engine trouble or a need for shelter in the shoal would, which meant no radio contact. As we throttled down a few miles out and waited to see what the Chinese Coast Guard might do, there was only an eerie quiet.

Bito-onon stood at the prow, nervously eyeing the cutters. Visits to his constituents on the island of Pag-asa, farther northwest, take him past Ayungin fairly frequently, and the mayor has had his share of run-ins. Last October, he said, a Chinese warship crossed through his convoy twice, at very high speed, nearly severing a towline connecting two boats. This past May, as the mayor’s boat neared Ayungin in the middle of the night, a Chinese patrol trained its spotlight on the boat and tailed it for an hour, until it became clear that it wasn’t headed to Ayungin. “They are becoming more aggressive,” the mayor said. “We didn’t know if they would ram us.”

We didn’t know if they would ram us, either. As we approached, we watched through binoculars and a camera viewfinder to see if the Chinese boats would try to head us off. After a few tense moments, it became clear that they were going to stay put and let us pass. Soon we were inside the reef, the Sierra Madre directly in front of us. As we chugged around to the starboard side, two marines peered down uncertainly from the top of the long boarding ladder. The ship’s ancient communications and radar equipment loomed above them, looking as if it could topple over at any time. After a series of rapid exchanges with the mayor, the marines motioned for us to throw up our boat’s ropes. Within a minute or two the fishing boat was moored and we were handing up our bags, along with cases of Coca-Cola and Dunkin’ Donuts that naval command had sent along as pasalubong, gifts for the hungry men on board.”

O artigo – ou melhor a experiência multimédia – está aqui.

Como o homem está a matar um dos maiores rios do Mundo

O Mekong é o Amazonas do Sudeste Asiático. Nasce nos Himalaias e atravessa oito países. Milhões de pessoas dependem do que o rio lhes dá para sobreviver. Mas as necessidades energéticas e a sucessiva construção de barragens (algumas com a altura da Torre Eiffel) já fizeram com que, em 2010, a água atingisse o ponto mais baixo dos últimos 50 anos. Há mais 19 a serem planeadas. Killing the Mekong é um documentário sobre o que está a acontecer discretamente do outro lado do mundo. As imagens são impressionantes.

Uma mudança de 250 milhões de pessoas. Na China, claro

O governo chinês quer retirar 250 milhões de pessoas dos campos que estão habituados a cultivar e enviá-las para complexos de apartamentos nas cidades. E tem um prazo para isso: nos próximos 12 a 15 anos. O objectivo é aumentar o crescimento económico através da urbanização do país. Este vídeo computorizado do The New York Times tenta mostrar o alcance desta mudança sem precedentes. Ele faz parte de uma reportagem mais longa que pode ser lida aqui.

Marco Borges: os chineses mostraram-lhe a sua outra face

Há alguns meses escrevi a história de como Marco Borges tinha mudado a sua vida radicalmente: arrumou a pasta de vendedor e foi para Israel fazer uma formação em, defesa pessoal e contra-terrorismo. Aquilo correu-lhe tão bem que nunca mais parou. Especializou-se, tornou-se instrutor e, na altura, estava a dar um curso de formação para guarda-costas na China. Era a segunda vez que o fazia e isso levou-o até a ser alvo de vários artigos internacionais, incluindo na revista Time.

Em Fevereiro deste ano, o Marco tinha nova viagem marcada para a China onde ia iniciar o terceiro curso. Desta vez, parece que levou com ele alguns portugueses que também quiseram fazer a formação de guarda-costas. Agora, vi no blogue do Fernando Esteves, parece que as coisas não correram tão bem. Os quatro terão sido agredidos, detidos e impedidos de completar a formação. Dois deles deram a cara e falaram ao Porto Canal.

Como é natural, quis saber o que tinha acontecido. Ontem enviei uma mensagem ao Marco Borges para saber se ele estava bem e o que se passou realmente. Ele não me respondeu directamente. Preferiu contar a história a todos. Foi esta a mensagem que deixou no seu mural no Facebook:

“Hoje chegarei à Suiça com o grupo de Portugueses que regressou juntamente comigo da China, para Concluirem a formação na sede da ISA International Security Academy na Europa(Suiça).
Esteja eu onde estiver como responsavel, nunca permitirei que Cidadãos Portugueses ou de outra Nacionalidade qualquer sejam alvo de Xenofobia e Racismo por parte seja de quem for.
O único comportamento que estes 3 Portugueses tiveram que seja digno de registo foi a sua máxima entrega e Generosidade em todos os exercicios e práticas durante o Curso.
A sua generosidade para com os restantes estudantes foi confundida com tentaivas de Humilhação (Segundo os responsaveis Militares Chineses que seguiam de muito perto a Formação dada por mim). E para que não fiquem quaisquer duvidas passo a explicar; O simples acto de os estudantes Portugueses carregarem às suas costas um estudante (que só por acaso era Chinês) que apresentava muitas dificuldades em concluir a prova sozinho, quando por mim era visto como Espirito de Equipa, Solidadriedade e Camaradagem. Já aos olhos dos responsáveis Militares Chineses era visto unica e exclusivamente como uma tentativa de os Portugueses mostrarem a sua supirioridade e com isto Humilharem os Chineses.
Sem conseguir perceber o porque de tal avaliação por parte das entidades Chinesas, tentei de seguida ser mais (para não dizer bastante mais) duro com os estudantes Portugueses, na tentativa de lhes fazer ver que independentemente de serem Portugueses não os estava a favorecer na minha avaliação como Instrutor Responsável, e ainda mais importante, a sua vontade de fazer e empenhamento nas tarefas era irrepreensível. Pois independentemente das dificuldades com que foram confrontados, sempre trabalharam em equipa e se ajudaram mutuamente sem nunca se queixar ou reclamar (O que me deixou extraordinariamente orgulhoso de ver tamanho espirito de corpo nestes 3 estudantes).
Pensando eu que depois de tamanha manifestação de Vontade, Espirito de Sacrificio, Espirito de Entre Ajuda, e Capacidade por parte destes estudantes a opinião dos Militares Chineses Mudaria…, bem a única coisa que mudou foi a inexplicável raiva e agressividade sempre que comunicavam com eles. Era bem explicita na expressão do seu olhar e na sua face.
Inclusive, nas provas individuais (que promovem a competitividade) fui confrontado com uma realidade que nunca tinha observado em parte alguma do Mundo.
Os Militares e Instrutores Chineses, Gritavam palavras de incentivo para os estudantes Chineses e Apupos aos estudantes de Outra Nacionalidade(Que por acaso eram Portugueses).
Assim que tal aconteceu, parei a instrução e chamei todos os Militares e Instrutores Chineses para uma reunião, onde lhes comuniquei que ali não existia nenhuma guerra de nacionalidades mas sim unica e exclusivamente um grupo de Alunos, que iria ter de nós toda a atenção e respeito como sempre tinha acontecido nos cursos anteriores.
Foram vários os episódios de tentativas de Humilhar este Grupo de 3 estudantes sempre que eu me ausentava. E era à noite no seu quarto que me relatavam tudo o que lhes tinha acontecido na minha ausencia.
No quarto dia sou informado pelos Militares Chineses que os Estudantes Portugueses não poderão participar na parte de Tiro e como tal não teriam a Certificação para Zonas de Alto Risco, curioso com os Motivos de tal mudança no planeamento, perguntei o Porque, ao que me responderam porque não, são estrangeiros e não podem!
Tudo bem disse eu, mas estes 3 estudantes pagaram para participarem em 3 Modulos, se não os podem fazer todos tenho de lhos comunicar imediatamente.
Quando comuniquei ao Davide, Miguel e Mário esta novidade (Alteração ou quebra Contractual) por parte da Empresa/Militares Chineses, logo me disseram que foram para a China fazer esta Formação com o objectivo de terminarem com exito todos os Módulos, e já fartos de serem alvos de tantas manifestações Racistas e Xenofobas por parte dos Militares e Instrutores Chineses comunicaram-me a sua intenção de abandonar a formação e de reclamarem o dinheiro pago por eles.
Concordei e apoei plenamente a sua decisão, e disse-lhes que na manhã seguinte iria falar com os responsaveis Militares e da Empresa para que lhes fosse restituido o dinheiro investido por eles, visto terem sido as Entidades Chinesas a Quebrar o Acordado e Anunciado.
Na manhã seguinte já na Academia Militar, peço para falar com os Responsaveis antes de iniciar a 1ª formação.
Os responsaveis chegam estranhamente e fortemente acompanhados por um grupo de Militares.
Reunimos e comunico-lhes o desagrado dos 3 estudantes estrangeiros façe à noticia de não poderem concluir todos os Modulos para os quais tinham pago e por isso tinham decidido abandonar a formação e pediam que lhes devolvessem o Dinheiro que tinham pago antecipadamente.
Esta simples noticia, que penso que todas as pessoas de bem compreenderiam, despoletou uma furia e raiva incompreensiveis e foi interpretada como mais uma forma de os estudantes estrangeiros Minimizarem as Autoridades Chinesas.
Não, nem pensar, eles estão na China e aqui quem manda ou decide seja o que for somos nós (era só tudo o que gritavam e repetiam vezes sem conta).
Calmamente tentei apelar ao seu bom senso dizendo-lhes que de facto não estavam a cumprir com o que tinha sido anunciado e que se no Futuro não quizessem ser rotulados de Pouco Sérios ou Mentirosos para toda a comunidade estrangeira tinham de tentar perceber o Ponto de vista dos estudantes Estrangeiros e devolver-lhes o Dinheiro que tinham pago.
Meus amigos foi o principio do fim, o individuo que está à minha frente quando acaba de ouvir a tradução tenta-me agredir de imediato, consigo impedi-lo e neutralizar e depois…………….
Recupero os sentidos já po Exterior, sinto o Frio e o conforto do alcatrão e ao sentir tanta pancada em simultaneo, procuro fazer a unica coisa sensata a fazer numa altura destas, tentar fechar o meu corpo e proteger pelo menos as partes mais vitais, e ao mesmo tempo gritava (Porquê? Porquê?…)
Quando se cansaram de me pontapear e espesinhar, lá me permitiram levantar, era surreal, nem vos consigo explicar o que sentia, estava cansado, coberto de sangue, e depois de ninguem me responder o porquê de tal estar a contecer, contei todos os elementos presentes olhando cada um nos olhos e disse-lhes que eram muito Bravos e Corajosos…….
Mais um arraial de Socos e Pontapés( Sinceramente pensei que tinha chegado a minha Hora, e só conseguia pensar ” É agora, Vai ser Agora ”
Amigos não querendo aborrecer-vos com mais do mesmo, digo só que durou muito mais do que eu pensava conseguir aguentar.
Quando se cansaram e acabaram de me espancar, disse-lhes que ia sair da Academia Militar pois precisava de me dirigir a um Hospital para tratar os ferimentos que tinha na minha cabeça.
Ao que me responderam de imediato que não, pois estava preso!
Preso? Porquê?
Porque sim, aqui não tens direito a nada e lembra-te deste ditado Chinês, “Se os Chineses cuspirem todos ao mesmo tempo a Europa Morre afogada!”
Estava exausto, e só disse ok tudo bem, mas por favor digam-me que os estudantes Portugueses estão bem. Não tive qualquer resposta e fui levado para a sala onde estive preso várias horas.
Este encarceramento só terminou quando um Alemão e um Francês que me auxiliavam no curso, procuraram por mim e deram comigo no estado em que estava.
Surpreendidos e revoltados perguntarm o que se tinha passado, primeiro pedi-lhes que se mantivessem calmos e contei-lhes o ocorrido.
Completamente surpreendidos com o que aacabaram de ouvir. disseram que iriam falar com o comanadante da Base, mais uma vez pedi-lhes que se mantivessem calmos, pois receava que lhes pudesse acontecer o mesmo que a mim.
Depois de me ouvirem lá concordaram que o mais sensato seria seguir o meu conselho e agir com calma.
Depois de falarem com o comandante da Academia Militar, regressaram e disseram que os estudantes Portugueses tambem estavam detidos, mas que tinham recebido autorização para me levarem ao Hospital e que os estudantes Portugueses Iriam ser transportados para o Hotel onde ficariam detidos no seu quarto até ordens em contrário.
Asssim que saio aos portões da Base Militar, peço aos meus dois colegas estrangeiros que me deixem no Hotel e não no Hospital, ” Mas Marco tu precisas de ser visto por um Médico!”.
Amigos por favor deixem-me no Hotel, tenho de ver se os estudantes Portugueses estão bem!
Quando chego ao Hotel, constato que estão no quarto mas sem qualquer tipo de vigilancia, e quando os vejo sinto um alivio por saber que estão bem.
Eles ficaram um pouco mais surpreendidos por me verem no estado em que eu estava, e foram eles que me ajudaram e prestaram os Primeiros Socorros.
Enquanto me ajudavam, relatavam ao mesmo tempo a experiencia que viveram, as Agressões, Rapto, Sequestro e acima de tudo a forma Desumana com que foram tratados pelas autoridades Chinesas – Sem Motivo ou Razão Alguma Para Tal!
Decidimos de imediato que visto não estar nenhum militar presente a vigiar-nos, tinhamos de sair do Hotel e da Vigilãncia e Controle deles.
Dirigimo-nos para o Aeroporto de Beijing, e tentá-mos apanhar o 1º voo para Portugal, e já em Portugal e em Segurança denunciaria-mos ás Autoridades Portuguesas o que Passámos e vivemos em Território Chinês.
Foi tudo o que se passou, mal chegamos, envia-mos uma queixa denuncia para o Ministerios dos Negocios Estrangeiros, e até agora nada…………
Comuniquei de imediato ao Presidente( Mirza David )da Entidade Israelita ISA International Security Academy que supervisiona e regula a minha actividade como Instructor tudo o que vos acabei de Contar e mais algumas coisas que não posso aqui publicar.

A sua resposta foi imediata, apoiou incondicinalmente a posição que tomei, lamentou a experiencia pela qual tive de passar e depois de saber que os estudantes Portugueses estavam bem disse-me que os levasse para a Sede Da ISA na Europa(Suiça) onde poderiam concluir gratuitamente a sua formação em Close Protection.
Este gesto atesta bem a Credebilidade e Seriedade desta Instituição de Ensino reconhecida Mundialmente como a melhor Entidade de formação na Area da Segurança e Contra Terrorismo.
Se o mesmo voltasse a acontecer, eu iria agir da mesma Forma!
A todos o meu muito Obrigado.

Semper Fi

Marco Borges”

Sendo assim, duvido que imagens como esta se voltem a repetir. Sobretudo, na China.

©Ed Jones/AFP/Getty Images

©Ed Jones/AFP/Getty Images

Beleza oriental, uma espécie em vias de extinção

A obsessão chinesa com o ocidente está a transformar os ideais de beleza orientais: as mulheres submetem-se cada vez mais a cirurgias plásticas para aproximarem as suas feições das das modelos ocidentais. Tanto que, hoje, a China já o segundo maior mercado de cirurgias plásticas do mundo, logo após os Estados Unidos. Como os homens são cada vez mais exigentes, há mulheres que chegam a pagar milhares de euros por cirurgias proibidas para aumentar o comprimento das pernas e assim aproximarem-se da média de alturas europeia. Aviso: algumas imagens podem ser impressionantes.

A batalha americana pelo mundo lusófono – e a ausência portuguesa da equação

Aos poucos, a administração de Barack Obama, tem voltado as suas atenções para a África Ocidental. Mais concretamente, para os países lusófonos. De acordo com o que, ontem, Nikolas Kozloff escreveu num blogue do The Huffington Post, Washington quer instalar uma base em Cabo Verde e outra em São Tomé e Príncipe. O objectivo será combater o tráfico de droga na região – sobretudo na Guiné-Bissau -, ter pontos de apoio para enfrentar a expansão do radicalismo islâmico em África, mas também estar numa boa posição para assegurar aos Estados Unidos uma parte do petróleo que pode ser descoberto no Golfo da Guiné e, dessa forma, diversificar as suas fontes energéticas. Neste último ponto, os norte-americanos têm a concorrência da China que nos últimos anos investiram fortemente em África e estão a usar a comunidade macaense que ainda fala português para chegar ao mundo lusófono. Mas o mais impressionante nesta análise é a ausência de Portugal como um actor relevante nesta estratégia de aproximação americana aos países da CPLP. Para parceiro privilegiado, Washington escolheu… o Brasil. O melhor é ler.

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“Washington and the Battle for the African Lusophone World”

With the winding down of the wars in Iraq and Afghanistan, Washington is turning its sights elsewhere. Quietly, the Obama administration is building up a vast array of military resources in West Africa, and specifically in Portuguese-speaking Lusophone countries. Reportedly, the Pentagon wants to establish a monitoring station in the Cape Verde islands, while further south in the Gulf of Guinea U.S. ships and personnel are patrolling local waters. Concerned lest it draw too much attention to itself, the Pentagon has avoided constructing large military installations and focused instead on a so-called “lily pad” strategy of smaller bases. In São Tomé and Príncipe, an island chain in the Gulf of Guinea and former Portuguese colony, the Pentagon may install one such “under the radar” base, and U.S. Navy Seabees are already engaged in construction work at the local airport.

Just why has the Obama administration invested so much time and effort in this corner of the globe? To be sure, controlling remote “lily pads” may come in handy in the battle against Islamist militants operating farther inland in such countries as Mali and Niger. Washington also wants to counteract drug smuggling emanating from West Africa, a volatile and politically unstable region. Guinea-Bissau, a former Portuguese colony, has in recent years turned into a cocaine hub, and the United Nations has called the country a “narco-state.” Guinea-Bissau is geographically situated at Africa’s most westerly point, and South American smugglers are thought to transport drug shipments from here on to Cape Verde and then to Europe.

Reportedly, Brazil has become South America’s largest net exporter of drugs to Africa. However, in recent years African traffickers have begun to produce methamphetamines and have muscled in on their Latin counterparts, wresting an increasingly large portion over the drug smuggling business. The Africans ship cocaine by sea and have assumed international control over cocaine exports as far away as the Brazilian city of São Paulo. Brazilian drug traffickers, meanwhile, are left with the domestic side of the business and are forced to sell coke to locals.

Oil Intrigue in the Gulf of Guinea

To be sure then, the U.S. is interested in patrolling West African waters in an effort to stem the tide of drug traffic. There may be other, less public reasons for the U.S. military buildup in the region, however. In an effort to ease its dependence on the volatile Middle East, the U.S. is looking elsewhere for its oil and is likely to receive a whopping 25 percent of its imported petroleum from Africa by 2015. Former American Vice Admiral and Deputy Commander of the U.S. Africa Command Robert Moeller has stated that protecting “the free flow of natural resources from Africa to the global market” is highly important, as well as forestalling oil disruption. What is more, the U.S. must now confront a rising China, a nation which is also interested in securing oil deposits in West Africa.

In its drive to acquire natural resources, China has been pursuing offshore oil exploration contracts in the politically unstable nation of São Tomé and Príncipe. In 2009, Chinese petroleum corporation Sinopec acquired Swiss company Addax which gave Beijing control over four oil blocs in the São Tomé and Príncipe-Nigeria joint development zone. The Sinopec purchase in the Gulf of Guinea made China the leading player in the São Tomé and Príncipe oil sector. Whether the islands will actually take off as a major oil producer is still unclear, though drilling is under way and commercial production is expected to begin within a few years.

If São Tomé and Príncipe take off as a major oil supplier, China will certainly be well positioned to reap maximum reward from the petroleum bonanza. However, Beijing will also have to reckon with a growing U.S. military profile on the islands. Recently, U.S. Navy Seabees have been renovating a boat ramp on São Tomé’s coast guard base and building a guard house on the premises. Meanwhile, the Pentagon and State Department have installed a new surface surveillance system on the islands. São Tomé and Príncipe is the first African nation to install the program and to integrate such technology into its overall maritime safety program.

A Growing Role for São Tomé and Príncipe

Meanwhile, politicians on the island have broached the idea of deepening security ties, and Washington is reportedly receptive to the notion. U.S. officials see the island chain as a lily pad or forward operating base staffed by several hundred troops. São Tomé and Príncipe could be a promising site, the Americans believe, since the islands are heavily Catholic and have no history of Islamic militancy. Recently, American Coast Guard cutters have been patrolling local waters in an effort to assess threats to oil access. Coming ashore, the crewmen then fix door hinges no less in a blatant public relations maneuver.

Needless to say, not everyone is thrilled about the contingency plans. Speaking to the Associated Press, one local legislator was under no illusions about the growing American presence. “Unfortunately,” he remarked, “Americans are interested in São Tomé because of oil, but São Tomé existed before that.” Former Prime Minister Guilherme Posser, meanwhile, says there should be greater transparency when it comes to military discussions. The notion of a base should be submitted to a national referendum, he argues.

The China-Macau Connection

Faced with a growing U.S. profile in West Africa, the Chinese have busily sought to counteract such influence. According to a sensitive U.S. diplomatic cable, Chinese immigrants advance the Asian Tiger’s business interests in the region by forming joint ventures with African firms. The influx of new Chinese entrepreneurs has been accompanied by “organized crime elements, which are involved in trafficking, smuggling, and other illegal activities.” Moreover, in a specific effort to counteract the U.S. in African Lusophone countries, Beijing has appealed to its own business community in Macau, a peninsula connected to the southern Chinese mainland. A former Portuguese colony, Macau reverted to Chinese rule in 1999.

Speaking with American diplomats, local contacts told the U.S. Consulate in Hong Kongthat Macau could be useful to China due to the former colony’s ties to the Catholic Church. To be sure, “more than a few” of Macau’s ethnically Portuguese residents had relocated to Portugal after the colony’s handover to Beijing, and only a very small percentage of local residents spoke Portuguese. Nevertheless, diplomats reported that “a comparatively high 7.6 percent of civil servants in the Macau government claim that Portuguese is their primary language [and] this has helped maintain the Macau government’s capacity to interface with Lusophone counterparts on behalf of Beijing.”

According to diplomatic cables, China hopes to take advantage of such cultural links and believes that Macau should “expand its economic and trade links with overseas Chinese communities” while also providing “a stable platform for China’s trade ties and linkages” with such Lusophone countries as São Tomé and Príncipe, Cape Verde and Guinea-Bissau. Beijing also hopes that Macau will extend ties to the tiny nation of Equatorial Guinea, a former Spanish colony located in the Gulf of Guinea and Africa’s only Spanish-speaking nation. Though American diplomats report that overall volume of trade between China and the Lusophone countries remains low, Macau could prove quite useful for Beijing in the coming struggle for West African resources.

Enter Brazil

Overstretched and facing budgetary constraints, the Pentagon may have difficulties containing China in far-flung corners of the globe. In an effort to overcome such disadvantages, the Obama administration has been turning to Brazil, a nation which has common cultural and historical ties to former Portuguese colonies in West Africa [for a longer discussion about the politics surrounding Brazil’s rising role see my earlier al-Jazeera column here]. Though Brazil has not been able to rival China’s economic presence, the South American newcomer has been deploying its corporations to Africa in the hope of cashing in on Africa’s oil boom and deepwater petroleum exploration.

Establishing cordial ties to Brasilia may be a shrewd move for Washington. Under former President Lula, Brazil did its utmost to establish links with São Tomé and Príncipe and recently the South American powerhouse wrote off the impoverished island’s debt. During his tenure, Lula traveled to Cape Verde to attend a summit meeting of the so-called Portuguese speaking countries, otherwise known as Comunidades dos Paises de Lingua Portuguesa [or CPLP]. While in Cape Verde, Lula sought to highlight Brazil’s long-standing social and economic ties and assistance programs with the island. In a further effort to extend its cultural influence, Brazil is backing Equatorial Guinea’s desire to join the CPLP.

Washington seems to hope that Brazil will act as an assistant policeman in West Africa so the Obama administration can avoid unnecessary political entanglements. There are some signs that Brazil, which seeks to guarantee its investments and the free flow of commerce, might just oblige. According to a recent article in the New York Times, Brazil has been training elite African forces at a remote military base in the Amazon. Meanwhile, the Brazilian Ministry of Defense, which wants to halt the spread of piracy, has pledged to donate aircraft to Cape Verde for maritime patrol duties.

Washington’s Wary Ally?

In West Africa, the Pentagon needs all the help it can get. The U.S. Coast Guard has been paying visits to Cape Verde and Equatorial Guinea, but oil facilities are considered vulnerable. In politically unstable Equatorial Guinea, some American oil platforms are protected not by the local government’s insignificant Navy but by private unarmed guards. Interviewed by the Associated Press, one U.S. military officer described Equatorial Guinea’s military authorities as “distant and standoffish,” speculating that the estrangement had to do with increasing Chinese influence in the troubled West African nation.

Coming to the aid of an ally, Brazil has trained U.S. military personnel at its own jungle warfare center. Meanwhile, U.S. ships perform joint exercises with the Brazilian Navy and both countries patrol the waters stretching from Rio de Janeiro to the Gulf of Guinea. Presumably, Brazil carries out such collaboration because it is concerned with maritime security and drug trafficking, though perhaps this South American newcomer also shares Washington’s concern over rising Chinese influence.

Whatever the case, Brazil seems perfectly happy for the time being to act in concert with the Obama administration. The question, however, is whether Brazil will view such collaboration as desirable in the long-term. Already, there have been strains in the U.S.-Brazilian relationship, and there may come a time when this up and coming South American nation may wish to carve out its own sphere of influence in the Lusophone world without any interference from outside powers.

Nikolas Kozloff is the author of Revolution! South America and the Rise of the New Left. Follow him on Twitter here.

A ameaça chinesa chega através da internet

Um grupo de hackers chineses acedeu a informações sensíveis sobre cerca de 24 dos mais modernos sistemas de armamento dos Estados Unidos. A informação consta de um relatório entregue ao Pentágono e a responsáveis do governo e da indústria de defesa norte-americana e foi divulgada pelo The Washington Post. Entre esses sistemas estão programas fundamentais como a defesa anti-míssil, aviões de combate e navios. Esta será apenas uma parte de uma campanha de espionagem levada a cabo pela China e que terá por objectivo diminuir a vantagem norte-americana no campo da defesa. A notícia completa pode ser lida aqui.

Chinese-Hackers-Attempt-To-Clean-Their-Online-Footprints

A vida quotidiana dos chineses – sem cartazes de Mao

Rian Dundon

Rian Dundon

O fotojornalista Rian Dundon chegou à cidade de Changsha, a capital da província de Hunan, na China, com o objectivo de ficar um ano. Estávamos em 2005. Ele tinha 24 anos. Começou por entrar nas rotinas diárias da cidade. Na altura não falava mandarim. Enfiou-se em becos e ruelas. Praticou skateboard. Comeu. Bebeu. Dormiu. Dançou.

Rian Dundon

Rian Dundon

Aos poucos, a lingua tornou-se familiar. Passou a ter companhia. A ir a festas. A frequentar o karaoke. Fez amigos. Acabou por ficar seis anos. Sempre a fotografar. O resultado foi a monografia de 244 páginas, Changsha, um conjunto de imagens pessoais, sobre a vida quotidiana na China.

Rian Dundon

Rian Dundon

Resta dizer que o projecto foi apoiado pela emphas.is, uma organização de apoio ao jornalismo através de crowdfunding. Vale a pena ver.

Ricos comunistas

O papel deles pode ser cerimonial e limitar-se a aprovar a legislação proposta pelo Partido Comunista Chinês. No entanto, é significativo que o parlamento da República Popular da China, que reúne duas semanas por ano no início de Março, tenha 83 bilionários. Sim, 83 pessoas cujas contas bancárias valem mais de mil milhões de dólares, representam o povo do maior país comunista do mundo. Para ler no Financial Times.

RPC

Liu Xiaobo, um Nobel atrás das grades

No final de 2009, o activista chinês Liu Xiaobo foi condenado a 11 anos de prisão. No ano seguinte foi galardoado com o prémio Nobel da Paz – o que o tornou o único laureado atrás das grades. Os anos passaram e a situação não mudou. Agora, a organização Repórteres Sem Fronteiras lançou uma campanha para recolher mais de 10 mil assinaturas a pedir a sua libertação. O texto da petição é este.

“Mr. Hu Jintao President of the People’s Republic of China

Dear President Hu,

The 2010 Nobel Peace Prize went to the jailed Chinese dissident Liu Xiaobo. This makes him the world’s only imprisoned Nobel Peace Laureate. He was arrested on 8 December 2008 and was sentenced on 25 December 2009 to 11 years in prison. To our knowledge, Liu has done nothing illegal and his activities have been limited to defending human rights and press freedom, in accordance with the Chinese constitution.

Liu is still in prison, despite having won the Nobel Peace Prize. We urge you to intercede quickly to obtain his release, the quashing of his conviction and the withdrawal of all charges pending against members of his family, especially his wife, Liu Xia, who is under house arrest in Beijing.

We appeal to you to do whatever is necessary to ensure that Liu Xiaobo is freed unconditionally before 10 December, the date of the Nobel award ceremony in Oslo. We also ask you to ensure that all prisoners of conscience in China are released, and that freedom of expression is guaranteed for all of its citizens.

Sincerely,”

Quem quiser assinar, pode fazê-lo aqui.

photoliu

Marco Borges: a aventura chegou a Espanha

Depois de ser notícia na Time, no USA Today e na revista Sábado, a aventura de Marco Borges na China como treinador de guarda-costas foi motivo de uma reportagem da espanhola RTVE. Em 1m25s assistimos aos detalhes dos treinos e também às explicações do português – que recebeu formação e se tornou formador na International Security Academy de Israel – sobre o que é ser guarda-gostas em ambientes de risco elevado.

O seu a seu dono: soube desta emissão através do Alter Ego.