Os trabalhos de Carlos Moedas até tomar posse

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A Comissão Junker

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Carlos Moedas com a pasta do Emprego e Assuntos Sociais

O site de assuntos europeus, euractiv, publicou esta madrugada um organigrama provisório da futura Comissão Europeia, onde Carlos Moedas fica com a pasta do Emprego e Assuntos Sociais. É esta a composição.

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Uma verdadeira boa notícia para Portugal

Nos últimos anos, Durão Barroso e António Guterres ganharam notoriedade internacional ao chegar ao topo de organizações internacionais como a Comissão Europeia e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Na altura em que os respectivos mandatos se aproximam do fim, ambos tem sido indicados como potenciais candidatos ao cargo de secretário-geral da Organização das Nações Unidas. Barroso também já terá sido falado para ocupar o lugar de Herman Van Rompuy como presidente do Conselho Europeu.

A acontecer, qualquer das nomeações seria prestigiante para Portugal. Mas – há sempre um mas – nos últimos anos, sempre que a questão se coloca, esta apetência por cargos de chefia internacional tem sido muito comentada nos bastidores da diplomacia, e não pelas melhores razões. Portugal é normalmente acusado de (à boa maneira portuguesa), ao contrário da maioria dos países, descurar a ocupação de cargos de chefia intermédia nestas instituições e de só pretender chegar ao topo.

A maioria dos países faz o contrário: primeiro forma funcionários competentes, depois apoia a sua entrada nas instituições internacionais como quadros intermédios e só em seguida trabalha para a sua promoção e colocação em cargos chave que lhes permitam exercer a sua influência em prol dos respectivos países. Portugal não. A norma é querer logo mandar. Não só por isso, mas também por isso, é de saudar a nomeação de Fernando Frutuoso de Melo para o cargo de director-geral do Desenvolvimento e Cooperação da Comissão Europeia (CE). Quadro da CE desde 1987, Frutuoso de Melo conta com uma longa experiência e passagem por diversas direcções-gerais até chegar ao maior serviço da CE. A notícia é da Lusa e está no site do Público.

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“A Comissão Europeia nomeou esta quarta-feira Fernando Frutuoso de Melo para director geral do Desenvolvimento e Cooperação, ficando assim um português à frente da maior direcção geral do executivo comunitário, com serviços em mais de 120 países terceiros.

Frutuoso de Melo, de 57 anos, e funcionário na Comissão Europeia desde 1987, será o único português entre os 38 directores gerais da Comissão Europeia, que conta com mais de 35 mil funcionários, e passará a liderar a direcção responsável pela formulação das políticas de desenvolvimento da União Europeia e pela definição das políticas sectoriais na área das ajudas externas, com o objectivo de reduzir a pobreza no mundo, assegurar desenvolvimento sustentável e promover a democracia, a paz e a segurança.

A direcção geral do Desenvolvimento/Europe AID tem serviços em Bruxelas e em mais de 120 países terceiros, na Europa de Leste, Mediterrâneo Sul e Este, Africa, América Latina, Caraíbas e Pacífico.

Segundo uma nota divulgada em Bruxelas pela Comissão, esta quarta-feira, Frutuoso de Melo colheu uma vasta experiencia em diversos sectores das políticas comunitárias, tendo vindo a assumir importantes responsabilidades de gestão.

Durante dez anos trabalhou na Direcção-Geral do Desenvolvimento, em que foi nomeado chefe de unidade em 1993, tendo também passado pela Direcção-Geral das Pescas e pela dos Recursos Humanos. Em 2004, integrou o gabinete do então Comissário do Alargamento, Olli Rehn, em 2006 foi nomeado director no secretariado-geral da Comissão Europeia, ficando a seu cargo as relações com o Parlamento Europeu, três anos depois, em 2009, assumiu funções de chefe de gabinete adjunto do presidente da Comissão, Durão Barroso, e, finalmente, em Maio de 2012, foi nomeado director-geral adjunto dos Recursos Humanos.”