A resignação de Richard Nixon – contada pelo próprio

Na última semana, a Richard Nixon Foundation tem divulgado uma série de entrevistas dadas pelo ex-presidente norte-americano em 1985 e que, até agora, foram mantidas em acesso restrito. Nelas, o 37º presidente dos EUA discute o caso Watergate, fala da decisão de resignar, das famosas gravações com as conversas na casa branca e do último dia no cargo.

Quando Larry King achou que ser jornalista tinha… privilégios

Já aqui referi o trabalho feito pelos estúdios Blank on Blank na recuperação de entrevistas a personagens famosos através de uma nova roupagem digital. Algumas são a figuras históricas, como Fidel Castro. Outras a estrelas pop, como Kurt Cobain. Algumas a figuras do jornalismo, como Larry King que, aqui, conta como uma vez foi seduzido ao telefone – e o resultado hilariante desse episódio. Vale mesmo a pena. É delicioso.

Paulo Portas: “Não me rendo ao dr. Cavaco e estou-me nas tintas para as benesses que ele me pode dar”

A memória é uma coisa tramada. No início da década de 1990 a RTP tinha um programa chamado B.I. Numa das emissões, o entrevistado foi o então director de O Independente, Paulo Portas. Para além do tom de voz, há uma série de frases memoráveis que assumem todo um outro significado quando analisadas à luz dos mais recentes acontecimentos. Sobre política, jornalismo, políticos e muito Cavaco Silva. Destaco algumas:

“Os partidos são uma maçada”

“Os quadros dos partidos normalmente são muito medíocres. Não têm mais nada que fazer na vida e fazem aquilo para subir na vida.”

“Para o CDS daqui a pouco já não se vai de certeza.”

“Não tenho nenhumas ambições políticas.

Gosto muito de política mas nunca farei política.”

“O dr. Cavaco Silva é, em primeiro lugar, o puro produto do fenómeno carismático em Portugal e em segundo lugar da total inexistência de correntes de opinião política em Portugal. O dr. Cavaco Silva é tudo e o contrário de tudo.”

“Os políticos tem um código hipócrita.”

“A direita política é um cemitério. Há-de se descobrir um dia um líder que não seja parecido com todos os chefes de direita que houve em Portugal e que não seja igual ao dr. Cavaco.”

“Não me rendo ao dr. Cavaco. Não penso como ele, não sou como ele, nem quero ser como ele, nem pensar como ele. E estou-me nas tintas para as benesses que ele me pode dar. Não me rendo.”

O melhor é ver:

O Mundo de Amanhã: Hezbollah propôs à oposição síria negociar com Assad

Na primeira entrevista da série “O Mundo de Amanhã”, o fundador do WikiLeaks entrevista o líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah. Este é uma parceria de O Informador com a Pública, Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo. O projecto foi desenvolvido pelo WikiLeaks em parceria com o canal Russia Today.

Por Agência Pública

“Você lutou contra a hegemonia dos Estados Unidos. Alá ou a noção de Deus não é o máximo superpoder?”, pergunta Julian Assange ao secretário-geral do Hezbollah. A pergunta, que soa ainda mais provocadora numa altura de protestos no Médio Oriente contra o vídeo que satirizava o profeta Maomé, resume a postura do criador do WikiLeaks na primeira – e polémica – entrevista da série “O Mundo de Amanhã”. Nela, Assange entrevista pensadores, activistas e líderes políticos em busca de ideias que podem mudar o mundo.

O partido Hezbollah é membro do governo libanês, mas o seu braço militar foi descrito como “a guerrilha mais eficiente do mundo”. Sob a liderança de Nasrallah, o Hezbollah administrou a retirada das tropas israelitas do sul do Líbano no ano 2000 e a vitória táctica sobre Israel na guerra de 2006. Sayyed Nasrallah foi nomeado uma das pessoas mais influentes do mundo pelas revistas norte-americanas Time e Newsweek. A sua reputação alcança diferentes divisões sectárias e países, e ele é reverenciado ou vilipendiado por milhões de pessoas no Médio Oriente e em todo o mundo.

Esta é a primeira entrevista de Nasrallah feita em inglês numa década. Enquanto os conflitos aumentam no Médio Oriente, Assange aborda temas difíceis como a posição do Hezbollah – visto como um grande aliado do regime de Assad – no conflito da Síria. “Somos amigos da Síria, mas não agentes da Síria”, responde o libanês, antes de revelar que o Hezbollah procurou sectores da oposição síria para pedir que dialogassem com Assad, sem sucesso.

Impossibilitado de deixar a Inglaterra, onde estava em prisão domiciliária, Assange entrevista Nasrallah através de um videolink na casa onde esteve por mais de 500 dias. Por sua vez, Hassan Nasrallah é entrevistado na sede do Hezbollah no Líbano, cuja localização exata é mantida em segredo por segurança. É lá que ele trabalha sob constante medo de ser assassinado por diferentes grupos e Estados.

Assista à entrevista, ou clique aqui para fazer download do texto completo.

Julian Assange entrevista o líder do Hezbollah

É hoje. A partir das 22h, O Informador, em parceria com a Pública – Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo, transmite a primeira das 12 entrevistas realizadas por Julian Assange para o projecto The World of Tomorrow. 

O primeiro entrevistado deste projecto – realizado pelo WikiLeaks em parceria com o canal Russia Today – é o líder do  Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah. Esta é a primeira entrevista em inglês que Nasrallah dá em mais de 10 anos. Foi feita por satélite e ambos estavam em locais secretos: Assange fazia as perguntas da sua casa temporária no campo, no Reino Unido e Nasrallah num quartel general do Hezbollah, onde está protegido 24h por dia com receio de ser assassinado.

Nomeado  pela Time e pela Newsweek uma das pessoas mais influentes do mundo e idolatrado por milhões de pessoas no Médio Oriente, Hassan Nasrallah levou o Hezbollah, mais conhecido pelas suas acções terroristas e tácticas de guerrilha, ao governo do Líbano.

O Mundo de Amanhã

A partir desta quarta-feira, 3 de Outubro, O Informador vai transmitir em exclusivo, em Portugal, a série de 12 entrevistas realizadas por Julian Assange para o projecto The World of Tomorrow. Produzidos pelo Wikileaks em parceria com o Canal RT, da Rússia, os episódios, de 30 minutos cada, serão emitidos todas as quartas-feiras, às 22h.

Neste projecto, Julian Assange entrevista líderes políticos, activistas e pensadores à procura de novos rumos para o mundo. Entre eles estão o intelectual Noam Chomsky, o líder do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, o novo presidente da Tunísia, Moncef Marzouki e o presidente do Equador Rafael Correa. Foi durante esta entrevista ao líder sul-americano que os dois se aproximaram antes do pedido de asilo na embaixada do Equador em Londres.

Esta iniciativa resulta de uma parceria de O Informador com a Pública – Agência de Reportagem e Jornalismo Investigativo com queremos continuar a desenvolver projectos. A lista de entrevistados é a seguinte:

3 de Outubro: Sayyed Hassan Nasrallah, líder do partido Hezbollah.

10 de Outubro: Slavoj Žižek, filósofo, dissidente do regime de Tito e director internacional do Centro de Humanidades Birkbeck, da Universidade de Londres; e David Horowitz, intelectual conservador americano e Director do David Horowitz Freedom Center.

17 de Outubro: Moncef Marzouki, presidente da República da Tunísia

24 de Outubro: Nabeel Raja, activista político e opositor ao regime do Bahrain  e Alaa Abd El-Fattah, activista político egípcio, programador e blogger.

31 de Outubro: Moazzam Begg, director da Cageprisioners e ele próprio um ex-detido em Guantánamo e Asim Quresh, advogado e director executivo da Cageprisioners

7 de Novembro: Rafael Corrêa, presidente do Equador.

14 de Novembro: Alexa O’Brien, David Graeber, Naomi Colvin, Aaron Peters e Marisa Holmes, líderes do movimento Occupy

21 de Novembro: Jacob Applebaum, Andy Mueller-Maguhn e Jeremie Zimmermann,  ciberativistas

28 de Novembro: Jacob ApplebaumAndy Mueller-Maguhn Jeremie Zimmermann,  ciberativistas, parte 2

5 de Dezembro: Imran Khan, antigo campeão de cricket e líder do partido paquistanês Tehreek-e-Insaf

12 de Dezembro: Noam Chomsky, linguista, filósofo e intelectual e Tariq Ali, historiador militar paquistanês

19 de Dezembro: Dato’ Seri Anwar bin Ibrahim, líder da oposição ao governo da Malásia.