Informação útil: como tirar uma selfie perfeita

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How To Take A Better Selfie

As imagens que a Coreia do Norte quer manter em segredo

O fotógrafo Eric Lafforgue esteve seis vezes na Coreia do Norte. Em todas tirou fotografias que lhe pediram que apagasse. Segundo os guias, podiam dar uma imagem enganadora do país ou, simplesmente, porque não é permitido tirá-las. E as circunstâncias proibidas são muitas: não se podem registar imagens de soldados, de pobres, de casas degradadas, de luxo ou de pessoas com fome. Sobretudo, não se podem divulgar imagens da vida comum dos norte-coreanos. Estas são apenas algumas delas.

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Muitas outras imagens, com as respectivas explicações, estão aqui.

LIFE With Hillary: Portraits of a Wellesley Grad, 1969

Hillary Clinton, ainda uma promissora estudante longe de imaginar que seria primeira dama e candidata presidencial, fotografada em 1969 pela revista Life. São imagens que vale a pena ver

Lee Balterman—Time & Life Pictures/Getty Images

Lee Balterman—Time & Life Pictures/Getty Images

A história do presente

Nove fotógrafos de todo o país propuseram-se a registar em fotografia e em vídeo os resultados dos sucessivos cortes impostos na sociedade portuguesa. O objectivo é criar um documento visual que sirva de memória dos dias de hoje para as gerações futuras. Chama-se Projecto Troika. Já tem um site. Mas eles querem também lançar um livro, fazer uma exposição e editar um filme em DVD que registe as transformações que estamos a viver. Para isso precisam de reunir 15 mil euros através de donativos. Cada contribuição terá um retorno – conforme a sua dimensão. Se não conseguirem alcançar o objectivo, devolvem o dinheiro. Espreitem. E apoiem, se possível. 

Fotografar a cara do terrorismo

A 19 de Abril de 2013, quatro dias após os atentados de Boston, as autoridades intensificaram as buscas aos suspeitos de terem colocado as bombas no final da maratona da cidade. Ao final da tarde, Dzhokhar Tsarnaev foi localizado no interior de um barco. No local, havia apenas uma câmara fotográfica: a do sargento da polícia Sean Murphy. As imagens foram mantidas em segredo. Até que a Rolling Stone fez capa com uma imagem retirada do Facebook de Tsarnaev. Sean Murphy ficou revoltado. E enviou – contra as ordens superiores – as imagens da captura do terrorista à Boston Magazine. Resultado: acabou desempregado. No final do ano passado deu uma das primeiras entrevistas à Time. Para além de recordar todo esse dia, comenta uma imagem icónica: a de Tsarnaev a sair do barco, ensanguentado, com uma mira a laser apontada à testa.

Os dois lados de uma fotografia

São duas imagens, do mesmo acontecimento, recolhidas de ângulos diferentes. A primeira mostra Fabienne Cherisma, uma rapariga haitiana de 14 anos, assassinada a tiro pela polícia depois de ser apanhada a roubar quadros após o terramoto no Haiti em Janeiro de 2010. A imagem valeu ao fotojornalista Paul Hansen o prémio de fotografia sueca do ano, em 2011.

Foto: Paul Hansen

Foto: Paul Hansen

A segunda imagem, de Nathan Weber, mostra a mesma rapariga, mas de um outro ângulo: rodeada de fotógrafos.

Foto: Nathan Weber

Foto: Nathan Weber

Quando foram divulgadas, as imagens provocaram um debate na Suécia sobre a ética jornalística e a necessidade de divulgação da segunda fotografia. Já passaram uns anos, mas a questão ética continua actual: o segundo retrato devia ter sido publicado? E se sim, merecia mais o prémio de imagem do ano do que a primeira?

Leitura para o fim-de-semana: os índios invisíveis

Sebastião Salgado é uma espécie de Deus da fotografia. O veterano repórter brasileiro já ganhou uma quantidade incrível de prémios de fotografia e publicou inúmeros livros com o seu trabalho. Para o seu último projecto, registar a resistência dos cerca de 400 Awá que vivem no que resta da floresta Amazónia no Maranhão ao avanço dos madeireiros, convidou a jornalista Miriam Leitão a viajar até à aldeia de Juriti. O resultado foi a publicação de uma série de reportagens na edição dominical de O Globo. Agora, o jornal disponibilizou na sua versão online um site especial que complementa essas reportagens. Chamou-lhe Paraíso Sitiado. Além dos textos, há fotografias e vídeos sobre índios Awá, o seu quotidiano e a sua cultura. As imagens, como não podiam deixar de ser, roçam a perfeição.

© Sebastião Salgado/Amazonas Images / O Globo

© Sebastião Salgado/Amazonas Images / O Globo