Imagens do fim do mundo

O Uygar Simsek é um fotógrafo turco. Dos bons. Muito bons. É dele a foto de Mário Nunes, o primeiro português a voluntariar-se para combater o grupo terrorista Estado Islâmico ao serviço das milícias YPG, no curdistão sírio que fez capa da Sábado. Ele voltou lá  recentemente. Este é o seu mais recente trabalho. Vejam que vale a pena. Fotojornalismo de excelência.

The town of Nusaybin, in southeastern Turkey, is one of the places the YPS/YPS-J forces have declared autonomy from the…

Publicado por MOKU em Sexta-feira, 18 de Março de 2016

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Uma pessoa, seis imagens

Isto é muito cool: como aquilo que achamos saber sobre uma pessoa influencia a forma como a retratamos no jornalismo. Neste caso, na fotografia. Mas o mesmo princípio também se poderá aplicar à escrita. Para reflectir.

Aylan Kurdi e a polémica em redor de uma fotografia

O que têm em comum todas estas imagens? São chocantes, violentas e – à excepção da última – foram premiadas pelo World Press Photo. Todas elas cumpriram a mais nobre função do jornalismo: informar. Sobre uma realidade distante, um conflito longínquo, uma emergência humanitária ou uma atroz falta de humanidade. Chamaram a atenção para problemas que urgia (e, em alguns casos ainda urge) resolver. A imagem de Aylan Kurdi, o menino sírio encontrado morto numa praia da Turquia, entra nesta categoria. Ela contém em cada um dos seus pixels uma tragédia com que é necessário lidar – e solucionar de vez. Publicá-la (e a outras) é quase uma obrigação de qualquer orgão de comunicação social. Os leitores não entenderiam de outra forma.

World Press Photo: o amor venceu as imagens de violência

Mads Nissen, fotógrafo dinamarquês, venceu a 58ª edição do World Press Photo, com uma imagem de Jon e Alex, um casal homossexual de São Petersburgo. A fotografia faz parte de um projecto em que Mads Nissen quer denunciar a homofobia que se vive na Rússia. A lista completa dos galardoados deste ano está aqui.

Foto: Mads Nissen

Foto: Mads Nissen

A batalha de Kiev

Hoje, em Kiev, o dia foi assim. Para ver a galeria completa no site da The Atlantic.

Foto: Sergey Gapon/AFP/Getty Images

Foto: Sergey Gapon/AFP/Getty Images

O condomínio

O Bruno Colaço é um fotojornalista freelancer, natural de Vila Franca de Xira. Conheci-o em 2008, quando ele estava a cobrir o Euro 2008, para o Correio da Manhã – jornal onde continua a trabalhar. No ano passado, em paralelo, começou um projecto de documentário fotográfico sobre a crise financeira e centrou-se num único ponto: o condomínio Bella Guarda, em Vila Franca de Xira. Apresentado em 2006, seria um empreendimento de luxo com uma vista privilegiada sobre o rio Tejo e a Lezíria, piscina, mini-golf, parque infantil, entre outras coisas. Seria. Não foi. A construção nunca terminou devido à falência da construtora. E o espaço foi sendo ocupado por sem-abrigo. Foi o dia-a-dia destas pessoas que o Bruno documentou. E bem. Chamou-lhe The Condo. O resultado pode ser visto aqui. 

Foto: Bruno Colaço

Foto: Bruno Colaço

A Operação Condor (e o João Pina) no The New York Times

Para além do livro sobre a Operação Condor, que deverá ser publicado em breve, o João Pina será um de cinco fotojornalistas que, entre 29 de Janeiro e 3 de Outubro vai ter o seu trabalho exposto na Open Society Foundation, em Nova Iorque. Para esta nova série do projecto Moving Wallsa Open Society recebeu mais de 360 candidaturas de todo o mundo. E a escolha do trabalho do João sobre o plano de seis ditaduras da américa latina para eliminar adversários políticos, levou o Lens, o blogue do The New York Times dedicado à fotografia e vídeo a entrevistá-lo para conhecer melhor este projecto. Parabéns, João.

Foto: João Pina

Foto: João Pina