Traficantes e terroristas

Lembram-se disto? A relação não é directa – mas existe e é importante.

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Bissau na rota do terrorismo

Um relatório do Serviço de Informações de Segurança da Guiné Bissau indica a vulnerabilidade do país e a fragilidade das estruturas estatais abriram a porta à “proliferação desenfreada de seitas muçulmanas”, à “construção descontrolada” de mesquitas e, mais importante, tornaram o país um ponto de refúgio para terroristas internacionais que operam na região, como é o caso dos radicais islâmicos ligados ao Boko Haram, ao Movimento para a Unidade e Jihad na África Ocidental e à Al Qaeda do Magrebe Islâmico. Para ler, esta semana, na SÁBADO.

Guiné

A Guiné-Bissau livrou-se de António Indjai

Com os olhos postos no Estado Islâmico, na Ucrânia e na crise do Ébola, passou despercebida uma notícia importante: o Presidente da República da Guiné Bissau, José Mário Vaz, exonerou na segunda-feira o chefe de Estado Maior das Forças Armadas, António Indjai.

O militar, que tinha chegado ao cargo através de um golpe militar, foi o líder do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012 que depôs Carlos Gomes Júnior e Raimundo Pereira e deixou a Guiné Bissau sem um governo reconhecido internacionalmente. Indjai foi também implicado no tráfico internacional de cocaína e alvo de um mandado de captura emitido pelo governo dos Estados Unidos.

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Guiné Bissau: o novo comunicado do governo português

“O Governo Português felicita o povo da Guiné-Bissau pela conclusão, com sucesso, do processo eleitoral dos últimos dois meses, considerado livre, justo e transparente pela comunidade internacional. Portugal apela a que todos os candidatos e atores do processo guineense, civis e militares, aceitem os resultados como expressão livre da vontade soberana e democrática do povo e a que quaisquer eventuais disputas sejam resolvidas exclusivamente através dos procedimentos legais adequados.

 

O Governo Português felicita o candidato vencedor, José Mário Vaz, manifestando sinceros desejos dos maiores sucessos no desempenho do cargo de Presidente da República da Guiné-Bissau. Saúda igualmente todos os candidatos que participaram nestas eleições, pelo seu contributo para a estabilização da democracia guineense, e entidades guineenses e internacionais que ajudaram a organizar e a conduzir o processo eleitoral.

 

Com a nomeação das novas autoridades, nos termos da lei fundamental guineense e de acordo com a vontade expressa nas urnas, estarão criadas as condições para o retorno à ordem constitucional, para a integração de todos os seus cidadãos na vida democrática e para a normalização das relações da Guiné-Bissau com a comunidade internacional, incluindo Portugal.

 

A Guiné-Bissau inicia assim, graças à determinação do seu povo, um novo período da sua história, que se espera ser de estabilidade, desenvolvimento e respeito pela Democracia, pelos Direitos Humanos e pelo Estado de Direito.

 

Portugal reafirma o seu compromisso com a Guiné-Bissau e reitera a sua total disponibilidade para contribuir, através da cooperação bilateral e multilateral, para o fortalecimento das instituições políticas, de justiça e de segurança, no quadro do reforço do Estado de Direito e do combate à impunidade, assim como para o progresso económico e o desenvolvimento social do país, indo ao encontro dos legítimos direitos e anseios da sua população.

 

O Governo Português continuará também a envidar todos os esforços para que, nos termos que venham a ser solicitados pelas futuras autoridades guineenses, e através de coordenação entre as Nações Unidas, a União Europeia, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a União Africana, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental e os Estados amigos da Guiné-Bissau, a comunidade internacional desenvolva ações de apoio concertadas para atingir aqueles objetivos.”

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Guiné Bissau: resultados provisórios anunciados

José Mário Vaz: 62%

Nuno Nabiam: 38%

Jomav é o novo Presidente da República. Há festa em Bissau.

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Guiné Bissau: o comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros

“O Governo Português felicita o povo guineense por mais uma vez ter demonstrado a sua vontade de retorno à ordem constitucional na Guiné-Bissau, votando de forma serena e livre na segunda volta das eleições presidenciais ontem realizada.

Regista com apreço que o povo guineense não se tenha deixado intimidar, exercendo os seus direitos democráticos com determinação e civismo, apesar de alguns incidentes isolados que lamentavelmente se registaram.

O Governo Português apela a que todos os atores, civis e militares, aguardem com serenidade o escrutínio e anúncio dos resultados da segunda volta das eleições presidenciais pelas autoridades competentes, bem como a avaliação das várias missões internacionais de observação eleitoral no terreno, entre as quais as da UE e da CPLP, em que Portugal participa.”

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Guiné Bissau: o comunicado do Conselho de Segurança da ONU

“Os membros do Conselho de Segurança da ONU foram informados sobre a situação política na Guiné-Bissau segunda-feira à noite pelo Representante Especial do Secretário-Geral, José Ramos Horta, e o presidente da Comissão de configuração da Guiné-Bissau para Construção da Paz, Embaixador António de Aguiar Patriota.
Saudaram a conclusão bemsucedida da segunda volta das eleições presidenciais na Guiné-Bissau e expressaram as suas gratidão pelas contribuições da União Africana, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) o Estados-membros, Comissão da CEDEAO, Nigéria, Timor-Leste e os doadores do Fundo gerido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em particular a União Europeia. Agora, estão a aguardar publicação dos resultados oficiais, pela Comissão Nacional de Eleições.
Os membros do Conselho de Segurança exortam as autoridades de transição para cumprirem o seu compromisso, com a conclusão do processo de transição, e aplaudiram o povo da Guiné-Bissau que participaram na eleição em números recordes. Apelaram a todas as partes para a respeitarem o resultado eleitoral como expressão da vontade democrática do povo da Guiné-Bissau e também exortaram os partidos políticos a resolverem pacificamente quaisquer possíveis reclamações resultantes das eleições, usando as vias apropriados.
Os membros do Conselho de Segurança apelaram aos serviços de segurança para respeitarem a ordem constitucional, incluindo os resultados das eleições, e reiteram o pedido ao setor de segurança para se submeter totalmente ao poder civil.
Os membros do Conselho de Segurança expressaram apoio ao RESG Ramos-Horta e elogiaram o papel por si desempenhado no sentido de facilitar um ambiente propício à realização de eleições livres e justas. Saudaram as suas propostas para o contínuo empenhamento da comunidade internacional após as eleições, no sentido de apoiar as principais reformas nas instituições do Estado, a boa governação, e desenvolvimento económico e social inclusivo.
Os membros do Conselho de Segurança apelaram à comunidade internacional para continuar a apoiar os esforços da Guiné-Bissau na construção da nação.”
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