Leitura para o fim-de-semana: uma muçulmana na Casa Branca de Trump

Rumana Ahmed é muçulmana. Os pais imigraram do Bangladesh para os Estados Unidos. Em 2011, acabada de sair da faculdade, esta filha de imigrantes, muçulmana, começou a trabalhar na Casa Branca em 2011. Mais tarde, passou para o Conselho de Segurança Nacional norte-americano. Era a única a usar um hijab. Por opção. Acompanhou, receosa, a campanha eleitoral. Quando a nova administração tomou posse decidiu ficar. Aguentou oito dias. Neste texto, escrito na primeira pessoa, publicado na The Atlantic, explica porquê.

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Leah Varjacques / The Atlantic

 

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O Estado Islâmico em debate no Observador

O último Conversas à Quinta, do Observador, com Jaime Gama, Jaime Nogueira Pinto e José Manuel Fernandes teve como tema “O Islão, o Ocidente e o Estado Islâmico. O pretexto foi a edição recente de quatro livros de autores portugueses sobre o tema: O Islão e o Ocidente, a grande discórdia, de Jaime Nogueira Pinto; O mistério das bandeiras negras, de Nuno Rogeito; o meu Os combatentes portugueses do Estado Islâmico; Os jihadistas portugueses, do Hugo Franco e da Raquel Moleiro.

Apesar de, naturalmente, a conversa ter-se centrado no livro de Jaime Nogueira Pinto, o debate foi bastante interessante. Para ver ou ouvir aqui.  unnamed

O jihadista americano na Síria

Eric Harroun é americano. Em Julho de 2013 viajou para a Siria para lutar contra o regime de Bashar Al-Assad. Tornou-se mais um dos muitos ocidentais – incluindo portugueses -que foram fazer a jihad. Mais tarde acabou por ser preso pelo FBI por suspeitas de terrorismo. Esta é a sua história, contada pelo próprio à Vice.

Trinta dias a jejuar – mas só durante o dia

A partir de hoje e até 8 de Agosto, milhares de muçulmanos iniciam o Ramadão. Estes são os factos principais dos 30 dias de devoção religiosa islâmica.

As vantagens das mulheres jornalistas em países islâmicos

A presença de mulheres jornalistas em cenários de guerra ou em países islâmicos é, normalmente, notícia pelas más razões. Há a ideia de que elas correm mais perigo ou que são mais frágeis do que os homens. O caso de Lara Logan, a repórter da CBS que a 11 de Fevereiro foi abusada sexualmente em plena Praça Tahir, no Egipto, é o último exemplo. Mas há poucos dias, Emma Barnett, do The Telegraph, utilizou a experiência da sua colega Phoebe Greenwood para dar uma visão contrária. Esta última, em Gaza, reparou que no início da última escalada no conflito entre israelitas e palestinianos, a maioria dos jornalistas no terreno eram mulheres. Mas, mais do que o alcançar de um estatuto de igualdade – numa profissão onde as mulheres já devem ser a maioria –, Phoebe Greenwood faz uma revelação surpreendente: as mulheres repórteres têm mais facilidade em obter informação em países islâmicos do que os colegas homens:

“We sort of become a third gender and in some ways are safer because we are women. The Muslim men treat with us a kind of deference and actually talk to us about the war, their strategy and their weapons – which they wouldn’t do with the women of their country. At the same time they would very rarely harm a female journalist as most Islamic militants don’t want to behead a woman or kidnap them.”

Para além disso, as próprias mulheres e crianças islâmicas estão mais confortáveis em falar com jornalistas mulheres porque não podem ser vistas a falar com homens que não pertençam à sua própria família.

“It’s very difficult for the male journalists in Muslim countries to talk to the women and children. As a result women can often get more colour about a conflict or the latest situation with greater ease.”

Interessante e contra a corrente. Só possível graças a pioneiras como Kate Adie, Olga Guerin e Marie Colvin.