Obrigado, Jorge

Caro Jorge,

Agora que já passou algum tempo desde as emoções de domingo e todos tivemos tempo para festejar e reflectir, quis escrever-te novamente para te deixar uma palavra que, acredito, não esperarias ouvir de um benfiquista nesta altura da época: obrigado.

Não, não estou a agradecer-te pelo que fizeste nos seis anos em que foste treinador do meu clube, tu sabes, aquele que é o maior do mundo e que tu tiveste o privilégio de treinar. Por isso já te agradecemos na altura devida, com aplausos, merecidos, em vitórias gloriosas: o campeonato e o bicampeonato. No entanto, ao contrário do que possas pensar, os agradecimentos não foram só para ti: foram para um conjunto de pessoas, entre as quais te incluias, que tinham o privilégio (sim, outra vez) de exibir o simbolo da águia ao peito.

Na verdade, quero mesmo agradecer-te por teres tomado a decisão que tomaste no Verão do ano passado. Graças a isso, o ar do Estádio da Luz tornou-se um pouco mais saudável. O ambiente menos pesado. As pessoas voltaram a sorrir. Não apenas nas vitórias, mas também nas derrotas. Sobretudo nas derrotas.

Quero agradecer-te por nos permitires voltar a ter um treinador que representa genuinamente os valores do Benfica: a humildade, a união, a lealdade, o companheirismo, o cavalheirismo, a solidariedade e o respeito – e que ainda por cima ganha jogos na Champions.

Quero agradecer-te porque, com a tua decisão, deste esperança a toda uma geração de jovens que sabiam que contigo por perto a esperança era a primeira coisa a morrer. Agora eles sabem que aquele sonho de criança, de ouvirem os aplausos do terceiro anel enquanto seguram o troféu de campeão nacional, é possível. E bastou-lhes nascer uma vez – mas na altura certa.

Quero agradecer-te também por seres quem és. Por não teres fugido à tua verdadeira essência e por não teres conseguido nem sabido respeitar teu próprio passado. O clube que te deu muito mais do que tu alguma vez lhe poderias dar.

Quero agradecer-te muito por isso. Por não conseguires conter-te nas palavras. Foram elas que nos deram a força necessária para enfrentar as contrariedades iniciais. Foram elas que fizeram os sócios unir-se em torno de um treinador que no início não era consensual mas que, em fez de fragilizado, saiu reforçado graças a ti. Sim, a ti. Porque de cada vez que lançavas uma farpa em direcção ao teu sucessor, os aplausos dos benfiquistas ganhavam cada vez mais fervor. Os jogadores colocavam o pé na bola com mais determinação. Rematavam com mais arte e engenho. Em vez de destruires o teu anterior clube, contribuiste para a construção de verdadeiro campo de forças que levou a equipa ao colo pelos estádios do país, de vitória em vitória – e foram muitas seguidas – até regressarmos pela terceria vez consecutiva ao Marquês de Pombal. Sim, Jorge, o tri também é graças a ti.

Por fim, quero também agradecer-te por seres um visionário. Por teres razão antes de tempo. Ninguém o diria melhor que tu. Por isso vou apropriar-me das tuas palavras, proferidas no início deste ano: “Não acredito que quem esteja em segundo ou em terceiro jogue melhor do que quem está em primeiro. As equipas que estão em primeiro são as melhores equipas”. Para o ano poderá ser diferente. Logo se verá. E nesse caso cá estaremos para felicitar o vencedor.

Mas por enquanto é só isto: obrigado, Jorge.

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Afinal, Jesus atirou a primeira pedra

Jorge,

Continuas igual a ti próprio. Com um ego do tamanho do mundo. Um ego que te faz sempre assumir os méritos das vitórias e culpar os outros por não terem compreendido o teu génio na altura das derrotas. Se a bola bate no poste e entra foi porque tu disseste ao jogador para chutar daquela forma. Mas se ela bate na trave e sai foi porque o jogador não chutou como tu lhe indicaste. Já não nos surpreendes. Tal como não nos surpreenderás se um dia ganhares um troféu ao Benfica e festejares. É natural. Se esse dia alguma vez chegar, para ti não será o clube que te paga o salário a vencer. Serás tu. Ou a Paula Rego, não sei bem.

O que seria surpreendente na tua entrevista – ou nas conferências de imprensa – seria mostrar alguma elegância. Alguma decência. Alguma educação. Como nunca o fizeste, isso sim seria espantoso. Algo merecedor de aplausos. Podia não dar tantas partilhas nas redes sociais, nem comentários inflamados e jocosos de adeptos. Mas far-te-ia passar a outro nível que não conseguiste nos últimos seis anos. Eu sei que tentaste melhorar. Trocaste a Charneca da Caparica pelo Estoril, mas pelos vistos levaste a Amadora contigo. Continuaste a ir ao Solar dos Presuntos, mas é como se fosses o eterno cliente do Cantinho do Taxi. Tentaste também melhorar a imagem antes de chegares ao outro lado da Segunda Circular mas… espera aí. Pronto. Não tenho mais nada a dizer. Há, realmente, imagens que valem mais que mil palavras.

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Jorge Jesus e o Benfica

Caro Jorge,

(Ia chamar-te Jesus mas agora que pareces estar prestes a trocar as forças do bem pelas do mal estás a perder a tua divindade)

Entraste como um furacão. Na tua primeira conferência de imprensa com o símbolo sagrado ao peito prometeste que, contigo, o Benfica ia jogar “pelo menos o dobro”. Tinhas razão. Contigo, o Benfica não jogou apenas o dobro. Jogou o triplo, quem sabe o quádruplo. Naquela época de 2009/2010 a onda vermelha varreu os campos do país como um rolo compressor. O Cardozo parecia um velocista. O Di Maria finalmente explodiu. O Aimar, bom, era o Aimar. O Saviola voltou à vida. Havia ainda o Ramirez, o Luisão, o Maxi, o David Luiz, o Nuno Gomes e outros. Talvez um dos melhores planteis dos últimos anos. Mas não importa. Tu eras o capitão aos comandos do navio. Melhor: o comandante aos gritos no navio. Confesso que sempre me fez impressão a forma como falavas – ou melhor insultavas – com jogadores da craveira de Aimar e Saviola. Mas não importava. A equipa ganhava. Ganhou.

O teu segundo ano já foi diferente. Ainda antes de o campeonato começar, já mostravas o que podia acontecer: com uma proposta daquele clube cujo nome não deve ser mencionado, obrigaste o presidente do Benfica a aumentar-te o salário para os famosos quatro milhões. Nos bastidores futebolísticos consta mesmo que falaste com Pinto da Costa, com o telefone em voz alta, à frente de Luís Filipe Vieira. O presidente do Benfica, com medo de repetir o erro de Manuel Vilarinho  com Mourinho, cedeu. Tornou-te o treinador mais bem pago da história do futebol  português. Mas tu não eras o mesmo. Primeiro perdeste a equipa. Começaste a fazê-lo quando trataste de forma inacreditável o guarda-redes titular da equipa. Chama-se Quim, lembras-te? Dispensaste-o para contratar um que “desse pontos”. Chamava-se Roberto, lembras-te? Ora o Quim era um elemento querido no plantel. Respeitado. Alguém que nunca abriu a boca em protesto apesar de todos os insultos que foste fazendo ao seu profissionalismo. Fizeste também umas maldades ao Nuno Gomes, outro de quem nunca ouviste uma crítica. Os jogadores percebem essas coisas. Tu gritavas, mas eles já não te ouviam. Nem respeitavam. Todos sabemos o que aconteceu nesse ano. Incluindo a eliminação humilhante da Taça de Portugal, em casa, que meteu uma festa do adversário às escuras.

No teu terceiro ano voltaste a falhar. Mas no quarto reinventaste-te. Prometeste uma época de sonho. Campeonato, Taça, Taça da Liga e Liga Europa – sim, porque a Liga dos Campeões nunca foi contigo. A equipa, renovada, jogava que se fartava outra vez. Prometeste ganhar o campeonato – e ajoelhaste-te no Dragão. Prometeste a Liga Europa – e falhaste outra vez. Prometeste a Taça de Portugal – e foste empurrado pelo Cardozo. Nessa altura tiveste um grande mérito: resististe aos insultos, aos palavrões, aos empurrões para sair. Ficaste. Renovaste o contrato. Resististe. E mostraste a todos que és um belo treinador. No ano seguinte voltaste a todas as finais em que tinhas estado e só perdeste a Liga Europa – outra vez. Calaste tudo e todos. Com a mesma equipa.

Este ano temia-se o pior. Saíram muitos jogadores bons, entraram outros de qualidade duvidosa. Mas tu definiste um objectivo – a conquista do bicampeonato – e conseguiste-o. Tudo o resto ficou para segundo plano. Com uma competência interna que nunca tinhas mostrado. Pela primeira vez em seis anos, não perdeste um jogo com os principais rivais. Um mérito que ninguém te tira. Tal como os 10 títulos em seis anos.

Foram anos bons. Contigo aos gritos no comando, o Benfica voltou ao lugar que é seu por direito. Esse mérito ninguém te tira. Independentemente de, nestes seis anos, o Benfica ter tido os melhores jogadores das últimas duas décadas. Independentemente dos autocarros de atletas que chegaram da América do Sul e que tão depressa apareciam como desapareciam. Independentemente de nunca teres apostado num único jogador da casa. E não, o André Gomes não é exemplo porque, contigo, raramente jogava. Independentemente dos gestos deselegantes que foste tendo e que não dignificam o clube: recordas-te dos cinco dedos apontados ao Manuel Machado? Recordas-te da cena insólita em Guimarães? Recordas-te dos três dedos ao treinador do Tottenham? Recordas-te de tentares aprender inglês porque querias ir para uma grande equipa europeia?

Todos os anos, no Verão, era a mesma coisa: sucediam-se as notícias de que ias para o Chelsea, Real Madrid ou Manchester City. Afinal, vais ali para o outro lado da Segunda Circular. Talvez vás ganhar mais dinheiro, talvez vás para o teu clube do coração. Mas o que te quero dizer é apenas isto. Afinal, vais para pior.

Saíste como entraste. Como um furacão. Agora, os sportinguistas que te insultavam vão idolatrar-te. Os benfiquistas que te idolatravam vão insultar-te. Os que gozavam com a tua forma pouco ortodoxa de lidar com o português vão defender-te. Os que te defendiam, vão gozar-te. Aqueles que toleravam a tua presença porque tinhas uma aura vitoriosa vão lavar a roupa suja em público. Os que diziam mal de ti sem tu saberes vão dar-te palmadinhas nas costas. É pouco racional, mas é a natureza humana quando aplicada ao futebol.

No fim da linha és só um treinador. Mais um dos muitos que passaram pelo clube. Sim, os últimos seis anos foram mais bons do que maus. Pelos vistos, acabaram. Mas só para ti. Perguntas-me se estou triste com a tua partida? Nem por isso. Sabes, é que o Benfica é maior do que qualquer treinador. Tu terás o teu lugar na história, no museu do clube. Mas nunca terás uma estátua à porta do estádio. #rumoao35

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O problema de ter memória: a lenda dos milagres de Jesus

Nos últimos tempos, as palavras que mais temos ouvido dos jogadores que chegam ao Benfica é “quero aprender com o mister Jesus” ou “quero crescer com Jesus”. Foi o que disse Bebé, o mais recente reforço benfiquista, depois de quatro anos emprestado pelo Manchester United, onde se celebrizou pelos cruzamentos para a bancada. Mas não é isso que interessa. O que é verdadeiramente importante é que foi criada à volta de Jorge Jesus uma aura milagrosa de formador e potenciador de talentos futebolísticos. Chamo-lhe o síndrome Coentrão. Diz a lenda que, de fracasso em potência, o Fábio de Caxinas transformou-se no melhor lateral esquerdo português. Graças a Jesus. É o que diz a lenda. Mas a lenda não resiste à memória. Nem aos factos.

Em 2009/2010, Jorge Jesus não queria Fábio Coentrão no plantel. O destino era um novo empréstimo. À sua frente, para o treinador, estavam César Peixoto, Jorge Ribeiro e até David Luiz. Terá sido Luís Filipe Vieira a obrigar o técnico a ficar com a jovem promessa portuguesa. O seu destino: o banco ou a bancada. Até que, numa determinada fase da época, os dois laterais e o central estavam lesionados. E Jesus foi obrigado a colocar Coentrão em campo. Correu bem. E Jesus – como sempre acontece quando as coisas correm bem – reclamou os louros. Nascia a lenda da aura milagrosa de potenciador de talentos.

O problema é que, mais uma vez, a lenda não resiste a um exercício de memória. Eu ainda me lembro quando Jesus disse que ia fazer de Yannick Djaló um grande jogador. Alguém sabe onde ele joga hoje? Mas depois de me lembrar do ex-marido de Luciana Abreu resolvi fazer um exercício de memória. E encontrei um camião de talento que Jesus contratou mas não foi capaz de transformar em jogadores de futebol. Preparados? Respirem fundo:

Éder Luís, Keirrison, Roberto, Jara, Élvis (quem?), Carole, José Fernandez (quem?), Leo Kanu (quem?), Derlis Gonzalez (quem?), Bruno César, Wass (quem?), Rodrigo Mora, Melgarejo, Nuno Coelho, Roderick, Mika, Capdevilla, Júlio César, César Peixoto, Shaffer, Airton (quem?), Filipe Menezes, Weldon (quem?), Kardec, Fábio Faria, Yannick Djaló, Urreta, Olá John, Luisinho, Sidnei, Émerson, Luís Martins, Lisandro Lopez, Steven Vitória, Stefan Mitrovic (quem?), Bruno Cortez, Victor Nilsson-Lindelof (quem?), Filip Djuricic, Luís Fariña, Diego Lopes, Michel (quem?) e Funes Mori.

Pronto, confesso. Não me lembrava de todos. A internet é uma coisa maravilhosa. Muitos nem chegaram a vestir o manto vermelho. Simplesmente desapareceram. Ou andam por aí. São 42. E posso ter-me esquecido de algum. Acredito que os contratados deste ano – César, Loris Benito, Djavan, Talisca, Luís Filipe, Eliseu, Victor Andrade, Derley e Bebé – também querem “crescer” com Jesus. Vamos ver onde estarão no fim do ano. Se se juntam ao camião de talento ou se se tornam a excepção.

Foto: Lindsey Parnavy/EPA

Foto: Lindsey Parnavy/EPA

 

Jorge Jesus e os três dedos mostrados ao treinador do Tottenham

Jorge Jesus dá hoje uma entrevista ao Sol, que faz a capa da revista Tabu. É uma leitura imperdível para quem quer conhecer melhor o treinador do Benfica: no futebol e fora dele. Tem também o grande mérito de ser lida e dar a sensação de que JJ está a falar directamente com o leitor. Há várias partes da destacar – sobretudo aquela em que ele diz que no final da época passada teve tudo acertado com aquele clube cujo nome não deve ser mencionado e que só não saiu do Benfica por causa de Luís Filipe Vieira e de dois jovens sócios -, mas não resisto a partilhar a descrição que ele faz do “incidente” com o treinador do Tottenham, Tim Sherwood, durante o jogo do Benfica em Londres.

“Sabia que o André [Vilas-Boas] tinha sofrido com ele e tinha-lhe dito: ‘Se eliminarmos o Tottenham, vou-lhe chegar a roupa ao pêlo na conferência de imprensa’. Ia dizer que o Tottenham jogava muito mais com o André, que agora era zero tacticamente. Já tinha isso na minha cabeça e, durante o jogo, entrei sem querer no espaço dele. Olhou-me assim de cima para baixo, à inglês, como quem diz ‘ouve lá, portuga, o teu lugar é ali, põe-te ali quietinho que tu és muita pequenino’. Percebi aquele olhar e a seguir entrou ele no meu espaço. Então disse-lhe para saír dali. ‘Back, back, back’. Mas ele aguentou-se e ficou ali comigo. Fiquei com aquilo na cabeça e, quando marcámos o golo, nem sei porquê, foi instintivo, fiz aquele gesto da dança. Como quem diz: ‘Tás a levar um baile e não tás a ver nada’. Isto aconteceu no um a zero e lembrei-me que ainda faltavam muitos minutos, que ainda não tinha acabado. E virei-me ao contrário: ‘Tá mas é caladinho que isto aindap ode mudar.’ Quando fizemos o três a um é que lhe disse: ‘My name is André. One, two, three’. E aí ele ficou louco: ‘Fuck you’. E eu: ‘Fuck a p…’ bem, disse-lhe tudo e o árbitro ali no meio de nós. Mas eu estavaa ganhar; por isso estava tranquilo. E pensei: ‘Este gajo vai dar-me um soco’ Mas não. Ele é um atrevido, atenção. Fiquei a gostar dele. Num jogo depois desse, do campeonato inglês, o Tottenham ganhou 3-2 após ter estado a perder 2-0 e dei umsalto quando fizeram o três a dois.

Porque ficou a gostar dele?

Porque o achei um homem destemido. Não teve medo nenhum de mim. Se fosse preciso dar-,e uma cabeçada ali, dava-me. O que ele estava a dizer era: ‘Não tenho medo nenhum de ti. Estás a levantar cabelo e daqui a um bocado ainda te bato’. Gosto de gente assim.”

É de homem. Foi isto:

A prisão de Fernanda e a impunidade de Fernando (também conhecido como Jorge Jesus)

Fernanda Policarpo é uma actriz de 49 anos. No último ano tornou-se conhecida em Lisboa por comparecer nas manifestações contra as políticas de austeridade, descalça, com um vestido azul e cor-de-rosa, uma bandeira nacional numa mão e um ramo de alecrim na outra. Em Abril deste ano esteve em mais uma manifestação do movimento Que se Lixe a Troika, à porta do Hotel Ritz. Andava calmamente quando um agente da PSP a tentou empurrar para fora do cordão policial. Ela resistiu e entre empurrões atingiu o agente com o pau da bandeira. Em seguida, três outros polícias agarraram-na, arrastara-na e deitaram-na no chão. Enquanto um a algemava, outro agente colocou-lhe um joelho nas costas. Como não conseguiam segurá-la, o polícia ajustou a posição da perna: enfiou o joelho no pescoço de Fernanda Policarpo e, com isso, obrigou-a a esfregar a cara na relva. Depois de a imobilizarem, levaram-na. Foi detida e constituída arguida. Já disse que era uma mulher de 49 anos?

Ontem, Fernando Pinheiro, também conhecido por Jorge Jesus, um treinador de futebol de de 59 anos, empurrou repetidamente vários agentes da PSP em directo na televisão. Alguns tentaram acalmá-lo. Outros, segurá-lo. Ele continuava a gritar e a empurrar os polícias, alegadamente, em defesa de um adepto que tinha ido buscar a camisola de um jogador. Parece que nos próximos dias vai ser constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência. Não consta que nessa altura seja algemado nem atirado ao relvado.