Uma explicação simples para os problemas no Médio Oriente

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Os Estados Unidos apoiam o governo iraquiano na luta contra o Estado Islâmico.

Os Estados Unidos não gostam do Estado Islâmico, mas o Estado Islâmico é apoiado pela Arábia Saudita, de quem eles gostam.

Na Síria, os Estados Unidos não gostam de Assad e apoiam a luta contra ele, mas o Estado Islâmico também luta contra Assad.

Os Estados Unidos não gostam do Irão, mas o Irão apoia o governo iraquiano na luta contra o Estado Islâmico.

Ou seja: alguns dos amigos dos Estados Unidos apoiam os seus inimigos, alguns inimigos são agora amigos e alguns dos inimigos estão a lutar contra os seus outros inimigos, que eles querem que sejam derrotados, mas não querem que os inimigos que estão a combater os inimigos ganhem.

Se as pessoas que querem derrotar forem derrotadas, elas podem ser substituídas por pessoas de que os Estados Unidos gostam ainda menos.

E tudo começou com os Estados Unidos a invadir um país para expulsar terroristas que não estavam lá até os Estados Unidos aparecerem para os expulsar.

Até que é simples.

eua vs islam

A crise no Iraque em 4 minutos e trinta e cinco segundos

Um discurso histórico pela paz no Médio Oriente

Há 25 anos, o presidente do Egipto fez uma viagem histórica: tornou-se o primeiro líder árabe a visitar Israel. A decisão de Anwar al-Sadat foi uma surpresa. No início de Novembro de 1977, mostrou-se disponível para ir a Israel, contrariando a política árabe de não ter qualquer relação com o Estado judaico. Ninguém o levou a sério. Tal como poucos acreditaram que iria aceitar o convite, feito poucos dias depois, do primeiro-ministro israelita, Menachim Begin. No entanto, Sadat aceitou. E a 19 de Novembro aterrou no aeroporto Ben Gurion para uma visita de 36 horas. Foi a Jerusalem, discursou no Knesset, o parlamento israelita, onde disse as palavras históricas: “Nos damos-vos as boas vindas a viver entre nós em paz e segurança”. O presidente manteve-se indiferente às manifestações contra a visita. E foi nas reuniões que teve em Jerusalém que começaram as conversações que levaram aos acordos de Camp David, de 1979. Pelo meio, Menachim Begin e Anwar al-Sadat receberam o prémio Nobel da Paz de 1978. Com a escalada da tensão na Faixa de Gaza nos últimos dias, é importante recordar estes momentos – apesar de Sadat ter sido assassinado em 1981.

O discurso em inglês está aqui.