Micro revista de imprensa

Há dias em que olhamos para um jornal e pensamos: “olha que bela ideia”. Hoje foi um desses dias. Em vez de uma longa análise aos programas eleitorais dos principais partidos, o DN optou por uma solução gráfica e eficaz: resumir cada uma das áreas em 140 caracteres, o tamanho de um tweet. Nice.

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Nota: a micro revista de imprensa destaca um artigo publicado nos jornais e revistas portugueses. Pode ser uma notícia, uma reportagem, uma entrevista ou uma crónica. Pode ter várias páginas ou ocupar uma coluna. O critério é sempre o mesmo: importância, interesse e qualidade

Foi bom voltar a casa

Entrei pela primeira vez na SIC no Verão de 2002. Foi lá que dei uma parte dos meus primeiros passos no jornalismo. Durante cerca de um ano fui muito feliz. Aprendi. Fiz amigos. Ganhei memórias. Recordo-me como se fosse ontem. Entrei e disseram-me para ir ter com o Daniel Cruzeiro. Ele acabava de chegar de licença de paternidade e nem sequer queria ouvir falar num estagiário novo (detalhe: tínhamos jogado basket juntos e nenhum de nós se lembrava do outro). Tomou então uma das melhores decisões da vida dele. Pediu ao grande João Carlos Barradas para “tomar conta do puto”.

Para mim, que fazia internacional em O Independente, não podia ser melhor. Durante vários dias tive o privilégio de observar o génio do Barradas em acção. Por isso, quando ele olhou para uma das primeiras peças que fiz e disse “bom, isto não está nada mau, não te posso ajudar muito mais, o melhor é ires trabalhar a sério” foi como se tivesse ganho o Púlitzer – embora ele talvez estivesse apenas a livrar-se de mim. “Entregaram-me” então ao Pedro Sousa Pereira. Verdadeiro repórter de guerra, o “PSP” parecia-me um tipo louco que por ali andava. Quando cheguei ao pé dele para me apresentar disse-me uma das frases mais marcantes que ouvi em 10 meses de SIC Notícias: “pikachu, vou fazer de ti um homem, carago”. Não me levou às meninas, mas levou-me para todo o lado onde ia. Mostrou-me como se editava uma peça, deu-me conselhos sobre a relação com os repórteres de imagem (“os verdadeiros heróis da TV”), dicas de reportagem, e um conselho essencial sobre a sonorização de peças: “lê essa merda com colhões, carago”. Sim, o PSP diz muitas vezes carago. E ainda bem.

Já com alguma autonomia, passei vários meses a aprender na Edição da Noite. Ouvi os conselhos da dupla inigualável Ana Lourenço e João Adelino Faria (que até tinham paciência para ouvir as opiniões do puto); vi a Joana Latino a fazer cada uma das peças, offs, promos e destaques como se fosse a coisa mais importante e divertida do mundo; ouvi o Luís Gouveia Monteiro revoltar-se com todas as injustiças sociais que nos apareciam; vi a Joana Garcia, a Susana Bastos e a Graça Costa Pereira trabalharem como se os horários não importassem, tanto que parecia que nunca saíam do lugar delas; ouvi o Joaquim Franco e o António Esteves dizerem-me vezes sem conta “corta porque menos é mais”; aproveitei todos os minutos com a Isabel Lacerda, a Madalena Augusto, a Manuela Vicêncio, a Susana André e a Joana Gomes Cardoso, que achava piada ao miúdo que gostava de Internacional.

Os anos passaram. Alguns provavelmente nunca mais se lembraram de mim. É a realidade das redacções: os estagiarios passam à velocidade da luz. Mas ficaram alguns amigos. No passado sábado regressei pela primeira vez à SIC Notícias em muitos anos. Fui fazer a revista de imprensa e mostrar o meu novo livro Os combatentes portugueses do Estado Islâmico. Agora com um novo amigo, que não estava lá há 13 anos, o Ricardo Borges Carvalho. As circunstâncias são diferentes. Mas soube bem regressar a uma casa que me tratou tão bem e onde fui feliz – com tantos e tão bons jornalistas e amigos.

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Há crónicas e crónicas. Hoje, se tiverem que ler alguma coisa, leiam o João Taborda da Gama, no Diário de Notícias.

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Nem sempre as reformulações gráficas são bem sucedidas. Pelo contrário. Às vezes são autênticos desastres. Por isso é bom ver que um objectivo foi bem conseguido. Ontem, domingo, o Jornal de Notícias apresentou-se de cara lavada. Mais arrumado, mais bonito, com novos cronistas e secções. Voltou a parecer um jornal nacional, sem esquecer a sua (importante) base regional.

Para além disso, continua a ter notícias. A manchete de hoje é uma história extraordinária: a de Amélia Reis, antiga ama dos sobrinhos de Ricardo Salgado, que investiu as poupanças no BES e perdeu tudo. Ironia. Logo ela que, após o 25 de Abril, foi a única a ficar em casa quando a família fugiu. O texto termina assim: “Quando entraram os militares, só lá estava eu. E todo o recheio da casa. Até poderia ter levado alguma coisa: pratas, quadros. Não tirei ‘nadinha’. Sabe porquê? Porque sou honesta”. Pois.

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O João Taborda da Gama é, sem sombra de dúvida, um dos mais interessantes cronistas da imprensa portuguesa. Hoje sobre o último acto bárbaro do Estado Islâmico e a Operação Condor, tema do novo livro do João Pina. No Diário de Notícias.

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“Quando o meu avô morreu, a minha mãe herdou uma fortuna, muitos prédios, andares, que ainda hoje ela não sabe o que fazer com eles.” Foi assim que José Sócrates falou pela primeira vez, em Outubro do ano passado, numa entrevista ao Expresso, sobre a suposta fortuna da mãe. Na verdade, nesse dia, a senhora já praticamente nada tinha, além do modesto rés-do-chão em que vive em Cascais, de uma arrecadação em Setúbal e de uma terça parte de uma casa na sua aldeia natal, em Trás-os-Montes.”

Afinal a fortuna da mãe de José Sócrates não é assim tão grande quanto isso. Pelo José António Cerejo, no Público.

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O encantamento por Timor, aquele dos primeiros dias da independência, passou. Hoje, o pequeno país que durante muito tempo esteve no coração dos portugueses enfrenta problemas próprios de Estados jovens e sem quadros superiores. Entre eles está a corrupção. Nos últimos anos vários esquemas têm sido detectados, denunciados e investigados. Essa é a boa notícia: a justiça estaria mais ou menos a funcionar. A má, muito má, é que quando parece que essas investigações se começavam a aproximar demasiado do núcleo governativo, a solução encontrada foi afastar os investigadores. Hoje, em entrevista ao DN, José Fernando Brito, o oficial da PSP que fez parte da Comissão Anti Corrupção de Timor vai mais longe nas denúncias que já tinha feito ao Expresso no fim-de-semana. O que diz é grave. E lança uma mancha imensa sobre o até agora pólo unificador da sociedade timorense: Xanana Gusmão.

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É a história do dia: um homem foi internado compulsivamente, a pedido da família, sem ser avaliado por um médico. Pior: a médica que assinou a ordem foi a mesma que depois o seguiu no Hospital. Por mais que dissesse que não estava louco, mais lhe diziam que essa era a principal característica dos malucos: não reconhecer o seu estado. Teve de ser um tribunal a decretar a sua sanidade mental. Um caso em que a justiça funcionou, contada pelo Carlos Diogo Santos, no i.

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A violência doméstica é uma realidade terrível. Quase todas as semanas são conhecidos casos de maus tratos. Na grande maioria, as vítimas são as mulheres. Mas raramente nos lembramos das “vítimas colaterais” destes casos: as crianças que ficaram órfãs. A mãe morreu. O pai foi preso. Elas serão entregues a uma instituição ou a um familiar, caso o tenham. E nada poderá apagar esse momento, em que ficaram sem pais. Hoje, o i deu-lhes atenção – e cumpriu o papel de serviço público que um jornal deve ter.

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Quase a deixar o cargo de presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso teve um ataque de masculinidade e colocou David Cameron no seu lugar: fora da União europeia a influência do Reino Unido é “zero” e será “incapaz” de negociar de igual para igual com países como os Estados Unidos ou a China. É pena que não o tenha feito mais vezes na última década. Hoje, no i.

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Factos são factos. Bastou Passos Coelho enviar uma carta à Procuradoria Geral da República para o procurador recém empossado titular do caso Tecnoforma extrair uma certidão, analisar a contabilidade da empresa e arquivar o caso. Tudo em 24 horas. De fora ficaram diligências consideradas importantes pelo anterior responsável pelo inquérito: inquirir testemunhas e ver a contabilidade do Conselho Português para a Cooperação e da empresa Liana. Um turbo-inquérito, consultado pelo José António Cerejo, hoje no Público.

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A SÁBADO noticiou que uma denúncia anónima entregue à procuradora-geral da República garante que Passos Coelho terá recebido 150 mil euros de uma ONG da Tecnoforma quando era deputado em regime de exclusividade. O Parlamento ontem revelou – após meses de perguntas – que ele não recebeu os 10% a mais no salário por ter exclusividade. Mas, noticiam hoje o Paulo Pena e o José António Cerejo, no Público, quando deixou de ser deputado, Passos Coelho pediu o subsídio de reintegração (60 mil euros) por ter exercido as funções em regime de… exclusividade. Confusos? Pois. Há muitas questões por esclarecer, com uma certeza: ou Passos enganou o Parlamento ou o Parlamento está a enganar-nos a nós.

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A Procuradora Geral da Republica recebeu uma denúncia que acusa Pedro Passos Coelho de ter recebido cinco mil euros mensais do grupo Tecnoforma, entre 1995 e 1999, quando era deputado em regime de exclusividade. O documento foi enviado para o Departamento de Investigação e Acção Penal que já está a investigar a contabilidade das empresas para confirmar as transferências para o actual primeiro-ministro. Uma investigação do António José Vilela, hoje, na Sábado.

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É um dos maiores especialistas em segurança informática. É português. A Fundação para a Ciência e Tecnologia reduziu o seu financiamento anual. No Luxemburgo, o Fonds National de la Recherche deu-lhe cinco milhões de euros para um projecto de cinco anos. E ele foi para lá. Chama-se Paulo Veríssimo e dá hoje uma entrevista ao Público.

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O advogado e ex-administrador não executivo do BES Nuno Godinho de Matos conta, em entrevista ao i, como (não) funcionava o Conselho de Administração da instituição, como foi convidado para o cargo sem perceber nada de bancos e acusa o Banco de Portugal, a CMVM e as empresas de auditoria de falharem totalmente nas suas funções. Revelador.

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No dia em que se estreia como director do i com uma mensagem de esperança aos leitores, o Luís Rosa não podia ter melhor elogio: pelo punho do Miguel Esteves Cardoso, hoje, no Público.

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João Miguel Tavares, hoje, no Público:

“Da próxima vez que estiver na mesma sala que Proença de Carvalho, vou procurar roubar-lhe a carteira, e quando ele gritar “agarra que é ladrão”, colocarei o braço à volta do seu ombro e direi em tom melifluo: ‘ó sôtor, autos de fé e julgamentos no pelourinho ficam-lhe muito mal. Aguarde pelo contraditório, se faz favor’.”

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Ferreira Fernandes, no DN, sobre a decisão de Sá Fernandes de eliminar os brasões florais das ex-colónias no jardim da Praça do Império:

“Se vamos acabar com tudo que acabou, a Praça do Império vai na enxurrada, aliás como o seu autor, Cottinelli Telmo, que também tem praça. Outra: a Rua Cidade de Salazar, no Bairro das Colónias. Parece um buraco negro: já não há colónias, nem Salazar, nem Cidade de Salazar (hoje chama-se Ndalatando)”.

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Nos primeiros seis meses do ano, o Banco de Portugal descobriu, em média, duas irregularidades por dia na banca portuguesa. Aparentemente podem ser pequenas coisas como a violação do “princípio da veracidade da mensagem publicitária” – ou seja, enganar os potenciais clientes. Mas não são: são todo um retrato da actuação e sentimento de impunidade da banca. Ao todo foram emitidos 357 avisos – mas apenas 25 deram origem a processos de contra ordenações, como conta o Filipe Paiva Cardoso, hoje no i.

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Depois de, na semana passada, o António José Vilela ter revelado que José Sócrates está a ser investigado pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), esta quinta-feira ele acrescenta mais alguns detalhes à história: o ex-primeiro-ministro foi escutado ao telefone e a notícia da investigação provocou uma reunião de urgência entre a Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal, o director do DCIAP, Amadeu Guerra, e o magistrado titular do processo, Rosário Teixeira.

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