O flagelo da mutilação genital feminina

Há 10 anos que é proibida no Quénia. Ainda assim, milhares de raparigas têm de fugir de casa para escapar a uma tradição ancestral. Nesta reportagem do The Guardian, uma das mulheres que costumava fazer “o corte” explica como tudo continua tal como antes – e porque apenas proibir não é a solução.

A unidade feminina que luta contra Bashar Al Assad

Enquanto as armas químicas de Bashar Al Assad começaram a saír da Síria, no nordeste do país foi criado a primeira unidade composta apenas por mulheres. Querem lutar ao lado dos companheiros para construir um estado democrático. 

 

Egipto: uma revolução pouco amiga das mulheres

Entre 30 de Junho e 3 de Julho – quatro dias – pelo menos 91 mulheres foram abusadas ou mesmo violadas na Praça Tahir, no Egipto. Há muito que a Human Rights Watch tem documentado o problema nas ruas do Cairo. Este novo vídeo conta as histórias de algumas das mulheres que foram atacadas – algumas em Janeiro.

As mulheres são parte da solução, não o problema

O dia 14 de Fevereiro de 2013 será recordado como o da maior acção global para acabar com a violência contra as mulheres e crianças. O movimento One Billion Rising mobilizou mais de mil milhões de pessoas em 207 países para mostrar a ligação entre assuntos que parecem tão díspares como a pobreza, corrupção, religião, opressão política e a violência contra as mulheres. No entanto o movimento continua. Para mostrar que elas não fazem parte do problema: são a solução.

Women’s Rights Infographic from Linda Shirar on Vimeo.

As vantagens das mulheres jornalistas em países islâmicos

A presença de mulheres jornalistas em cenários de guerra ou em países islâmicos é, normalmente, notícia pelas más razões. Há a ideia de que elas correm mais perigo ou que são mais frágeis do que os homens. O caso de Lara Logan, a repórter da CBS que a 11 de Fevereiro foi abusada sexualmente em plena Praça Tahir, no Egipto, é o último exemplo. Mas há poucos dias, Emma Barnett, do The Telegraph, utilizou a experiência da sua colega Phoebe Greenwood para dar uma visão contrária. Esta última, em Gaza, reparou que no início da última escalada no conflito entre israelitas e palestinianos, a maioria dos jornalistas no terreno eram mulheres. Mas, mais do que o alcançar de um estatuto de igualdade – numa profissão onde as mulheres já devem ser a maioria –, Phoebe Greenwood faz uma revelação surpreendente: as mulheres repórteres têm mais facilidade em obter informação em países islâmicos do que os colegas homens:

“We sort of become a third gender and in some ways are safer because we are women. The Muslim men treat with us a kind of deference and actually talk to us about the war, their strategy and their weapons – which they wouldn’t do with the women of their country. At the same time they would very rarely harm a female journalist as most Islamic militants don’t want to behead a woman or kidnap them.”

Para além disso, as próprias mulheres e crianças islâmicas estão mais confortáveis em falar com jornalistas mulheres porque não podem ser vistas a falar com homens que não pertençam à sua própria família.

“It’s very difficult for the male journalists in Muslim countries to talk to the women and children. As a result women can often get more colour about a conflict or the latest situation with greater ease.”

Interessante e contra a corrente. Só possível graças a pioneiras como Kate Adie, Olga Guerin e Marie Colvin.