A vida de Kim Dotcom, o ex-hacker que se diz empresário

Há dois anos as autoridades entraram na casa de “Kim Dotcom”, o criador e proprietário do site de partilha de ficheiros Mega Upload. Acusaram-no de ter provocado prejuízos de centenas de milhões de dólares à indústria do entretenimento por permitir a partilha de filmes, vídeos, músicas e livros – de graça. O assalto, feito por forças especiais, foi digno de um filme. Kim Dotcom esteve preso durante um mês e o site foi encerrado. Hoje, ele continua a viver na mesma mansão, na Nova Zelândia. A diferença: não pode saír do país. Mas continua a gostar do papel de vilão de Hollywood. O 60 Minutes falou com ele.

Os milhões dos piratas somalis

Ao longo dos últimos anos, têm sido pagos milhões de euros para resgatar navios aprisionados por piratas, no Corno de África. Sempre me perguntei: quem fica com o dinheiro? De certeza que não são os próprios piratas que, por norma, são uns tipos maltrapilhos e sem formação para grandes negociações internacionais. Agora já sei a resposta. De acordo com um novo relatório do Banco Mundial, da Interpol e da Organização das Nações Unidas, cerca de três quartos dos valores pagos acabam nas mãos de quem financiou a operação. Os piratas propriamente ditos embolsam apenas 1% dos lucros. Ainda assim, cada um deles recebe entre 30 mil dólares e 75 mil dólares por cada operação. O primeiro a subir a bordo de um navio tem um bónus de 10 mil dólares, tal como aquele que levar a própria arma ou uma escada. Ainda assim, não é nada mau. Umas quantas operações dariam para levar uma vida tranquila – se é que isso existe naquela zona do globo. O problema deles: gastam o dinheiro em álcool, droga, carros e prostitutas. Os intérpretes nas negociações recebem entre 10 mil dólares e 20 mil dólares. É uma leitura fascinante.

Foto: AP/Farah Abdi Warsameh

Foto: AP/Farah Abdi Warsameh

Descobertas matinais: O uso ideal para a música de Britney Spears

Assustar piratas somalis no corno de África. Sim, êxitos como Oops! I did it again estão a ser utilizados pelos militares britânicos para afastar os salteadores que tentam apresar navios. Parece que os piratas não suportam a musica da cantora norte-americana. A história está no The Guardian. Porque será?

Foto: Miguel Riopa/AFP/Getty Images

Foto: Miguel Riopa/AFP/Getty Images

Modo de vida: enganar jornalistas

A pirataria na Somália tem sido um negócio de milhões. Apesar de o número de ataques ter vindo a diminuir, houve uma outra indústria que floresceu em redor destes salteadores dos tempos modernos: a dos burlões de jornalistas. Atraídos ou enviados para reportar a realidade local, dezenas de repórteres tentam, obviamente, chegar à fala com piratas. E para isso têm de pagar: a intérpretes, intermediários, aos chefes locais. Conscientes de que os ocidentais têm dólares para dispensar, alguns somalis dedicaram-se a interpretar um papel: o de falsos piratas. A reportagem é do Channel 4 News.

A vida perigosa de um português na Somália

Pelo menos 15 pessoas morreram no ataque dos radicais islâmicos da Al Shabab às instalações da Organização das Nações Unidas na capital da Somália, Mogadiscio. As forças governamentais já recuperaram o controlo do local. Felizmente, o Manuel de Almeida Pereira, que coordena o programa de transferência de prisioneiros piratas para a Somália e que entrevistei há umas semanas, estava em segurança no Quénia.

AFP

AFP

“Não é só combater pirataria mas também o terrorismo”

Durão Barroso e António Guterres são dois dos portugueses mais reconhecidos internacionalmente. Ok, depois de Mourinho, Ronaldo, Figo e, claro, Eusébio. Futebóis à parte, o presidente da Comissão Europeia e o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados lideram instituições globais e com uma capacidade de influência global. Mas não são os únicos. João Vale de Almeida, por exemplo, era um alto funcionário da União Europeia antes de se tornar embaixador em Washington. Manuel de Almeida Pereira é outro caso de sucesso. Começou em Timor, esteve no Kosovo, passou pela Guiné-Bissau e agora lidera o programa de transferência de prisioneiros piratas, na Somália.

Há cerca de duas semanas, entrevistei-o via Skype, para a Sábado. Durante mais de uma hora, Manuel de Almeida Pereira contou-me os últimos anos da sua vida. Como a necessidade de fazer algum bem o levou a concorrer ao posto de funcionário internacional, como entrou na ONU e como sentiu que “estava dentro da televisão”. Contou-me como uma criança timorense praticamente morreu nos seus braços, recordou o som dos tiros no Kosovo e trocámos impressões sobre a Guiné-Bissau. De vez em quando desviava o olhar do ecrã para espreitar o resultado da final da Liga dos Campeões. Um pequeno luxo para um expatriado que, quando está na Somália, vive com recolher obrigatório e não pode ir ao café da esquina beber uma cerveja – porque não é e porque seria raptado. A entrevista foi publicada no dia 6 de Junho mas as limitações de espaço próprias do papel fizeram com que passagens muito interessantes da nossa conversa fossem excluídas. Fica aqui uma versão mais longa.

Com guardas prisionais femininas em Berbera, Somalilândia

Com guardas prisionais femininas em Berbera, Somalilândia

“Na Somália, qualquer branco é raptado”

Em 2002, quando chegou a Timor para trabalhar com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, Manuel de Almeida Pereira sentiu que, pela primeira vez, não estava a ver o mundo pela televisão e que a podia desligar a qualquer momento. “Estava dentro da televisão”, diz. Nunca mais deixou de ser funcionário internacional. Esteve no Kosovo e passou três anos em Bissau. Hoje, aos 47 anos, gere um orçamento de €17 milhões e coordena uma equipa de 12 pessoas que, até agora, já transferiu 100 piratas e reabilitou três cadeias. Quando falou com a SÁBADO, de Nairobi, através de Skype, tinha acabado de voltar de uma das viagens mensais à Somália.

Quando chegou ao Quénia para coordenar o programa, o que encontrou? Havia prisões na Somália onde colocar os piratas?

Não. E as que havia tinham condições infra-humanas. Não eram garantidos direitos essenciais. Os adultos estavam misturados com crianças, não havia higiene nem água potável, as infraestruturas estavam a cair, os guardas não tinham formação… A United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC) concluiu que não se podia transferir prisioneiros sem se assegurar que as prisões tivessem condições minimamente aceitáveis. Tivemos que as construir ou reabilitar. Estamos a construir uma prisão para 500 pessoas em Garowee, a capital de Puntland, outra na costa para 200 homens e 40 mulheres. Reabilitámos a prisão de Hargeisa, na Somalilândia, para 200 homens e um número considerável de mulheres. E vamos começar a reabilitar a de Mogadiscio, um passo sério, porque a segurança ainda está muito debilitada. A prisão é um inferno: não tem água potável, os prisioneiros estão acorrentados ao chão pelos tornozelos… temos que mudar isso.

Quantos piratas somalis estão presos?

Em todo o mundo, perto de dois mil. A maioria está aqui na região: Seychelles, Maurícias, Quénia, Tanzânia e Maldivas. Mas nas Maldivas, por exemplo, há 300 que não são considerados prisioneiros porque não existe uma lei de contra-pirataria. Por isso, foram condenados por pesca ilegal, o que significa que não vão ser transferidos, mas repatriados.

Com piratas prisioneiros na prisão de Bosasso, Puntland

Com piratas prisioneiros na prisão de Bosasso, Puntland

Neste momento já não há barcos raptados na Somália. As tentativas de ataque continuam?

Sim. Ainda há pouco tempo foram presos 20 e tal piratas pela marinha francesa. Tem havido pelo menos um por mês. Em Abril, por exemplo, houve dois aqui no Índico.

Quem são estes piratas: pescadores? Antigos milicianos?

Há uma história sobre a origem da pirataria que talvez seja meia verdade. Nesta região do Índico passam grandes navios comerciais e conta-se que havia aqui um local para depósito de resíduos tóxicos que afectou a vida marinha. Como não podiam apanhar peixe – e também porque os barcos do Iémen, Índia e China vinham aqui pescar – os próprios pescadores sentiram a necessidade de proteger a sua costa. E começaram a atacar navios e a pedir resgates enormes. Alguns chegaram aos 100 milhões de dólares.

Os piratas capturados não têm ar de ter capacidade para essas negociações. Eles têm alguém por trás?

Claro que há pessoas que sabem o que fazer para pedir resgates e decidir o que fazer ao dinheiro. Acabam por investir em armas para obter mais poder. É uma pescadinha de rabo na boca.

Eles recebem 100 milhões e o que lhe fazem? Presumo que não vá para o banco.

Claro que não. Circula em dinheiro pelos clãs e chega aos grandes negociantes de armas. Toda a gente aqui tem uma, sobretudo Kalashnikovs.

Para onde levam os barcos e as tripulações que capturam?

A maioria fica nos próprios barcos, na zona do corno da Somália que é inacessível por terra. Só a partir do momento em que o presidente de Puntland, o Farole, criou um exército com bons equipamentos e militares treinados é que passou a ser possível agir. E já libertaram alguns. Em Março foi libertado um navio, o Iceberg, onde morreu apenas um militar e libertaram quase 100 pessoas de várias nacionalidades que estavam presas há mais de 1000 dias.

Como é que eles estavam?

Muito mal. Subnutridos. E como eles não conseguiam enviá-los para os respectivos países vieram bater-nos à porta. Lá conseguimos.

Com a Close Protection Unit

Com a Close Protection Unit

Quando vai à Somália vai protegido?

Sim. Na Somália, qualquer branco que estivesse a passear seria imediatamente raptado. Em Puntland há recolher obrigatório. Entre as 20h e 6h não podemos sair do acampamento das Nações Unidas. Durante o dia, na cidade, só podemos andar com automóveis da ONU. Se sairmos da cidade temos que levar a Special Protection Unit da polícia: quatro homens armados.

Já teve problemas?

Nunca. Em Mogadíscio a adrenalina é muito grande. A zona verde é a do aeroporto. Para sair só em carro blindado. Se formos em missão, e não tivermos o blindado, temos que ir no Casper, um tanque que tem dois buracos em cima onde estão dois homens com metralhadora sempre a virar de um lado para o outro. Usamos colete e capacete. Só podemos sair quando eles asseguram o perímetro. É sempre uma incerteza. Tem havido alguns ataques a comboios que saem do aeroporto. Aqueles em que eu fui nunca foram atacados, mas estamos sempre a pensar quando é que um miúdo salta para cima do Casper e atira uma granada pelo buraco onde está o militar, se ele não o matar primeiro e mata quem está lá dentro. Há também muitas bombas que ficam nos passeios e são despoletadas com a passagem do camião. O Casper aguenta a explosão de uma mina por baixo, mas de lado pode sofrer danos.

O que população pensa de vocês?

Há dois tipos de pessoas: as normais, o povo que não quer a guerra e que sorri para nós; e os que não gostam do branco e poderão estar ligados à Al Shabab, que dominou a região sul da Somália durante muito tempo. É preciso compreender a Somália. Não é um país, são três: a Somalilandia, um antigo protectorado britânico que declarou a independência mas que é reconhecida por muito poucos países; Puntland, no norte, onde fica o Corno de África, que é um Estado federado; e o Centro-Sul, onde está Mogadíscio, que foi dominado pelos islamitas radicais da Al Shabab, que implementaram a Sharia muito tempo e que foram recentemente expulsos. Mas continuam muitas células activas. Ainda há pouco tempo o tribunal de Benadir, em Mogadíscio, que ia reabilitar e dar formação aos juízes e procuradores, foi atacado. Morreram quase 30 pessoas. Alguns colegas meus saíram de lá 10 minutos antes. Podia ter sido eu.

O risco compensa?

Quando vamos para estas missões não pensamos muito nisso. Se pensasse se calhar não ia (risos). Temos uma missão a cumprir e sabemos que estamos a fazer algum bem. O programa está a ter muito sucesso e estou satisfeito com o que faço. As condições são difíceis e às vezes chocam, mas faço algo que tem resultados. Vejo  as prisões e os prisioneiros a serem tratados com dignidade, a receber comida, piratas que deixaram de o ser e se juntaram a Organizações Não Governamentais que estão a ajudar a comunidade internacional a sensibilizar piratas no activo. Arranjámos-lhes emprego. A UNODC tem programas para a educação e formação profissional dos prisioneiros: carpintaria, tecelagem, tijolos… A prisão de Hargeisa implementou o fabrico de tijolos e há pedidos de construtores para mais de 100 mil unidades.

Como coordena a mesma estratégia naquilo que são, na prática, três países diferentes que estiveram em guerra?

O que fazemos é semelhante nas três áreas mas elas não comunicam. Na Somalilândia eles não gostam que se fale em Puntland. Há que ter uma certa sensibilidade, conhecer a história, o que está por detrás de duas décadas de guerra. São pessoas diferentes que têm apenas uma coisa em comum: falam a mesma língua. Por outro lado há gestos que nós fazemos que para eles são ofensivos. Por exemplo, quando dizemos que qualquer coisa é boa fazemos este gesto com as  mãos [o indicador a tocar no polegar e os restantes três dedos esticados]. Na Somália está a chamar homossexual à pessoa que está à sua frente. São situações que dão em grandes embaraços. Ainda agora a ONU disse que a Somália vai ter o espaço aéreo controlado a partir de Mogadíscio. A Somalilândia não gostou e proibiu os aviões da ONU de aterrar. Se quiser lá ir tenho entrar pela Etiópia num avião comercial.

A inspeccionar a prisão de Mandera, Somalilandia

A inspeccionar a prisão de Mandera, Somalilandia

As prisões são só para piratas ou para a população em geral?

Para todos. Mas temos alas especiais só para piratas.

Há mulheres piratas?

Não. A maior parte das mulheres detidas foram-no por crimes que no nosso entender não o são. O adultério, por exemplo, é um crime muito grave. Não usar o véu também. Ficam três ou quatro anos na prisão. Há uma outra realidade mais chocante que a dos menores. Há menores piratas, claro, mas não podiam ser colocados com adultos. E havia muitos na Somália. É chocante.

A Somália é dos países mais corruptos do mundo. O que impede o chefe dos piratas de chegar a uma prisão e pagar ao director para libertar toda a gente?

Já aconteceu. Os primeiros piratas a serem presos compraram a sua saída. Com o esforço da UNODC junto dos serviços prisionais já não há hipótese de subornar o comandante. Tem havido subornos de guardas. Na semana passada estava a preparar-se um motim na prisão de Bosaso. Os 38 piratas que lá estão, detidos numa ala à parte, estavam a preparar com pessoas de fora e com a conivência de alguns guardas, um motim que os levaria a fugir. O comandante descobriu, chamou a guarda pessoal e tomou medidas para os separar. Os guardas que estavam a ser subornados fugiram.

Tem o cuidado de separar os piratas dos outros?

Todos os piratas têm de ser colocados numa ala à parte. Devido à perigosidade e porque podem incitar outros presos à violência. Não são analfabetos, sem instrução. São pessoas espertas com capacidade para influenciar os mais fracos de espírito.

De onde lhes advém essa capacidade?

Da própria pirataria. Eles têm alguma formação. Para atacar grandes barcos é preciso alguma estratégia. Senão não conseguiam subir a barcos de grande tonelagem a partir de barquinhos pequeninos. Se conseguem chegar ao navio há problemas e é difícil repeli-los. Por isso as marinhas colocaram snipers nos barcos para os atingirem de longe.

Quantos prisioneiros já transferiu?

Quase 100. Não há um objectivo a atingir. A logística é imensa. A papelada que vem de um tribunal das Seychelles para a Somália tem de passar pelo comandante das prisões, pelo ministro da justiça e pelo procurador geral. Depois é preciso tirar fotografias, recolher dados biométricos, fretar um avião, garantir a segurança nos aeroportos, combinar com a aviação civil a chegada de um avião com piratas, levar o carro de transferência, ter um médico para os examinar à chegada para saber se têm doenças e fazer testes rápidos à tuberculose e HIV… O máximo que transferi de uma vez foram 21.

No meio do país mais inseguro do mundo.

Sim. A Somália tem dois aeroportos em tarmac. Os outros são em terra batida. Só posso viajar para a Somália em aviões do Programa Alimentar Mundial que são a hélice e vão para todo o lado. São pistas de terra batida em que os aviões aterram no meio do deserto. Há uma casinha com um fulano a carimbar passaportes e os carros da ONU que fazem um comboio até à cidade com o serviço de segurança.

Com guardas prisionais em Berbera, Somalilandia

Com guardas prisionais em Berbera, Somalilandia

Alguma coisa os impede de depois voltarem ao mesmo?

Neste momento não há um barco raptado na Somália. Há piratas. Aliás, o grande problema é que os piratas tem acordos com a Al Shabat que é um braço direito da Al Qaeda. Se os islamitas apanharem algum ocidental vendem-no aos piratas para eles pedirem o resgate. E isso é grave. Não é só combater pirataria mas também o terrorismo.

Como é que a Al Shabat lidava com a pirataria, quando estava no poder?

Na altura havia uma espécie de acordo entre eles. Não se misturavam. Geralmente os piratas não eram radicais.

E a Sharia impõe que se corte a mão a quem é apanhado a roubar…

Sim. Na Somália se se fosse apanhado a roubar uma vez, cortavam uma mão. Se roubava uma segunda, cortavam a outra mão. A mulher que tirasse o véu ou que olhasse para outro homem era condenada ao apedrejamento. Enterravam-na pelo pelo pescoço e apedrejavam-na até morrer. Vi fotos impressionantes do que era Sharia. Depois havia execuções sumárias. Não havia direito.

Quantas pessoas tem ao seu serviço

Tenho 12 a trabalhar na Somália. Quando começar com Mogadíscio vou ter mais quatro. É uma situação difícil, são expatriados que estão lá sozinhos. É por isso que vou todos os meses dar apoio. Você não pode beber uma cerveja ou sair à noite, a não ser que leve na mala, de Nairobi. A partir das 20h tem que ficar no quarto. A comida é sempre igual: galinha ao almoço, cabra à noite ou vice-versa. A pobreza é extrema e vêem-se coisas impressionantes. Uma vez dei com um prisioneiro que tinha levado um tiro e estava sentado com um papelinho a segurar o intestino. Fomos nós que o levámos para o hospital. O mais baixo que possa imaginar, é a Somália. As pessoas vivem o dia-a-dia sem se preocupar com o amanhã. Em pequenas cidades do interior, onde a violência é grande, preocupam-se em saber se vivem até ao dia seguinte.

Terror nos mares do Índico

Nos últimos oito anos os ataques de piratas da Somália provocaram prejuízos de cerca de 300 milhões de euros. A maioria serviu para pagar os resgates dos 149 navios capturados. Um questão a que vou voltar em breve.