Por dentro dos protestos em Kiev

O início de 2014 foi muito semelhante ao final de 2013 na capital da Ucrânia: com protestos constantes contra o governo. A Vice enviou para lá um repórter que acompanhou de perto a escalada da violência.

Brasil: a copa dos protestos

Com vandalismo: no meio dos protestos no Brasil

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Por Coletivo Nigéria

Em  Junho e Julho, o Coletivo Nigéria, parceiro da agência Pública – à qual O Informador se associou no ano passado -, acompanhou as manifestações de rua em Fortaleza, no Ceará, e registou depoimentos e cenas dos protestos. O resultado é um documentário jornalístico, em que o narrador pouco interfere nos factos, que mostra todos os tipos de manifestantes, o que move cada um, e de que modo a violência – policial e/ou da sociedade – participa dessas manifestações.

Um relato/reflexão realizado no calor do momento, em que a cronologia dos factos, a variedade de ângulos e de entrevistados, e a sobriedade dos jornalistas, contribuem para criar um panorama completo das manifestações em Fortaleza, revelador para os que buscam compreender quem é e o que deseja essa juventude que está nas ruas das capitais brasileiras.

“O policial apontou a arma de bala de borracha para mim e falou: você vai ficar aí?”

Os protestos começaram há uma semana devido ao aumento do preço dos bilhetes de autocarro. Mas esse foi só o pretexto que fez saír os brasileiros para a rua. As manifestações foram subindo de tom até que na quinta-feira da semana passada as autoridades começaram a enfrentar a multidão com bastões, balas de borracha, gás lacrimogéneo e sprays. Em São Paulo, ninguém escapou. Nem os jornalistas.

O pianista da paz

Quarta-feira foi um dia tenso na Praça Taksim, em Istambul. De um lado, manifestantes. Do outro, a polícia. Os primeiros passaram horas a preparar-se para uma carga das autoridades. Como precaução, amontoaram máscaras de gás, óculos de protecção e medicamentos. Ao início da noite começaram a gritar aos polícias que se juntavam “Taksim está em todo o lado, em todo o lado a resistência”. Mas antes que o conflito entrasse numa nova escalada e as granadas de gás voltassem a voar, a praça foi invadida pelo som do piano de David Martello.

Nascido em Itália, mas com nacionalidade alemã, o pianista levou o piano – que ele próprio construiu e equipou com luzes para poder tocar no escuro – para Istambul onde passou a noite a tocar composições próprias, mas também clássicos de Bach e músicas icónicas como Imagine, de John Lennon. Mais tarde teve a companhia do turco Yiğit Özatalay. Manifestantes e polícias ficaram ali a ouvi-lo tocar. No final escreveu na sua página no Facebook que ia voltar na noite seguinte. E, talvez por isso, os confrontos voltaram a ficar à porta da praça Taksim.

A propósito do fecho da televisão pública grega

“You will not be able to stay home, brother.
You will not be able to plug in, turn on and cop out.
You will not be able to lose yourself on skag and skip,
Skip out for beer during commercials,
Because the revolution will not be televised.

The revolution will not be televised.
The revolution will not be brought to you by Xerox
In 4 parts without commercial interruptions.
The revolution will not show you pictures of Nixon
blowing a bugle and leading a charge by John
Mitchell, General Abrams and Spiro Agnew to eat
hog maws confiscated from a Harlem sanctuary.
The revolution will not be televised.

The revolution will not be brought to you by the
Schaefer Award Theatre and will not star Natalie
Woods and Steve McQueen or Bullwinkle and Julia.
The revolution will not give your mouth sex appeal.
The revolution will not get rid of the nubs.
The revolution will not make you look five pounds
thinner, because the revolution will not be televised, Brother.

There will be no pictures of you and Willie May
pushing that shopping cart down the block on the dead run,
or trying to slide that color television into a stolen ambulance.
NBC will not be able predict the winner at 8:32
or report from 29 districts.
The revolution will not be televised.

There will be no pictures of pigs shooting down
brothers in the instant replay.
There will be no pictures of pigs shooting down
brothers in the instant replay.
There will be no pictures of Whitney Young being
run out of Harlem on a rail with a brand new process.
There will be no slow motion or still life of Roy
Wilkens strolling through Watts in a Red, Black and
Green liberation jumpsuit that he had been saving
For just the proper occasion.

Green Acres, The Beverly Hillbillies, and Hooterville
Junction will no longer be so damned relevant, and
women will not care if Dick finally gets down with
Jane on Search for Tomorrow because Black people
will be in the street looking for a brighter day.
The revolution will not be televised.

There will be no highlights on the eleven o’clock
news and no pictures of hairy armed women
liberationists and Jackie Onassis blowing her nose.
The theme song will not be written by Jim Webb,
Francis Scott Key, nor sung by Glen Campbell, Tom
Jones, Johnny Cash, Englebert Humperdink, or the Rare Earth.
The revolution will not be televised.

The revolution will not be right back after a message
bbout a white tornado, white lightning, or white people.
You will not have to worry about a dove in your
bedroom, a tiger in your tank, or the giant in your toilet bowl.
The revolution will not go better with Coke.
The revolution will not fight the germs that may cause bad breath.
The revolution will put you in the driver’s seat.

The revolution will not be televised, will not be televised,
will not be televised, will not be televised.
The revolution will be no re-run brothers;
The revolution will be live.”

Em directo da praça Taksim

Esta manhã o governo turco enviou a polícia anti-motim para a praça Taksim – o centro dos protestos que há vários dias ocorrem no país. O canal Russia Today tem uma câmara no local que está a emitir em contínuo e em directo pela internet. Neste momento há muita gente a andar de um lado para o outro e, de vez em quando, são disparadas granadas de gás. Se quiserem acompanhar os acontecimentos podem fazê-lo aqui.

AFP/AFP/Getty Images

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