A incrível história da criação do Gmail. Fez ontem 10 anos

Há 10 anos, a Google lançou o Gmail – um produto que rapidamente arrasou com a concorrência. Esta é a história sobre como o mais bem sucedido projecto do motor de busca foi criado, como quase esteve para não acontecer – e a incrível história do seu lançamento no dia das mentiras. Fez ontem 10 anos.

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Os guardiães da internet

Há sete pessoas espalhadas pelo mundo que guardam com todos os cuidados sete cartões que são, na verdade, sete chaves de acesso à internet. Todas juntas, elas formam uma chave mestra que controla o coração da web: o sistema de atribuição de domínios (domain name sistem – DNS). Sem ele, não seria possível ligar os endereços IP através de nomes. Teríamos de o fazer através de uma longa sequência de números. O The Guardian assistiu a uma das quatro reuniões anuais destes vigilantes da internet. 

Leitura para o fim-de-semana: os nossos telemóveis têm sangue de crianças africanas

A explosão dos smartphones e tablets deu-nos um grande conforto: podemos ver as notícias em qualquer lado, consultar o email, ir ao facebook e até actualizar um blogue. No entanto, os recursos naturais necessários a esta tecnologia tornaram-se bens raros… e caros. Matéria prima por que vale a pena lutar, ou obrigar outros a lutar. Como crianças pequenas, no Congo. O artigo é da National Geographic deste mês. 

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The Price of Precious

The minerals in our electronic devices have bankrolled unspeakable violence in the Congo.

By Jeffrey Gettleman
Photograph by Marcus Bleasdale

The first child soldier pops out of the bush clutching an AK-47 assault rifle in one hand and a handful of fresh marijuana buds in the other. The kid, probably 14 or 15, has this big, goofy, mischievous grin on his face, like he’s just stolen something—which he probably has—and he’s wearing a ladies’ wig with fake braids dangling down to his shoulders. Within seconds his posse materializes from the thick, green leaves all around us, about ten other heavily armed youngsters dressed in ratty camouflage and filthy T-shirts, dropping down from the sides of the jungle and blocking the red dirt road in front of us. Our little Toyota truck is suddenly swarmed and immobilized by a four-and-a-half-foot-tall army.

This is on the road to Bavi, a rebel-controlled gold mine on the Democratic Republic of the Congo’s wild eastern edge. Congo is sub-Saharan Africa’s largest country and one of its richest on paper, with an embarrassment of diamonds, gold, cobalt, copper, tin, tantalum, you name it—trillions’ worth of natural resources. But because of never ending war, it is one of the poorest and most traumatized nations in the world. It doesn’t make any sense, until you understand that militia-controlled mines in eastern Congo have been feeding raw materials into the world’s biggest electronics and jewelry companies and at the same time feeding chaos. Turns out your laptop—or camera or gaming system or gold necklace—may have a smidgen of Congo’s pain somewhere in it.

The mine in the Bavi area is a perfect example. It’s controlled by a potbellied warlord called Cobra Matata, though “controlled” may be a strong word. There are no discernible front lines out here marking where government rule definitively ends and Cobra’s territory definitively begins, no opposing troops hunkered down in trenches or foxholes eyeballing each other through their scopes. Instead there are just messy, blurry degrees of influence, often very marginal influence, with a few Congolese government guys lounging under a mango tree in one place, and maybe two miles down the road a few of Cobra’s child soldiers smoking pot, and nothing in between but big, vacant, sparkling green wilderness.

“Sigara! Sigara!” the child soldiers yell, seeking cigarettes. Photographer Marcus Bleasdale and I quickly push fistfuls of Sportsmans, a local brand, out the window, and they are instantaneously gobbled up by feverish little hands. That seems to do the trick, along with a few thousand crumpled Congolese francs, worth less than five bucks, and then we’re on our way again, rumbling down an excruciatingly bumpy dirt road, past thatched-roof villages and banana trees. In the distance giant mountains nose the sky.

When we get to Bavi, we sit down with the village elders and talk gold. The world gold price has quadrupled over the past ten years, but there’s no sign of development or newfound prosperity out here. Bavi has the same broken-down feel of any other village in eastern Congo: a clump of round huts hunched by the road, a market where the shops are made of sticks, shopkeepers torpidly selling heaps of secondhand clothes, and glassy-eyed men reeking of home brew stumbling down the dirt footpaths. There’s no electricity or running water, and the elders say they need medicine and books for the school. The kids are barefoot, their bellies pushed out like balloons from malnutrition or worms or both.

“We’re broke,” says Juma Mafu, one of the elders. “We’ve got a lot of gold but no machines to get it out. Our diggers use their hands. No big companies are ever going to come here unless we have peace.” Which they clearly don’t.

The birds are chirping, and the afternoon sun is slanting behind us as we walk down the hill toward the gold mine. First stop is to say hello to the “minister of mines,” who is at a pub in the market, sitting Buddha-like with his eyes half closed behind a forest of freshly polished-off Primus beer bottles. He is an enormous man and wears a cheap, silvery blazer stretched awkwardly over the thick rolls of fat on his back.

“Hujambo, mzee,” I say, giving him a respectful Swahili greeting.

He burps—loudly. I tell him we’re journalists and we’d like to see the gold mine.

He laughs a nasty little laugh and then says, “How do I know you’re journalists? Maybe you’re spies.” The word “spies” shoots through the market like a spark, igniting a crowd of people, who suddenly flock around us. A one-eyed child soldier glares at us menacingly and fingers his gun. Another young man abruptly announces that he works for the Congolese government intelligence service and wants to see our documents.

Time to leave, I think. Time to leave, right now. As casually as I can manage at this point, though my voice is beginning to crack, I say, “Fine … uh … no problem. Then we’ll just … um … go home.”

But the minister of mines shakes his fat head. “No, no, you won’t. You’re under arrest.”

“For what?” I ask, my throat parched.

“For being in a zone rouge.

Isn’t most of eastern Congo a red zone, controlled by armed groups? I think. But I don’t say anything, because the next minute we’re marched into a car for a five-hour drive to the larger town of Bunia, where we will be held at gunpoint and interrogated in a dark, little house with mysterious stains on the floor.

A Fox News tem uma nova redacção – e dizem que nunca se viu nada assim

A Fox é uma televisão de excessos. Até nas notícias. Mas nada do que fizeram se compara à nova redacção. Os jornalistas vão trabalhar em tablets gigantescos, do tamanho de uma secretária, e estar atentos ao que se passa nas redes sociais para confirmar informações. O investimento inclui uma nova tecnologia em que, através de uma espécie de comando de televisão, o pivot controla imagens num ecrã gigantesco ao estilo de Minority Report. Tudo para adaptar a televisão à forma como consumimos notícias hoje em dia – através de múltiplas plataformas. – e que faz a “magic wall” da CNN parecer uma brincadeira de meninos. O melhor é verem.

Descobertas matinais: a idade das máquinas está a chegar

O filme Matrix – e muitos outros – tem como motor a ideia de que haverá uma altura em que os humanos serão perseguidos por máquinas. Bem, quando daqui a algum tempo estiverem a ser escritos os livros de história, 2013 pode ser o ano em que tudo começou a desenhar-se. A Boston Dynamics, uma empresa que desenvolve projectos para o Pentágono, apresentou o WildCat, uma espécie de cavalo mecânico capaz de correr (para já) a 25,7 km por hora, durante cinco minutos. Como todas as invenções da humanidade, poderá ser usado para o bem. Mas também é possível que, no futuro, haja WildCats a perseguir alguns de nós. Ora vejam.

Descobertas matinais: D-Central, o gadget que vai impedir a vigilância da NSA

John McAfee – sim, o milionário criador do famoso anti-virus que agora não tem nada a ver com a companhia que criou – anunciou numa conferência em San José, na Califórnia, que está a criar um gadget que vai iludir a vigilância da NSA. Baptizado de “D-Central”, o aparelho vai estar à venda por 100 dólares e poderá ser transportado no bolso. Na prática, vai criar uma espécie de “dark web” que não pode ser acedida por meios convencionais. “Ninguém vai conseguir saber quem são ou onde estão”, garantiu. Questionado sobre a possibilidade de o governo norte-americano proibir a venda do aparelho, McAfee foi claro: “vendo-o em Inglaterra, no Japão ou no Terceiro Mundo”.

Foto: LiPo Ching/Bay Area News Group

Foto: LiPo Ching/Bay Area News Group

Qatar: como sobreviver à base de sol e água salgada

Graças aos milhões dos petrodólares, o Qatar está a tornar-se um tubo de ensaio para os desafios do século XXI: abastecimento de energia, água e comida. Graças a soluções tecnológicas extremamente caras, experiências como o Sahara Forest Project, estão a transformar água do mar e luz do sol – os seus maiores bens – em água potável, vegetais, electricidade, biofuel e comida para animais. Uma reportagem do Center for Investigative Reporting.

O smartphone é a arma do assassino profissional do futuro

“Portugal, 2015. O presidente norte-americano está de visita a Lisboa, depois de os governos dos dois países chegarem a um novo acordo para utilização da Base das Lajes. O ano anterior tinha sido complicado para Barack Obama. Após a saída das tropas dos Estados Unidos do Afeganisão, o país mergulhou no caos e a Al Qaeda voltou a ganhar força. Obama teve mesmo que ser sujeito a uma intervenção cirúrgica que que colocou um pacemaker. Agora, está de pleno regresso às suas funções. Durante uma conferência de Imprensa conjunta com Pedro Passos Coelho, Obama coloca a mão direita junto ao peito e desfalece. Apesar dos esforços, não é possível reanimá-lo. Enquanto os elementos do Serviço Secreto tentam afastar a multidão, um homem afasta-se discretamente com a arma do crime à vista de todos: um smartphone”

Um cenário semelhante podia ter sido retirado de uma série como :24 ou Homeland. Mas pode ser mais do que ficção. Em Outubro, um informático chamado Barnaby Jack, mostrou a uma audiência restrita como identificar o sinal enviado pelo fabricante de um pacemaker e, através dele, enviar a ordem para emitir uma descarga mortal – que seria atribuída a uma qualquer falha no aparelho. Seria o homicídio perfeito. Limpo. E sem provas.

Não é a primeira vez que o informático faz algo do género. O artigo da Vanity Fair, Look Out – He’s Got a Phone! explica que é essa a sua função: detectar falhas em aparelhos. Ele já mostrou como pode, remotamente, fazer uma bomba de insulina entregar uma dose mortal e já fez uma caixa multibanco começar a deitar notas (cá ainda estamos na idade das explosões).

Usar o telemóvel para matar alguém não é novidade. No Iraque e no Afeganistão é comum. Até por cá já aconteceu: o dono do bar O Avião, em Lisboa, foi assassinado quando uma bomba colocada no seu carro foi accionada através de uma chamada telefónica. A novidade é que a evolução tecnológica está a transformar os smarthpones em computadores portáteis cada vez mais potentes. E alguém com conhecimentos poderá usá-los para aceder a qualquer aparelho que esteja ligado à Internet  seja um automóvel, uma casa ou um avião.

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