Dez coisas que não sabem sobre A Guerra dos Tronos

No dia da emissão do segundo episódio da nova temporada de A Guerra dos Tronos em Portugal, ficam aqui 10 factos que provavelmente não conhecem sobre a série – incluindo uma cabeça de George W. Bush espetada num pau da primeira temporada.

A Guerra dos Tronos: 5,6 seios e 4,5 mortes por episódio

Ontem estreou em Portugal a nova temporada de A Guerra dos Tronos. A série é um fenómeno mundial. Tanto que o site Alltime Numbers traduziu o seu impacto em dados numéricos neste vídeo. Fica desde já um surpreendente: nos Estados Unidos, em 2012, 146 pais baptizaram as suas filhas de Khaleesi – rainha no dialecto dothraki.

Em defesa da Joana Latino (não é que ela precise, mas pronto)

Nos últimos dois dias o mundo jornalístico indígena tem estado entretido em duas discussões: o “estilo” de José Rodrigues dos Santos (JRS) frente a José Sócrates e a reportagem da Joana Latino, sobre a vinda a Portugal de David Hasselhoff, o actor norte-americano que se celebrizou em O Justiceiro e depois em Marés Vivas.

Sobre JRS já aqui escrevi bastante. Mas confesso que hesitei em fazê-lo sobre a Joana Latino. Conheci-a há 12 anos quando cheguei como estagiário à redacção da SIC-Notícias. Ela era uma das principais jornalistas da Edição da Noite e uma das pessoas com quem passei a conviver durante longas horas – que se prolongavam bem para além do final da emissão. Ela provavelmente não se lembra, mas foi uma das que teve paciência para me ensinar a mexer pela primeira vez num programa de edição de imagem – sim, foi na SIC-N que os jornalistas começaram a editar as próprias peças – e das que mais me ajudou a entrar no ritmo infernal da televisão 24h por dia. Nessa altura, a Joana fazia tudo: despachava promos, destaques e seleccionava vivos à velocidade da luz, saia para fazer os directos que fossem precisos – fosse num tiroteio, num incêndio, numa urgência hospitalar ou na sede de um partido político. Quando regressava, ainda deixava uma peça pronta para entrar durante a madrugada e a manhã. Basicamente, era (e é) uma máquina. Uma das mais versáteis repórteres da SIC e que, por isso, teve por várias vezes o reconhecimento do Mário Crespo – em directo.

Já nessa altura, a Joana tinha uma grande qualidade: tentava pensar fora da caixa. Fazia coisas diferentes. Às vezes tão diferentes que não se sabia qual ia ser a reacção. E se há qualidade que ela manteve ao longo destes anos foi essa: tentar surpreender os telespectadores. Todos os dias. Umas vezes corre bem. Outras, nem por isso. Mas o trabalho da Joana tem esse grande mérito: não deixa ninguém indiferente. Que o diga o secretário de Estado da Cultura, Barreto Xavier, que, a propósito da polémica da colecção Miró, foi bombardeado pela Joana em directo com as perguntas mais certeiras que lhe podiam ter sido feitas – e com um grupo de jornalistas impávido a assistir.

Na última semana a Joana foi entrevistar o David Hasselhoff, que veio a Portugal promover o espectáculo que vai ter em Portimão. Quem conhecer minimamente o historial do actor, percebe que ele é, digamos, um cromo. E que a Joana não ia simplesmente fazer uma peça que poderia ter começado assim: “Nos anos 1980 foi a estrela de O Justiceiro. Nos 1990 de Marés Vivas. Agora está em Portugal para promover um espectáculo em que todos poderão reviver essas séries de sucesso”. Não isso seria demasiado fácil – e, lá está, pouco surpreendente.

Ela optou por uma solução arriscada. Que a expõe às críticas mais corrosivas. Mas que deve ter arrancado tantos sorrisos lá em casa, quantas as gargalhadas que devem ter sido dadas enquanto filmavam e editavam aquela peça. Sim, é uma peça divertida, sobre um tema divertido. Mas nem todo o jornalismo tem de ser sério – no sentido de chato. Tem de ser factual – e a peça é. Tem de ser verdadeiro – e a peça também o é. Não deve violar normas e regras deontológicas – e a peça não viola. Tem de ser interessante – e a discussão à volta do tema prova que o é. E também não deve enganar o telespectador – e a peça não engana. Mais: a Joana avisa logo ao que vem no início quando diz.

“Qual a relevância deste momento jornalístico? Nenhuma. A não ser que a peça seja sobre David Hasselhoff.”

E tem toda a razão. No fundo, toda a polémica resume-se a uma questão de gosto. Uns acham que é divertido. Outros acham que é de mau gosto e um péssimo serviço ao jornalismo. Eu confesso que comecei por pensar (desculpa, Joana) “olha, passou-se”. Mas depois de rever a peça, de passar os olhos pelo que é feito na comunicação social, de ler o que foi escrito e de pensar um bocado no assunto, já não tenho tantas certezas. E essa é a beleza do jornalismo. Não há uma verdade absoluta para todas as questões (nem para a do JRS). E quem se acha o dono da razão e tem dificuldade em aceitar outros pontos de vista tem um bom remédio: mudar de profissão. Força, Joana.

Já agora, esta é a peça da polémica.

A propósito do fecho da televisão pública grega

“You will not be able to stay home, brother.
You will not be able to plug in, turn on and cop out.
You will not be able to lose yourself on skag and skip,
Skip out for beer during commercials,
Because the revolution will not be televised.

The revolution will not be televised.
The revolution will not be brought to you by Xerox
In 4 parts without commercial interruptions.
The revolution will not show you pictures of Nixon
blowing a bugle and leading a charge by John
Mitchell, General Abrams and Spiro Agnew to eat
hog maws confiscated from a Harlem sanctuary.
The revolution will not be televised.

The revolution will not be brought to you by the
Schaefer Award Theatre and will not star Natalie
Woods and Steve McQueen or Bullwinkle and Julia.
The revolution will not give your mouth sex appeal.
The revolution will not get rid of the nubs.
The revolution will not make you look five pounds
thinner, because the revolution will not be televised, Brother.

There will be no pictures of you and Willie May
pushing that shopping cart down the block on the dead run,
or trying to slide that color television into a stolen ambulance.
NBC will not be able predict the winner at 8:32
or report from 29 districts.
The revolution will not be televised.

There will be no pictures of pigs shooting down
brothers in the instant replay.
There will be no pictures of pigs shooting down
brothers in the instant replay.
There will be no pictures of Whitney Young being
run out of Harlem on a rail with a brand new process.
There will be no slow motion or still life of Roy
Wilkens strolling through Watts in a Red, Black and
Green liberation jumpsuit that he had been saving
For just the proper occasion.

Green Acres, The Beverly Hillbillies, and Hooterville
Junction will no longer be so damned relevant, and
women will not care if Dick finally gets down with
Jane on Search for Tomorrow because Black people
will be in the street looking for a brighter day.
The revolution will not be televised.

There will be no highlights on the eleven o’clock
news and no pictures of hairy armed women
liberationists and Jackie Onassis blowing her nose.
The theme song will not be written by Jim Webb,
Francis Scott Key, nor sung by Glen Campbell, Tom
Jones, Johnny Cash, Englebert Humperdink, or the Rare Earth.
The revolution will not be televised.

The revolution will not be right back after a message
bbout a white tornado, white lightning, or white people.
You will not have to worry about a dove in your
bedroom, a tiger in your tank, or the giant in your toilet bowl.
The revolution will not go better with Coke.
The revolution will not fight the germs that may cause bad breath.
The revolution will put you in the driver’s seat.

The revolution will not be televised, will not be televised,
will not be televised, will not be televised.
The revolution will be no re-run brothers;
The revolution will be live.”

O programa mais polémico da Europa. Sim, tem mulheres nuas

Thomas Blachman é um conhecido e premiado músico de jazz. Foi também júri do concurso X-Factor. Mas agora é também a cara de um dos mais polémicos – e com mais downloads – programas de televisão da Europa: o Blachman Show. Semanalmente, o apresentador convida um homem conhecido para discutir o corpo de uma mulher nua. Novas, velhas, de meia-idade. Elas não falam. Limitam-se a ouvir os comentários e as conversas que acabam por evoluir para a condição masculina e as relações entre homens e mulheres. O programa Dateline, da SBS, enviou um repórter à Dinamarca para perceber o sucesso do programa, a polémica e a opinião dos protagonistas – incluindo uma mulher que participou no Blachman Show. Aviso: pela primeira vez O Informador apresenta uma reportagem com nu frontal.