Sim, é verdade. Hugo Chávez ganhou um prémio de jornalismo

 “Ni Simón Bolívar ni Hugo Chávez fueron periodistas y nunca tuvimos mejores comunicadores que ellos dos.”

A frase foi dita pela jornalista Lil Rodríguez, ao anunciar o vencedor do prémio nacional de jornalismo da Venezuela 2013: o falecido presidente Hugo Chávez. A justificação foi o contributo de Chávez na luta “contra a mentira e manipulação mediática”. É mais um prego no caixão da democracia venezuelana. Para ler no El País.

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José Sócrates, o observador internacional

A convite da Comissão Nacional de Eleições da Venezuela.

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Hugo Chávez em Portugal

Escrever com tempo é precioso. Foi isso que me aconteceu recentemente. Quando Hugo Chávez morreu (ou melhor, quando a morte dele foi anunciada) já tinha um texto sobre a relação dele com Portugal e outro sobre a sua vida prontos a serem publicados. Foi apenas preciso actualizar alguns detalhes. Nada mais. Caso contrário, teria sido impossível reagir em tempo útil para uma revista semanal com prazos de fecho apertados.  Apesar de ser estranho contactar pessoas para um artigo que só será publicado quando alguém morrer, foi um trabalho que gostei de escrever. Chavez era um personagem e tanto. A reportagem acabou por ser publicada a 7 de Março – dois dias depois da morte oficial do Comandante. Fica aqui

O presidente revolucionário

Hugo Chavez gera paixões. Sempre gerou. Tanto em vida como, agora, na morte. Não foi por acaso que o governo decidiu embalsamá-lo. Desde que chegou ao poder manteve uma constante: era odiado pela classe alta e amado pelos pobres. Este documentário foi feito em 2002. Podia ser de hoje.

Coincidências históricas

Facto interessante: Hugo Chavez morreu no mesmo dia de Josef Stalin. Separados por exactamente 60 anos, claro.

Photo: AFP/GETTY

Photo: AFP/GETTY

Surgem as dúvidas sobre a morte de Hugo Chavez

O jornal espanhol ABC garante que a morte de Hugo Chavez só foi anunciada 11 horas depois de ocorrer. De acordo com o diário, o presidente da Venezuela faleceu às 7h da manhã, em Cuba, para onde teria sido transportado na passada sexta-feira. A conferência de imprensa desta tarde terá sido uma forma de desviar as atenções da transladação do corpo do líder venezuelano.

Photograph: Jorge Silva/Reuters

Photograph: Jorge Silva/Reuters

O anúncio da morte de Hugo Chavez

Hugo Chavez (1954-2013)

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As notícias contraditórias da república bolivariana

Parece que o estado de saúde de Hugo Chavez piora de dia para dia. Oficialmente, os seus problemas respiratórios aumentaram e o presidente da Venezuela enfrenta uma nova infecção.

No entanto, há uma voz dissonante do discurso oficial: Guillermo Cochez, antigo embaixador do Panamá na Organização dos Estados Americanos, diz que Hugo Chavez morreu. O ex-diplomata garante que o líder venezuelano está em morte cerebral desde 30 de Dezembro e que deixou Cuba porque as autoridades não quiseram desligar os suportes vitais no país – onde a 11 de Dezembro foi operado pela quarta vez em 18 meses a um cancro na zona pélvica. Mais: garante que as filhas de Chavez ordenaram que as máquinas fossem desligadas há quatro dias.

Não há nenhuma confirmação. Mas a verdade é que as únicas imagens recentes de Hugo Chavez – em que surge com as filhas a ler um jornal cubano – levantam algumas questões: um homem que foi operado e submetido a sessões intensas de quimioterapia mantém o cabelo e, aparentemente, o peso com que iniciou os tratamentos?

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Chavez voltou à Venezuela. Para viver? Ou morrer?

O anúncio chegou de surpresa, pelo Twitter:

«Hemos llegado de nuevo a la Patria venezolana. Gracias Dios mío!! Gracias Pueblo amado!! Aquí continuaremos el tratamiento»

Desde 1 de Novembro, que a conta estava inactiva. Seguiram-se outros dois tweets:

«Gracias a Fidel, a Raúl y a toda Cuba!! Gracias a Venezuela por tanto amor!!!»

«Sigo aferrado a Cristo y confiado en mis médicos y enfermeras. Hasta la victoria siempre!! Viviremos y venceremos!!!».

Mais tarde coube ao vice-presidente Nicolas Maduro, explicar que Hugo Chavez aterrou na Venezuela às 2h30 e foi depois levado para o hospital militar de Caracas, onde deverá continuar a sua recuperação. Uma viagem que apanhou o país de surpresa, apesar de, na semana passada, terem sido divulgadas as primeiras imagens de Hugo Chavez desde que, em Dezembro, foi submetido a uma quarta operação para remoção de um tumor, em Cuba. Ao contrário do que aconteceu e outras ocasiões, não foram divulgadas imagens da chegada do presidente venezuelano.

No entanto, o jornal espanhol ABC garante que Chavez regressou a Cuba porque os médicos concluíram que a continuação dos tratamentos não iria provocar qualquer melhoria na saúde do presidente Venezuelano. Mais: diz mesmo que os especialistas que o acompanharam nos últimos meses abandonaram a equipa e que estavam apenas a administrar-lhe cuidados paliativos.

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E ao fim de dois meses Chavez reaparece (mais ou menos)

As primeiras fotografias do presidente da Venezuela após a quarta operação a um tumor a que foi submetido em Cuba, no final do ano passado, foram divulgadas hoje pelo regime venezuelano. As imagens mostram Hugo Chavez, a sorrir ao lado das filhas, a olhar para a edição de quinta-feira, 14 de Fevereiro, do jornal cubano Granma. As fotos foram reveladas na televisão pelo ministro da ciência e genro do presidente, Jorge Arreaza.

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As notícias da República Bolivariana

Primeiro, Arganis Chavez, irmão de Hugo Chavez, disse à Associated Press que o presidente da Venezuela podia regressar ao país nos próximos dias. Depois, o mesmo Arganis Chavez decidiu rectificar a informação e garantiu que, afinal, o “comandante” só deixará Havana, onde está internado desde 11 de Dezembro, quando foi operado pela terceira vez a um tumor, quando os médicos assim o entenderem.

Ao mesmo tempo, o presidente da Bolívia, Evo Morales, disse que falou ao telefone com Hugo Chavez e que ele já está a fazer fisioterapia e a preparar-se para voltar à Venezuela. Já em Caracas, o vice-presidente Nicolas Maduro garantiu que não há pressa para o regresso do líder re-eleito nas eleições de 7 de Outubro do ano passado.

O único que não foi desmentido foi o ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Elias Jaua que deixou uma mensagem no twitter:

“Camaradas, estou a sair de um encontro com o nosso comandante presidente, Hugo Chavez. Dissemos piadas e rimos. Viva Chavez!”

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Hugo Boss

A 19 de Fevereiro de 2009 publiquei na Sábado um texto sobre o presidente da Venezuela. O título era Hugo Boss. Na época, Hugo Chavéz  queria alterar a constituição venezuelana para poder candidatar-se eternamente à presidência. Conseguiu. Prometia ficar no poder até 2049, quando terá 95 anos. Ontem ganhou as primeiras eleições desde essa alteração. Se o cancro não o vencer, tem pelo menos mais seis anos no cargo.